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O Bonde do Rolê e os Beatles

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* Mesmo que indireta, está linda a troca de gentilezas entre sir Paul McCartney e a banda brasileira Bonde do Rolê, algo inimaginável se não fosse BIZARRO. Tudo começou quando pintou, há alguns dias, a entrevista que o produtor inglês Mark Ronson deu à revista “Rolling Stone” americana. Ronson trabalhou no novo disco do ex-Beatle. Numa reunião sobre os caminhos sonoros do álbum, McCartney teria chegado com uma música do grupo tropical-funk brasileiro e dito: “Como conseguimos botar no disco esse tipo de energia?”.

Hoje, com foto que homenageia a famosa banda que um dia teve McCartney e Lennon, o Bonde do Rolê soltou um remix de “Get Back”, do Beatles, feito ao estilo Bonde, óbvio. Chama “Bitus”. E é assim:

A gente podia começar uma campanha para o Bonde do Rolê abrir os shows do Paul no Brasil, não?

Não?

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Bonde do Rolê solta novo vídeo tropical em águas de Belém

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* Mais Bonde do Rolê na Popload. O internacional trio arruaceiro de música inclassificável hoje em dia apresentou hoje novo vídeo tirado de “Tropical/Bacanal”, um dos grandes discos brasileiros lançados em 2012. A música é a malemolente “Pucko”, e o vídeo mostra Pedro, Gorky e Laura indo rio abaixo, em águas de Belém do Pará. Mais tropical e bacanal impossível. Bonde do Rolê versão Fitzcarraldo. Os caras não estão para brincadeira.

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A milésima versão de “Harlem Shake”. Agora é a vez do Bonde do Rolê

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* Já que estamos nessa vibe “pop”, toma esta.

A banda zoeira muito séria Bonde do Rolê, internacional, precursora dos “Novos Curitibanos”, que nasceu funk carioca e evoluiu para uma tropicalidade em forma de avalanche, amiga do Chernobyl e do Caetano Veloso e responsável, para muita gente boa, pelo melhor disco nacional do ano passado (há controvérsia), atacou de “Harlem Shake”, o meme da hora (há controvérsia). Mas não na forma do vídeo palhaçada. E sim, sonoramente, no modo “remix”. Porque a pegada dessa música é viciante, mesmo. Algo entre o dubstep e o funk carioca, território que o Bonde domina.

Nessas nasceu a “Harlem Tcheka (Bonde do Role ft Sants Remix)”, que é “Harlem Shake” com uma letra edificante em português.

Olha o rolê!

Mas, se você sente tanto assim a falta do vídeo, tem esse dos Simpsons, com o Krusty jogando torta e tal.

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Gravadora cool vai lançar disco próprio. Ou mais ou menos isso…

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Parece papo de maluco, mas não é. Um dos selos mais incríveis da música, a Domino Records anunciou o lançamento de uma coletânea especial de seus famosos remixes (para músicas de artistas seus) para o final de ano. Chega às lojas dia 3 de dezembro o disco duplo “Motion Sickness”, que terá 18 faixas de bandas do seu cast remixadas. O nome foi retirado da faixa de abertura do “In Your Heads”, álbum mais recente do Hot Chip.

Tem Animal Collective, Austra, Four Tet, o próprio Hot Chip, Franz Ferdinand, The Kills e Bonde do Rolê, por exemplo. Só que a música escolhida para divulgação, por agora, é o remix feito pelo Carl Craig, DJ que já foi até indicado ao Grammy, para “Like A Child”, ótima música do Junior Boys. Na mão do Craig, o som ganhou uma versão de 10 minutos.

