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Arquivo : Happy Mondays

Feliz 1991: Jagwar Ma lança seu disco de estreia
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Lúcio Ribeiro

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Vem da Austrália uma das boas novas apostas da música em 2013. O Jagwar Ma, que já tem como novos fãs o Noel Gallagher, lança seu disco de estreia, “Howlin”, no próximo dia 11 de junho. Com um som totalmente datado do movimento Madchester do início dos anos 90, não é exagero dizer que o duo Jono Ma e Gabriel Winterfield é uma espécie de filho bastardo do Happy Mondays apadrinhado pelo Stone Roses. Facilmente, os australianos teriam lugar como residentes no clubinho famoso Haçienda, de Manchester. Até os vídeos de divulgação para singles tipo “The Throw” e “Come Save Me” – sons que tocam direto na Radio One inglesa – são meio amadores-VHS. Nostalgia total.

“Howlin” foi disponibilizado para audição na íntegra pela rede de rádios americana NPR. E tenho que falar: é bem bom.

* “Howlin”, o tracklist
1. What Love
2. Uncertainty
3. The Throw
4. That Loneliness
5. Come Save Me
6. Four
7. Let Her Go
8. Man I Need
9. Exercise
10. Did You Have To
11. Backwards Berlin


Invasão britânica: Paul McCartney, Muse e Happy Mondays podem engrossar lista de shows internacionais na América do Sul
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Lúcio Ribeiro

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Nunca na história deste continente se viu uma movimentação tão intensa no quesito “shows internacionais”. Se você achava que 2011 foi um ano histórico, 2012 pode tirar este posto já no primeiro semestre.

Não bastassem as visitas de dois dos maiores ingleses vivos em pouco mais de dois meses – Morrissey e Noel Gallagher – outra figura emblemática dos britânicos pode pisar na América do Sul ainda no primeiro semestre.

Sir Paul McCartney, que demorou tanto tempo para visitar o continente, agora não quer deixar de colocar os pés na América do Sul ao menos uma vez por ano.

Ele, que esteve no Brasil em 2010 para shows em São Paulo e Porto Alegre e em 2011 para se apresentar no Rio, estaria alinhavando uma nova turnê por essas bandas. Em nível de Brasil, surgem especulações de shows em cidades “fora do eixo” como Florianópolis, Recife e Brasília.

Além dos tradicionais Chile e Argentina, outros países como Colômbia, Peru e Paraguai também estão na rota de negociações do ex-beatle. O papo que vem da Colômbia é que o principal estádio deles, El Campin, foi finalmente liberado pela Secretaria de Cultura de Bogotá para receber o show, fato que foi vetado em anos anteriores.

Outra turnê que começa a ganhar força nos bastidores é a possível dobradinha Muse & Happy Mondays, que pode visitar as terras latinas no meio do ano. O Happy Mondays, banda rock-dançante-bagunça, ícone do movimento Madchester, que embalou a noite da juventude transloucada de 10 em cada 10 britânicos na virada dos anos 80 para os 90, volta com formação original, liderada pelo problemático vocalista Shaun Ryder e pelo arruaceiro dançarino Bez.

O Happy Mondays chegou a fechar um show no Circo Voador para março, mas pediu para que a data fosse remarcada para “junho ou julho”. Além disso, pediram um reajuste no cachê. No entanto, a famosa casa de shows que é patrimônio da cultura do Rio desencanou da ideia.

O burburinho é que o motivo do pedido do Happy Mondays está relacionado ao Muse, que está gravando seu novo álbum e pode visitar a América do Sul para uma turnê própria, já que ano passado eles estiveram por aqui como show de abertura do U2.

Apesar das informações ainda serem preliminares, o próprio Happy Mondays postou no twitter, ontem, que a parceria com a banda de Matt Bellamy pode rolar em breve.

E aí?


Popload on Sunday – Bem-vindo aos anos 90 (mesmo!), o casal Kiggy, a “nova Adele” e o Justice fazendo jus
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Lúcio Ribeiro

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* Popload em Londres.



* Inglaterra bombando big time. Racismo no futebol, crise de energia, crise de dinheiro, crise no “The Sun”, neve, mostra David Lynch no cinema, “Casablanca” estreando no cinema, três shows do Black Keys lotados, seleção sem técnico, seleção sem capitão, todas as reportagens e propagandas possíveis sobre romances antigos e o amor nos tempos da internet por causa do Dia dos Namorados e os “Muppets” estreando só agora por aqui.

