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Arquivo : fevereiro 2014

LCD Soundsystem se despede de novo da gente, agora em vinil
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Lúcio Ribeiro

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* O fundamental LCD Soundsystem renasce em abril deste ano, em uma pequena grande forma. A banda, que o genial James Murphy matou com um show de quatro horas há exatos três anos no Madison Square Garden, em Nova York, vai fazer dessa apresentação de despedida uma caixa com cinco vinis. O box set “The Long Goodbye: LCD Soundsystem Live At Madison Square Garden” sai no Record Store Day, no dia 19 de abril, atingindo algumas lojas de discos selecionadas. No mês seguinte, em maio, chega com maior força ao mercado, e também no formato digital.

O show todo de adeus do LCD Soundsystem já rendeu o sensacional “Shut Up and Play the Hits”, o filme. Mas Murphy diz que os discos é tipo o “documento em áudio definitivo” do lendário show final da banda.

* Eis a capa:

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* Eis um vídeo “diferente” da grande “Losing My Edge”:

* Eis as músicas:
Dance Yrself Clean
Drunk Girls
I Can Change
Time To Get Away
Get Innocuous!
Daft Punk Is Playing At My House
Too Much Love
All My Friends
Tired / Heart Of The Sunrise
45:33 Intro
You Can’t Hide (Shame On You)
Sound Of Silver
Out In Space
Ships Talking
Freak Out / Starry Eyes
Us v Them
North American Scum
Bye Bye Bayou
You Wanted A Hit
Tribulations
Movement
Yeah
Someone Great
Losing My Edge
Home
All I Want
Jump Into The Fire
New York, I Love You But You’re Bringing Me Down

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Sério: Metronomy com as Sugababes originais e Blondie fazendo Beastie Boys
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Lúcio Ribeiro

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Então, Brasil. Ontem rolou mais uma premiação blablabla da indústria musical. Dessa vez foi o NME Awards, do importante semanário inglês New Musical Express. Como o que sempre tem de legal nessas premiações são as tretas, as performances musicais e (nessa era moderna os GIFs), a premiação até que teve alguns pontos bem destacáveis no quesito “show”.

O primeiro encontro foi o do ótimo Metronomy, em vias de lançar seu novo disco “Love Letters” em 10 de março, com o trio Mutya Keisha Siobhan, melhor conhecidas como as Sugababes originais, estouradas no mundo no fim dos anos 90, tendo colocado quase 30 singles nas paradas britânicas. A faixa que eles tocaram foi a que dá nome ao álbum novo do Metronomy.

O show de encerramento do NME Awards ficou por conta do veterano grupo Blondie, da ex-diva master Debbie Harry, uma das presenças marcantes do Glastonbury deste ano. A apresentação do Blondie incluiu uma versão incrível de praticamente 9 minutos da clássica “Heart Of Glass” e um digníssimo tributo aos Beastie Boys com “(You Gotta) Fight for Your Right (To Party!)” emendada com Rapture.

Pensando bem, essas premiações até que não são tão perda de tempo assim.

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O novo vídeo do Damon Albarn filmado pelo Damon Albarn
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Lúcio Ribeiro

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O homem de mil projetos Damon Albarn está no gás. Em abril, dia 28, ele lança seu disco solo “Everyday Robots”. Ele, de trabalho reconhecido no Blur, Gorillaz e The Good, The Bad and The Queen, soltou o novo single “Lonely Press Play”.

A faixa ganhou um(s) recorte(s) visual(is) feitos pelo próprio Damon numa vibe meio “Lost in Translation” em viagens ao redor do mundo. Munido de seu tablet e mil ideias na cabeça, Damon filmou cidades como Londres, Tóquio, Utah, Dallas e ainda Islândia e Coreia do Norte.

Ontem, Albarn ganhou o prêmio “inovação” no NME Awards. Em entrevista ao semanário inglês, ele contou que o Blur gravou 15 novas músicas, mas que isso não significa que um novo álbum esteja perto de ser lançado. Diz o Albarn que esse número não dá nem um quarto do que o Blur trabalha quando vai para o estúdio e que a banda só vai começar a gravar um disco novo quando os quatro integrantes “tiverem vontade suficiente”.

