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Killers fazendo cover do New Order. Com o New Order
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Lúcio Ribeiro

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* Bem, com o Bernard Sumner, pelo menos. Em turnê na Inglaterra, a banda americana The Killers, atração do nosso Lollapalooza em março, fez uma homenagem ao New Order e a eles mesmos durante show em Manchester, talvez a região mais indie do mundo (toma essa, Brooklyn).

Brandon Flowers inclusive, quando chegou ao microfone para falar que “tinha uma surpresinha para Manchester”, na hora de anunciar a música lembrou algo que eu tinha esquecido total. O nome de sua banda, The Killers, saiu do vídeo de “Crystal”, lançado pelo New Order em 2001. Nele, uma banda fake chamada The Killers se apresenta no lugar do New Order. A referência ao nome está na bateria do grupo fictício, formado por moleques. Veja embaixo uma imagem do vídeo do NO.

Inclusive o primeiro single do Killers, o hino “Somebody Told Me”, teve seu vídeo inspirado na luz de “Crystal”.

Enfim, veja Flowers e sua banda recriando “Crystal”, em Manchester, com o “convidado” Bernie Sumner. Muito especial mesmo.

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Parabéns, Thom Yorke!!
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Lúcio Ribeiro

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* Neste final de semana, o cultuado Radiohead fez show em Manchester, na Inglaterra. No sábado, já na virada para o domingo, a plateia cantou “Happy Birthday” para o Thom Yorke, que em retribuição cantou “Ful Stop”, assim com um “l” só, nova música do grupo. Bem nervosa. Bem Radiohead. O aniversário de Thom Yorke foi ontem, dia 7: 43 anos.

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Na íntegra, o show histórico da volta do Stone Roses na visão da galera
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Lúcio Ribeiro

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Então. A Popload já falou aqui durante toda a semana sobre os tais shows históricos do Stone Roses em Manchester, no último final de semana, para mais de 220 mil pessoas em três noites.

Um fã, após um esforço tremendo, compilou todo o show da primeira noite (29/06) pegando imagens do YouTube. O resultado é um vídeo bacana, de diversos ângulos, mostrando o show completo. Com a galera cantando mais alto, óbvio.

Do it yourself, babe.


Mad Fer It. A real ressurreição do Stone Roses
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Lúcio Ribeiro

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* Neste final de semana, na mitológica Manchester, aconteceu a famosa série de shows que a banda “local” Stone Roses faz no Heaton Park. O grupo de Ian Brown e do guitarrista John Squire e do baixista Mani e do baterista Reni, que no fim dos 80/começo dos 90 era maior que o Oasis mas uma treta judicial acabou com o sucesso deles depois de apenas UM álbum, realizou de sexta a domingo um verdadeiro festival para 75 mil pessoas/dia, com tudo o que um bom evento inglês pede. Um monte de banda cool abrindo, chuva direto, lama, 75 mil pessoas loucas, Ian Brown com voz falhando, mas todo mundo só falando no clima “mágico” que toma conta do lugar.

O termo “Mad fer it” ficou famoso nas palavras dos Gallaghers, alguns anos depois do fim do Stone Roses, mas na verdade nasceu quando Manchester virou uma combustão de música, moda, comportamento, Stone Roses, Happy Mondays, música eletrônica, Madchester, ecstasy, clubes, calças baggy na virada para os anos 80. É o “Amo muito tudo isso” da época, restrito a Manchester, elevado à milésima potência.

Morei em Londres no começo dos anos 90 e decidi ir passar um fim de semana em Manchester só para comprar um single dos Stone Roses “LÁ”, quando ele chegasse às lojas, na segunda-feira. Queria respirar o ar de Madchester, visitar onde o Morrissey morou, onde o Joy Division andava, onde era o clube do New Order (Haçienda) e principalmente comprar um disco dos Stone Roses NO DIA de lançamento.