* Aí o sério e poderoso diário “The Guardian” publica uma entrevista de uma página com o Kermit, the Frog, o nosso Caco, o Sapo, a principal estrela dos “Muppets”. 
Uma das perguntas: “É moda entre casais de celebridades ter um nome ‘fofo’ que os represente” Brangelina, para Brad e Angelina, Bennifer, para Ben Affleck e Jennifer Lopez. Kermit, como a gente pode se referir a você e Miss Pigg?”
A resposta do sapo: “A gente já tentou inventar o ‘Permit’ ou ‘Kiggy’, mas o nome nunca pegou…”

* O duo francês JUSTICE tocou ontem em Londres, no Brixton Academy, show há tempos esgotado. O Justice, você sabe, toca em São Paulo em maio, no Sónar SP. Não consegui ir, porque a Laura Palmer não deixou. Mas, dá para ver aqui embaixo, que o show foi um STRESS.

* ANOS 90 – O que estava ensaiado pelos EUA nos últimos dois anos atinge agora em cheio o Reino Unido. Os anos 90 são os novos anos 80. Eu falo dos anos 90 britânicos mesmo. Leio aqui e ali que uma nova onda retrô da última década dourada da cultura britânica, em música, cinema, moda, arte e comportamento, está em pleno andamento. Já contei aqui que:
- no filme americano “Young Adult”, que estreia no Brasil em março e tem a boneca Charlize Theron no papel de perturbada, é encharcado de anos 90 americano, da camiseta dos Pixies à trilha com Lemonheads, Faith No More etc. Mas a música “The Concept”, do britânico Teenage Fanclup, é tipo um dos personagens do elenco do filme.

– Em abril, aqui no Reino Unido, é lançado o já esperadaço livro “Skagboys”, do escritor escocês maluco Irvine Welsh. O livro seria uma prequela de “Trainspotting”, obra literária que depois virou filme. Ambos definiram os anos 90 britânicos na eletrônica, indie, drogas, bebida, violência, moda, relacionamentos e a grande “lad culture”, termo usado para “brodagem”, mas também para definir o “novo homem” dos anos 90, com tudo o que isso acarreta aplicado nos itens acima. Liam Gallagher e o Beckham são os maiores lads do planeta até hoje.
- Tem as volta$$$ dos Stone Roses, com a turnê mundial de 2012, e a tour britânica conjunta de logo mais do Happy Mondays com o Inspiral Carpets. O que era chamado de Madchester hoje é colocado como “Dadchester”. A foto do Bez aí embaixo, o dançarino doido do Happy Mondays e suas maracas, diz tudo.


- Vejo no “Observer” de hoje que uma exposição gigante em abril vai botar em grande destaque, de novo, o artista Damien Hirst, o artista-ícone britânico mais famoso do planeta nos anos 90 e um dos mais ricos até hoje. Hirst é o que fez arte pendurando animais mortos em instalações, de tubarão a vaca. Será a primeira retrospectiva britânica focando exatamente sua obra de 20 anos atrás.
- Tem bem mais coisas. Qualquer hora voltamos ao assunto. A reportagem do “Observer” diz que não tem lugar mais anos 90 hoje em Londres que Dalston, o bairro que anda “ditando a moda” na Inglaterra hoje.

* Nada é mais falado, lido, visto, em rádio, jornais, metrô, e enfeita vitrines de lojas de disco (as poucas que restam) do que a cantora soul Emeli Sandé, que lança o disco “Our Version of Events” amanhã aqui na Inglaterra. Se o disco “pegar”, essa cantora escocesa de ligações africanas, vai virar a nova Adele. Menos pop, mais soul-hip hop-trip hop. Fora que Emeli Sandé tem “Adele” no primeiro nome, mas tirado para não embolar a carreira. Emeli diz que deve sua música à adoração que tem por Alicia Kills. É levada à cena do hip hop/grime britânico pelas mãos os rappers Chipmunk, Professor Green e Wiley. E agora, com o disco próprio lançado, deve decolar para outras “plataformas”. Uma das principais músicas desse seu primeiro disco é “Next to Me”, aqui em versão ao vivo em programa da TV inglesa no mês passado:

* Talvez este post continue mais um pouco. Talvez não.


Popload UK Tour 2012: na caça do “abominável indie da neve”
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Lúcio Ribeiro

* Popload em Londres.

* Sabe como é. Viemos ver o que está rolando aqui nos domínios da Rainha. Popload inicia hoje um pequeno giro entre Londres e Glasgow, na Escócia, atrás de algumas das coisas que mais interessam nesta vida. Música, cinema e futebol. É a “famosa” trip de começo de ano no Reino Unido, onde por causa do inverno as bandas grandes ficam enfurnadas em estúdio e os espaços se abrem para bandecas novas. Vamos conversando sobre isso por aqui.