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O “brasileiro” Franz Ferdinand cantando em… alemão
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Lúcio Ribeiro

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Grupo escocês moralmente brasileiro, o sempre bom Franz Ferdinand, quando não está fazendo show no Brasil, apronta alguma por aí.
Eles soltam dia 7 de abril o quarto single do disco “Right Thoughts, Right Words, Right Action”, lançado ano passado. A faixa escolhida é “Fresh Strawberries”.

Mas nem é bem o single em si a grande novidade. Como lado b, a turma do Alex Kapranos vai soltar a faixa “Erdbeer Mund”, em ALEMÃO. Vale lembrar que o nome da banda é oriundo do arquiduque austríaco que por aqui virou Francisco Ferdinando. Seu assassinato no ano de 1914 em Sarajevo por um membro de um grupo terrorista fez eclodir a Primeira Guerra Mundial.

Áustria, Alemanha, Franz Ferdinand. Em caminhos tortos, tudo está misturado.

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Band Of Horses simplesmente incrível na TV americana
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Lúcio Ribeiro

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A decentíssima banda americana de indie-country Band Of Horses fez uma das apresentações mais legais em tempos recentes em um destes ótimos programas da TV norte-americana. No caso, o do grande David Letterman.

O quinteto de Seattle, que tem como fã número 1 ninguém menos que o Dave Grohl, marcada por misturar um indie moderno com um folk rebuscado e misturado com um rock das antigas, lançou há mais ou menos duas semanas seu disco acústico, gravado no famoso Ryman Auditory, em Nashville.

No Letterman, o grupo tocou uma faixa antiga, “Detlef Schrempf”. O som foi lançado em 2007 e faz parte do disco “Cease To Begin”. Mas, quem se importa? A reedição da faixa do Letterman beirou a perfeição.

* Atualmente a banda trabalha nas gravações do quinto álbum de estúdio deles. Abaixo, o disco acústico e ao vivo na íntegra.


Pharrell Williams e Daft Punk querem conquistar o mundo. De novo
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Lúcio Ribeiro

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Espécie de Midas da atual música pop, o rapper, produtor e compositor Pharrell Williams tirou um tempinho para ele mesmo. Nome tentador para outros artistas de todos os gêneros quando o assunto é parceria, Pharrell vai lançar seu novo disco, “GIRL”, no dia 3 de março, puxado pelo ótimo single “Happy” e por parcerias insanas. Isso oficialmente, porque o disco já caiu na rede naqueles caminhos convencionais.

Graças ao seu trânsito no mercado, o rapper conta com um time de peso em seu novo álbum. O bamba Justin Timberlake, por exemplo, canta em “Brand New”. A louquinha e bola da vez Miley Cyrus aparece em “Come Get It Babe”. A cantora Alicia Keys empresta sua bela voz à faixa “I Know Who You Are”. E um certo Daft Punk divide os trabalhos com Pharrell em “Gust Of Wind”.

O estouro mundial de Pharrell pode ser explicado em boa parte pelo seu ótimo trabalho ao lado do duo francês em “Random Access Memories”, super premiado disco dos robôs lançado ano passado. A voz de Pharrell foi a mais ouvida nas rádios pelo mundo em “Get Lucky”.

A repetição da parceria, pelo visto, vai fazer dessa “Gust Of Wind” um dos grandes hits de 2014. Pharrell é talentoso, é cool e tem um chapéu legal.