Tinha tanta coisa acontecendo na cidade que, no começo da noite de sexta e sábado, era fervilhante o número de pessoas lindas indo e vindo de clubes numa das principais ruas de Manchester, que agora esqueci o nome, uma que vai do centro à universidade, cheia de restaurante e tal. Aí, quando você voltava de algum lugar, na madrugada, esse mesmo número de pessoas lindas estava jogado no chão, já desfiguradas, descabeladas, vomitando de bêbadas ou fritando de ecstasy. Manchester era Mad fer it. Confesso que fui lá recentemente e a coisa não mudou muito, hahaha. Talvez o foco, apenas.

Enfim, fui num dos “shows de ressurreição dos Stone Roses” no Reading Festival, em 1996. Acho que não tinha o John Squire na banda, porque o guitarrista não aceitou a presepada. Foi um dos piores shows que eu vi na vida, tipo um do gênio Thurston Moore em 2003, em Nova York, fazendo uma apresentação de 45 minutos só de microfonia. Foi uma vergonha.

Foram duas extremidades dos Stone Roses que fizeram a banda, enfim, morrer. O show de Spike Island em 1990, até hoje considerado um dos maiores shows de rock de todos os tempos, tipo o Franz Ferdinand no Circo Voador elevado a mil. E o terrível show do Reading de 1996. Seis anos do “maior” para o “pior”.

Mas agora, 22 anos depois de Spike Island, segundo relatos britânicos emocionados da imprensa, de músicos, de jogadores de futebol, da galera em geral no Twitter, parece que o clima mesmo no Heaton Park foi mágico para a nova volta dos Stone Roses, desta vez com formação completa. Três shows vendendo 75 mil ingressos por dia em tempo recorde, banda dando trégua nas constantes brigas do passado (e do presente) e cada uma das apresentações começando com “I Wanna Be Adored”, cantada a 75 mil vozes. Foi tipo isso.

“Nada mal para um bando de velhos cuzões”, terminou falando Ian Brown, no fim do terceiro show, ontem. Nada mal.

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Enfim, a ressurreição do Stone Roses
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Lúcio Ribeiro

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A Inglaterra amanheceu pegando fogo nesta quarta-feira, com um anúncio surpresa do Stone Roses em seu site oficial. A lendária banda de Manchester, uma das principais culpadas pelo Oasis existir (por exemplo), informou que faria seu primeiro show em mais de 15 anos na noite de hoje, na pequena cidade de Warrington. E de graça!

Apenas 1.100 sortudos seriam contemplados. Daí que milhares de pessoas seguiram para o Parr Hall, local do show, onde seriam distribuídas apenas uma pulseira por pessoa, à partir das 16h, menos de seis horas antes do início do show. Os fãs deveriam aparecer por lá vestindo camisas da banda ou com algum álbum em mãos.

A fila foi mais ou menos essa:


(Foto: @hobbsy)

* Por volta das 21h30 de lá, Ian Brown, John Squire, Mani e Reni subiram ao palco juntos pela primeira vez em quase 17 anos.

O grupo ícone do movimento Madchester – e um dos precursores do que viria a ser o importante Britpop anos mais tarde – tocou durante uma hora, sem intervalos. Foram onze canções no total (sete do primeiro álbum, duas do segundo e duas b-sides), acompanhadas atentamente por diversos jornalistas e também por Liam Gallagher, um dos fãs mais ilustres da banda.

O show surpresa funcionou como um ensaio para a extensa turnê pela Europa e Ásia que o grupo inicia no próximo dia 8 de junho, em Barcelona. No pacote estão as esperadas apresentações no Heaton Park de Manchester (três shows, 220 mil ingressos vendidos em um dia) e aparições em festivais importantes como o T in The Park, Benicàssim e V Festival britânico.

A apresentação histórica terminou com a banda se abraçando, como mostra a foto da revista Q:

* O setlist do retorno do Stone Roses.

* A Popload ainda vai falar bastante sobre este retorno da banda de Manchester.