* Aí o avião aterrissa hoje de manhã e o chefe de cabine da British avisa no sistema de som: “Londres está um pouco ‘chilled’ nesta manhã: SETE GRAUS NEGATIVO”. Neste momento o solzão está bombando: deve estar -1. Tem lugar na Inglaterra que está tipo a foto abaixo:

* Começou ontem em Londres e vai até o dia 12 o já famosinho festival “Next Big Thing”, bancado pela cadeia de discos/games/filmes HMV. Os caras têm a manha de selecionar 252 grupos e espalhá-los por seis clubes de Londres todos os dias. Três bandas por noite. Com o ingresso custando o equivalente a R$ 30 na moeda inglesa (ten pounds). O Next Big Thing é mais ou menos “rival” da batelada de shows que o semanário “New Musical Express” espalha por Londres neste período, que culmina na grande noite de premiação do NME Awards, desculpa a redundância explicativa. Tanto o Next Big Thing quanto o NME Awards Shows têm reflexos em outras cidades da Inglaterra. Vou ver o que eu consigo pegar disso.

* Botei os pés na loja de disco Rough Trade, no East, só porque fica pertinho do meu hotel. E, assim que eu entrei, o Nick Cave estava berrando nos falantes com seu Grinderman. A música era aquela “Bellringer Blues”, mas no remix absurdo do Nick “Yeah Yeah Yeahs” Zinner, que distorce o órgão da música, pensa. Órgão distorcido, hehe. Pelo que eu entendi, está saindo um disco de remix do Grinderman ainda com Josh Homme, o duo Cat’s Eyes e até o veterano Robert Fripp. Nice.

* Manchete do “Sun” de hoje é o seguinte: “Eu dormi com 1.000 homens… Mas eu era um homem até outro dia”. Ok?
O lance foi que na terça, num programa desses matinais da ITV, apareceu uma mulher dizendo-se viciada em sexo. Isso, por incrível que pareça, é capaz de chocar os ingleses. Daí a mulher bombou na internet depois da revelação na “Ana Maria Braga” deles, mal comparando. E os jornais foram atrás dela. E o “Sun” descobriu que o fenômeno relâmpago internet-televisivo, a Crystal Warren, na verdade era o Christopher Snowden até 2005, quando ela operou. Os mil homens vieram nos últimos sete anos, pelo que estou entendendo. Ou desde 2002, quando ela(e) já se vestia de mulher, mas escondia “a parada”. “Poucos homens dessa soma souberam que na verdade eu mesmo era um homem. Ninguém nunca me perguntou…”

* Ainda pelo que estou entendendo nas poucas horas em que estou circulando pela cidade, a música do “australiano” Goye, aquela “Somebody That I Used to Know”, é a nova “Wonderwall” para os ingleses, haha. Está tocando absurdamente de lojas ao Starbucks.

* Lana Del Rey na capa da “Vogue UK”, né? A “Time Out” botou uma nota até modesta para o disco dela em sua crítica nesta semana. Três estrelas, de cinco. Mas no final do texto, entrega: “Haters keep hating: we’re on Team Lana”.
O “Guardian” tem uma seção chamada “Still Hot”, para discos que saíram nas últimas semanas e valem a menção nesta, em seu caderno “Film & Music”. O primeiro disco a ser lembrado é da moça. o texto é assim: “The haters have hated, leaving pop fans free to love this”.
Polarizou mesmo, não tem jeito.

* É picareta, óbvio, mas adorei a tour abaixo, que transcorrerá em maio pelo Reino Unido:


Popload Session apresenta… CASSIM!
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Lúcio Ribeiro

Mais uma edição da Popload Session, espaço semanal para performances exclusivas para a Popload de novos e não-tão-novos talentos da música independente e de suas incontáveis vertentes. Nacional e internacional. Nomes gringos como Teenage Fanclub e The Cribs, mais os brasileiros Inky, Me & The Plant, Normans, Brollies & Apples, Jair Naves, Bidê ou Balde e outros já produziram seus vídeos para a session deste site, que consiste numa música própria e numa cover.

Na Popload Session de hoje, CASSIM solo. Ele, que faz parte do projeto Cassim & Barbária, foi guitarrista e vocalista da banda curitibana Bad Folks.

Prestes a lançar virtualmente seu trabalho solo, “Cavalo de Fogo”, pela Midsummer Madness, e que será regravado e reeditado com produção de um integrande de uma banda brasileira bem famosa, Cassim aparece aqui com sua “Bayou”, segundo ele, uma homenagem a Peter Hook na forma de tocar sua guitarra, com poucos elementos, seguindo uma estética própria eletrônica experimental + rock que o próprio criou.

Além disso, Cassim também fez uma cover para “He’s Gonna Step On You Again”, música originalmente feita pelo sul africano John Kongos, mas que virou hit mundial como “Step On”, em sua versão acid trip do Happy Mondays, um dos principais expoentes da onda Madchester. Os beats e programações de baixo foram feitos e operados por Paulo Costa Franco, produtor e músico do sul da ilha de Florianópolis que faz parte do coletivo Creative Music Reference.

Ele se apresenta neste final de semana em Curitiba (sexta, 23) e Joinville (sábado).


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