* Pharrell Williams & Daft Punk – “Gust Of Wind”

* “GIRL”, tracklist
“Marilyn Monroe”
“Brand New”, com Justin Timberlake
“Hunter”
“Gush”
“Happy”
“Come Get It Babe” com Miley Cyrus
“Gust Of Wind” com Daft Punk
“Lost Queen”
“Freq”
“I Know Who You Are” com Alicia Keys
“It Girl”


O Oasis e suas raridades: saiu o vídeo de “Cast No Shadow” em Knebworth
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Lúcio Ribeiro

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Fechando com chave de ouro este “Oasis Day” acidental, o staff da banda vai liberar a qualquer momento um vídeo também recuperado e em ótima qualidade do show mais famoso da banda, em Knebworth. A faixa escolhida é “Cast No Shadow”, do segundo álbum do grupo, “What’s The Story (Morning Glory)?”, de 1995.

A bela faixa, algo ofuscada no disco por super hits como “Wonderwall”, “Don’t Look Back In Anger” e “Champagne Supernova”, era constantemente dedicada pelos Gallagher ao amigo Richard Ashcroft, do The Verve.

Os shows do Oasis em Knebworth aconteceram em duas noites de agosto de 1996 e são considerados pela mídia britânica os maiores shows da história da Inglaterra, já que quase 3 milhões de pessoas procuraram por pelo menos um dos 250 mil ingressos disponíveis.

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A apresentação foi transmitida pela TV na época, mas todos os registros são de qualidade meia boca. Agora o Oasis parece querer levar a sério a ideia de lançar o show em DVD.

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Os punks do Broncho e o que acontece quando eles tocam em “Girls”, a série
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Lúcio Ribeiro

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* Tem uma banda punk de Oklahoma, meio nova, chamada Broncho. Nunca vi muito sobre eles, mas sei que são “famosinhos” pelos shows de vinte minutos que fazem, tipo o Jesus & Mary Chain no começo de carreira. Fica até difícil para eles marcarem shows porque dura muito pouco, então eles sempre levam uma banda ou duas a mais para compor uma “noite” de rock pelos EUA.

Conheço uma ou duas músicas deles. Desde 2010 eles singram os porões da América nesse esquema vapt-vupt e sei que neste ano eles tocam no South by Southwest. Tocam relativamente pouco nas rádios americanas legais que eu ouço. Lembro que a primeira vez que me chamaram a atenção foi por causa de uma música de nome “I Wanna Put It Where Kurt Put It”. Mexeram com o Kurt. Daí ouvi outra, que eu também gostei mais pelo nome, chamada “I Don’t Really Want to Be Social”. Hehe.

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Recentemente o Broncho voltou a cruzar minha vida. Uma música do quarteto encerrou um episódio desta nova temporada da (ainda) espertíssima série “Girls”, que nunca decepciona com a cultura indie americana. Não só não decepciona como ajuda a dar um gás.

No final do capítulo abriu o terceiro ano da série, que foi ao ar em janeiro (estou vendo atrasado, thank you “House of Cards” e “True Detective”), a música “It’s On” do Broncho entrou rasgando pouco antes do letreiro.

É tipo pós-punk americano anos 80, na linha Replacements, ou Husker Du, ou Sugar depois, ou… Dá vontade de levantar e sair pulando.

Mas a história não acaba aí. O que foi tocado em “Girls” foi uma versão de “It’s On”, algo diferente da original. Ela foi tirada de uma session para um programa feito para a internet chamado Audiotree, de Chicago, que leva banda nova a estúdio para gravar sessions ao vivo.

Acontece que essa versão, mais pura e crua e rápida que a original, foi feita para um programa de 2012 do Audiotree. E por algum motivo serviu para encerrar um “Girls” dessa temporada. E por esse motivo, IMAGINO, eu ouvi na Sirius XMU HOJE. Será que o Broncho entrou definitivamente no radar da música cool americana?

E a tal versão de “It’s On”, a da session para o Audiotree, que parece estar dando um novo gás à banda, é esta abaixo. Alguém tirou o áudio de “Girls” e botou no Youtube. Não é linda?

A session toda do Broncho está à venda no site do Audiotree, aqui. #8 minutos com 11 músicas e um bom papo-entrevista. Pelo menos aqui, no meu computador, eu cliquei no vídeo e vi a session inteira sem precisar pagar. Tenta aí. Vi inteira. É incrível.