* “Motion Sickness”, o tracklist:

Disco 1
01. Austra – Beat & The Pulse (Still Going remix)
02. Tricky – Time To Dance (Maya Jane Coles remix)
03. Junior Boys – Like A Child (Carl Craig remix)
04. Juana Molina – Un Dia (Reboot remix)
05. About Group – You’re No Good (Theo Parrish remix)
06. Four Tet – Love Cry (Joy Orbison remix)
06. Liquid Liquid – Optimo (Matthew Dear remix)
07. Hot Chip – Night & Day (Daphni remix)
08. Stephen Malkmus – Kindling For The Master (Major Swellings remix)

Disco 2
01. Sons & Daughters – Orion (Emperor Machine remix)
02. Franz Ferdinand – The Fallen (Ruined by Justice)
03. The Kills – Cheap & Cheerful (SebastiAn remix)
04. Bonde Do Rolê – Marina Gasolina (Fake Blood remix)
05. Test Icicles – What’s Your Damage? (Alan Brax Fred Falke remix)
06. Clinic – Tomorrow (DFA Remix)
07. Blood Orange – Champagne Coast (Mike Simonetti remix)
08. Animal Collective – Summertimes Clothes (Dam Funk remix)
09. James Yorkston & Athletes – Woozy With Cider (Jon Hopkins remix)
10. Twin Sister – Kimmie In A Rice Field (Balam Acab remix)

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Bonde do Rolê Day – “Tropical/Bacanal”, ouça o disco inteiro

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* Falei, falei e falei. Agora ouça o disco.

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Bonde do Rolê Day – Para entender “Tropical/Bacanal”

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* Não perca esse Bonde. Todos os rolês do álbum “Tropical/Bacanal”.

1. A capa: feita pelo ilustrador argentino Federico Lamas, oferece uma visão dúbia, ou alternativa, dos elementos da imagem. Elas são uma coisa a olho nu e outra quando vista pelo “visor infernal” (uma lente vermelha que acompanha o disco). Os integrantes do Bonde na capa viram “bichinhos demoníacos” com o filtro vermelho.

2. Caetano e os convidados: o veterano músico baiano Caetano Veloso é um dos vários colaboradores musicais de “Tropical/Bacanal”. No encarte do disco, num desenho que serve de agradecimento da banda, Caetano está sentado no sofá, à esquerda da imagem. A cantora jamaicana Ce’ Cile, o grupo inglês de hip hop Rizzle Kicks, o rapper americano Kool A.D. (do Das Racist), Filip Nikolic (do duo californiano eletrônico Poolside) e a banda art punk australiana The Death Seth são os outros colaboradores de faixas do disco e estão entre os representados no desenho de agradecimento que monta o encarte de “Tropical/Bacanal” .


(Caetano está à esquerda da foto, sentado no sofá, conversando com o DJ e produtor gaúcho Chernobyl. Diplo, Ce’Cil e os meninos do Bonde estão à direita do CD.)

3. O som: de banda curitibana de funk carioca que viajou o mundo em 2007/2008, o Bonde do Rolê mistura de disco music e ragga a rockabilly e psicodelia, brasileira e gringa. É um outro rolê. A banda agora também canta em inglês.

4. O movimento: dentro da cena brasileira geral, o Bonde do Rolê integra uma outra cena, em particular, chamada Avalanche Tropical, um coletivo musical de bandas, DJs e ideias que impõe uma latinidade forte à cena dance e tem ainda as bandas Uó, Holger e DJs como André Paste, Dago e Drunk Disco. A grosso modo, temos o indie-lambada.

5. A moda: Espécie de uniforme do novo Bonde do Rolê, que vai ser usado em shows na turnê americana e inglesa e tem bastante destaque no vídeo de “Brazilian Boys”, são as roupas criadas especialmente para a banda pelo badalado estilista mineiro João Pimenta, que botou alfaiataria em cima de toalhas de praia superestampadas, dessas populares das praias do Rio de Janeiro.

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Bonde do Rolê Day – A entrevista

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No mês passado, enquanto ouvia o álbum “Tropical/Bacanal” de cabo a rabo, conversei com Rodrigo Gorky e Pedro D’Eyrot nos escritórios da Popload. Rá.
Em nova reprodução de texto publicado na Folha de S.Paulo de hoje, segue o que foi conversado.

** “A intenção era soar como trilha dos filmes do Adam Sandler”

Segundo Gorky e Pedro, os dois rapazes do Bonde do Rolê, orquestradores da mistureba sonora toda da banda, o novo disco “Tropical/Bacanal”, até ser finalizado havia poucos meses, estava sendo feito e refeito desde 2009.
“Esse álbum foi pensado primeiro para ser uma continuação de ‘Tieta’ [música do disco anterior, 'With Lasers', alopração funk em cima do clássico da lambada, de Luiz Caldas]“, diz Pedro, MC do grupo, em entrevista.
“Uma outra pegada que a gente queria para o disco era criar uma espécie de western rockabilly tropical, na verdade um rockabilly aplicado ao baile funk. Algumas músicas do disco novo têm isso.”

Gorky, DJ do Bonde, revela que, na busca de não repetir a fórmula do começo da banda, eles pensaram num caminho mais eletrônico. Mas isso soaria datado.
“Todas as bandas que surgiram com a gente lá em 2006/2007 meio que andaram neste caminho, e não fizeram mais nada de relevância. Algumas até sumiram, não lançam mais disco. Então pensamos: vamos fazer algo que ninguém esteja fazendo. Ou isso vai dar muito errado… Ou até pode dar certo”, lembra.
“Na verdade, eu queria que o disco fosse alegre. Soasse como uma trilha sonora para os filmes do Adam Sandler”, resumiu Gorky.

“O primeiro disco, quando a gente lançou, tinha todo um hype por trás. Quando lançamos ele, fiquei uns três dias embaixo das cobertas de medo do que ia acontecer. Este segundo disco não tem nada, ninguém está esperando nada”, conta Pedro.
“O ‘With Lasers’ era novidade, a gente queria zoar. Agora, com este segundo disco, queremos mostrar nosso talento”, completa Gorky, rindo.

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Bonde do Rolê Day – O segundo rolê do Bonde

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* Fez-se o dia. Hoje finalmente sai, nos EUA, com previsão de lançamento no Brasil e Europa para ja já, o encantado segundo álbum da banda Bonde do Rolê, uma das formações musicais mais bizarras e de alcance mais longínquo do Brasil dos últimos dez anos. O que antes era uma zoeira de três amigos curitibanos virou hoje em dia, entre tapas, beijos, embaços e desenlaces, um dos mais ricos exemplos de nova música do indie nacional seja na informação passada, no movimento engajado, nas relações perigosas assumidas, na conexão com diferentes raças e credos da atualidade e do passado. Isso tudo, e mais um pouco, é “Tropical/Bacanal”, o disco.

Escrevi sobre o lançamento do álbum hoje, na Folha de S.Paulo, capa da Ilustrada. Abaixo, sem os cortes de edição, reproduzo o escrito no jornal. Me acompanha no rolê.

“Sai hoje nos EUA o disco mais importante da música independente brasileira recente, da banda de curitibanos que um dia fez certa fama mundial com funk carioca, ganhou um elemento mineiro, tem colaboradores jamaicanos e australianos no álbum e resgata à cena atual um baiano ícone da velha MPB.
Muito além do funk, com uma energia sonora absurda e cheio de referenciais e significâncias (já falo mais sobre isso), finalmente é lançado “Tropical/Bacanal”, o segundo álbum do trio bagunceiro Bonde do Rolê, grupo que melhor internacionalizou a, desculpe, putaria do batidão das favelas cariocas misturado ao rock, com bombásticos shows em festivais americanos e clubes da Inglaterra e Rússia.

À globalização sonora, de formação e de trajetória da nova fase da banda alia-se à de venda do disco. “Tropical/Bacanal”, que sucede o polêmico “With Lasers” (2007), será editado pelo selo americano Mad Decent, com comercialização em lojas e no iTunes de lá. A partir daí o disco ganha distribuição no Brasil, no mercado europeu e na literal world wide web. Aqui, “Tropical/Bacanal” chega às lojas em agosto, via Deckdisc.

Depois do sai-não-sai da gravadora, de duas sacudidas na formação original e adicionando rockablilly, folk, hip hop, ragga e axé ao seu batidão funk e às suas letras sacanas, várias delas agora cantadas também em inglês, o Bonde do Rolê juntou um time de colaboradores plural na confecção do CD: da cantora jamaicana Ce’Cile ao art punk australiano The Death Seth. O mais inusitado de todos? O cantor Caetano Veloso.
Caetano canta “Baby Doll de Nylon”, versão do Bonde para uma música de disco dos anos 80 do guitarrista Robertinho do Recife, da qual o compositor baiano fez a letra. Segundo os rapazes do Bonde, Caetano disse nunca ter cantado em estúdio a música que escreveu, que em “Tropical/Bacanal”, atualizada, virou “Baby Don’t Deny It”.