Lembrando, o Broncho toca neste ano no South by Southwest, festival de música nova de Austin, Texas.

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As inéditas do Oasis que NÃO vão estar no disco de inéditas
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Lúcio Ribeiro

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* Oasis Day, não falei?

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Algumas das raridades da época em que o Oasis lançou o “Definitely Maybe”, acredite, vão ficar de fora dos dois discos com demos e versões ao vivo que a banda de Manchester irá lançar junto com o álbum original em versão remasterizada.

Por incrível que pareça, algumas dessas faixas bem raras, nunca mencionadas nem pelo próprio Oasis, meio que cruzam os caminhos dos irmãos Gallagher e do duo The Chemical Brothers.

Ano passado, uma outra fita com demos do Oasis de 1992/93 foi vendida em um site de leilões online por quase 700 libras. Tipo R$ 2.500,00 numa fitinha cassete, saca? Nesta fita, apareceram duas canções inéditas. Uma chamada “Lock All The Doors”, versão demo do que seria lançada cinco anos mais tarde como b-side bem modificada e com título diferente, “My Sister Lover”. A outra faixa é “Comin’ On Strong”, que se tornaria um grande hit dos Chemical Brothers mais ou menos em 1997, com o nome “Setting Sun”. A versão demo do Oasis é cantada pelo Liam. A classuda do Chemical Brothers veio na voz do Noel. Nos shows do Oasis em 98, tipo o de São Paulo, o Noel pegava o petardo eletrônico de pista e repaginava ao vivo só no violão e percussão.

Outro registro que pouco se tem notícia apareceu há poucos dias. O mesmo Chemical Brothers remixou a clássica “Live Forever”, do Oasis, em 1995, quando o duo havia acabado de se tornar Chemical Brothers. Antes, Tom Rowlands e Ed Simons trabalhavam a dupla com o nome The Dusty Brothers. As versões remixes de “Live Forever” nunca foram lançadas e nem muito mencionadas pelas bandas. Dá para perceber um Chemical Brothers até meio cru ainda, antes de mudar a história da eletrônica.

Ressaltando: as três faixas citadas neste post estão fora da compilação comemorativa de “Definitely Maybe”. Até o final do ano, o Oasis deve soltar pacotes parecidos para seus dois discos seguintes, “What’s The Story (Morning Glory)?” e “Be Here Now”. Este último, inclusive, parece ser o que possui mais material inédito, com Johnny Depp e Kate Moss no estúdio e tudo.

* “Definitely Maybe” será relançado dia 19 de maio.

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Treta: ScHoolboy Q convida o A$AP Rock para californicar
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Lúcio Ribeiro

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* Adoro os nomes dos artistas do rap americano. Kanye West parece o mais normal de todos.

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O fera de Los Angeles ScHoolboy Q, homem do rap com “H” maiúsculo, finalmente lançou seu disco de estreia depois de agitar geral a cena rap americana há tempos. Q também faz parte do grupo de hip hop Black Hippy, junto com outro famosinho da cena, o Kendrick Lamar. Ambos fazendo mais fama de modo solo do que o grupo em si.

Enquanto o álbum “Oxymoron” (na verdade seu terceiro disco, mas o primeiro em grande gravadora lançado com grande expectativa e barulho equivalente) vai trilhando sozinho seu caminho do estrelato, ScHoolboy Q no paralelo segue fazendo outros experimentos. Ontem à tarde ele soltou o áudio de uma música incrível trazendo a participação do parceiro A$AP Rocky, chamada “Californication”. E, à noite, foi ao programa do Conan O’Brien, cantar outra música esperta, “Studio”. Tanto “Californication” como “Studio” não estão no disco “Oxymoron”, no tracklist oficial. Elas servem de “bônus track” do seu lançamento principal. ScHoolboy anda desovando muita coisa. Tudo coisa boa.

E por que o “H” no meio do nome dele é em letra maiúscula?
“Porque tem o significado da minha vida: hip hop, hiipower, hippy, heaven e hell.”

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