“Adorava essa música do Robertinho e queria fazer algo parecido. Descobrimos que a letra era do Caetano e pensamos que seria incrível se ele participasse da gravação. Tentamos um tempão nos aproximar dele, por email, conseguimos o número dele, pedimos a amigos em comuns e nada. Contamos esse desejo para o Diplo [produtor americano, dono da gravadora do Bonde], que em um telefonema armou jantar com o Caetano. No outro dia, ele estava gravando com a gente”, contaram em entrevista e intercalando histórias Rodrigo Gorky e Pedro D’Eyrot, na ordem DJ e cantor do Bonde do Rolê.

O veterano cantor brasileiro escancara um lado tropical que evidencia o novo rolê do Bonde do Rolê. O grupo está envolvido numa associação musical e de idéias que leva exatamente o nome de Avalanche Tropical, mais ou menos uma certa parte da nova geração de bandas e DJs do indie nacional se divertindo em remexer o passado da música brasileira e impregná-la com batidas atuais e sonoridades variadas, que vai de cumbia a calipso. É o brega que viira cool, o velho que vira novo.

O Bonde do Rolê, hoje, é completado pela cantora Laura Taylor, importada de Minas Gerais. “Tropical/Bacanal” tem, entre outros, produção do americano Diplo, espécie de midas atual da cena dance híbrida.
O disco começou a sair da toca em maio, quando o Bonde lançou o video do single “Kilo”, algo como um faroeste do Agreste. No Youtube tem esse e o mais novo, “Brazilian Boys”, gravado pelo trio no Piscinão de Ramos, no Rio, revelado agora em julho.

A Popload libera com exclusividade, para download, o próximo single do Bonde, “Bang”, música com participação do rapper Kool A.D., do grupo Das Racist. A canção é uma das faixas de “Tropical/Bacanal”. Vem nesse rolê.”

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As fotos tarantinescas deste post são de Gleeson Paulino/Divulgação.

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Encontros notáveis: Pulp e Bonde do Rolê, no Chile

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* Ou seria “Diálogos Impertinentes”, Jarvis?

* O trio da pesada BONDE DO ROLÊ, que amanhã finalmente lança o aguardaaaaaado segundo álbum, o incrível “Tropical/Bacanal”, está confirmado para tocar no Primavera Fauna, o festival chileno que vai ter o PULP de atração principal. É tipo o encontro dos “common people” com os “uncommon people”, vai dizer que não?

* O Pulp baixa na América do Sul em novembro, como a Popload disse há tempos. Tudo leva a crer que a banda do dândi inglês Jarvis Cocker traz seus hinos do britpop para o festival SWU, que neste ano acontece em São Paulo. A não ser que os planos são outros…

* O disco novo do Bonde do Rolê sai amanhã apenas nos Estados Unidos, pela gravadora Mad Decent, do produtor-midas Diplo. O álbum será distribuído no Brasil em agosto, pelas mãos da Deckdisc. O trio Gorky/Pedro/Laura parte no começo do mês para as já famosas Block Parties, armadas pelo Diplo em grandes várias cidades americanas e do Canadá. Olha a escalação da Block Party de Nova York, semana que vem.

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Vem, neném! O novo vídeo do Bonde do Rolê

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* “Brazilian Boys” é o novo rolê em vídeo do Bonde, mais uma das músicas do aguardado segundo disco do festeiro trio curitibano/mineiro de funk carioca “internacional” que vive em São Paulo. O álbum cheio, “Tropical Bacanal”, lançamento gringo do selo Mad Decent (do Diplo), também produzido pelo californiano Poolside, sai dia 31. “Brazilian Boys”, gravado com os “boys” no Piscinão de Ramos e com música cantada por Laura Taylor (foto) e com participação de da cantora jamaicana de dancehall Ce’Cile, segundo o site americano Stereogum, que fez a premiére do vídeo, seria um bom material de divulgação oficial a Copa de 2014 e a Olimpíada do Rio 2016″. Difícil não concordar.

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