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Real Estate e o climinha de verão no Letterman
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Lúcio Ribeiro

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Grupo indie de Nova Jersey, algo dream pop flertando com psicodelia, o Real Estate fez sua estreia na TV dos Estados Unidos na noite de ontem, no programa do quase aposentado David Letterman.

O Real Estate lançou mês passado seu terceiro disco de estúdio, “Atlas”, pela gravadora cool Domino. É o primeiro registro deles em três anos.

No Letterman, a banda tocou o single “Talking Backwards”, faixa com batidas agradáveis, bem clima de verão californiano. O Letterman curtiu.

* Em um show recente na cidade de Los Angeles, o Real Estate fez uma cover linda de “Only Love Can Break Your Heart”, do Neil Young.

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SXSW e as novas revoluções. Neil Young tem um plano para mudar a música
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Lúcio Ribeiro

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* Keep on rockin’ in the free and digital world.

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A semana promete ser agitada graças ao insano South By Southwest, o descomunal festival que é a maior vitrine mundial da música nova ou de novidades da velha música, tudo junto e misturado. Um verdadeiro formigueiro humano de bandas, artistas solo, jornalistas, produtores, publicitários, empresários da música e, até, fãs de música, transformam Austin no principal centro cultural do mundo até o próximo dia 17. A Popload vai falar muito sobre o que rola no Texas nos próximos dias, claro.
Cabe dizer que o Sxsw são três festivais dentro de um. É o de música que tem suas centenas de shows, mas o cada vez mais importante festival de Cinema e o incrível festival de Interatividade.

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E é esta parte “interativa” do Sxsw que deve pautar a cultura pop nos próximos dias, a não ser que o Daft Punk apareça para fazer um show surpresa sem capacetes. Mais precisamente nesta terça, 11 de março, os olhos atentos de quem ouve, trabalha com e consume música estarão voltados para o lendário cantor, guitarrista e compositor canadense Neil Young. Ele dará uma palestra na qual vai oficializar o lançamento de um novo produto que ele ajudou a idealizar e que tem tudo para revolucionar o jeito de se ouvir música, estão falando. O negócio em questão é o PONO, dispositivo que promete entregar ao ouvinte músicas em sua qualidade que beiram a perfeição das gravações originais registradas nas fitas masters em estúdio.

De acordo com entrevistas que Neil Young deu abordando o assunto nos últimos meses, a música digital atual, especialmente o formato MP3, não preserva 10% da qualidade original de uma faixa gravada no estúdio e esta seria uma das razões para o declínio dos lucros da indústria. O guitarrista informou que a ideia do PONO é fazer com que o ouvinte recupere o desejo de se ouvir música em seu estado mais puro como era antigamente, mas de uma forma bem prática, rápida e objetiva como “exige” a tecnologia e a correria nos dias de hoje. Basicamente, o PONO – player portátil de forma triangular e touchscreen – trará essas faixas sem a compressão e perda de qualidade dos arquivos digitais atuais.

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O PONO virá abastecido e suportado por uma biblioteca virtual de músicas. A primeira major a fechar acordo com o projeto foi a Warner Music. Outras gravadoras como Sony e Universal também estão (ou estavam) negociando. Se alguma delas fechou parceria com o PONO, Neil deve noticiar em sua palestra em Austin. O assunto foi abordado pelo músico em sua aclamada biografia lançada há dois anos. Neil inclusive cita que em diversas conversas com amigos, era abordado o tipo de reação que a Apple, por exemplo, poderá ter com o lançamento do PONO, já que o iTunes é uma das principais referências em termos de comércio de música digital no mundo.

A verdade é que o PONO deve agitar e muito o mercado, já que seu modelo com memória de 128GB deve ser lançado a $399, mesmo preço do iPod com a metade da memória (64GB). No próximo dia 15 de março, o PONO sai em pré-venda com desconto no Kickstarter. E uma tal nova era (ou guerra) musical deve se iniciar.

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E essa outra? Jake Bugg fazendo Neil Young
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Lúcio Ribeiro

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Jake Bugg, pequeno brit-astro do novo rock inglês, atração imperdível do Lollapalooza Brasil, cultuado pelo Johnny Marr e pelos bro Gallagher, pegou seu violão e mandou uma cover honestíssima de “The Needle and the Damage Done”, do grande Neil Young, não por acaso em sua passagem pelo Canadá.

A versão foi feita em especial para a rádio the Edge, de Toronto. Bugg, que tem em seu DNA marcas do folk dos anos 60, se sentiu em casa. Espécie de mini Bob Dylan esse garoto, não?

“I hit the city and I lost my band” uma das melhores frases da história da música, bom ressaltar.

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Vai ver o Neil Young? Bata palmas corretamente (ou simplesmente não bata)
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Lúcio Ribeiro

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* Adoro essas ocorrências.

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O lendário e genial Neil Young, um dos nomes mais respeitados da história da música, causou certa polêmica com seus próprios fãs em um show no famoso Carnegie Hall, em Nova York, no último domingo. O artista canadense, que tem quatro apresentações marcadas no local nesta semana, se incomodou com fãs que estavam falando demais entre as músicas. “Você pagaram caro para entrar aqui, então devem ser capazes de se ouvir”, resmungou em uma das passagens.

Em outro momento, Neil interrompeu a execução de “Ohio”, uma de suas faixas mais famosas e polêmicas, já que aborda o massacre na universidade de Kent State, em 1970, quando a Guarda Nacional dos Estados Unidos matou quatro estudantes e feriu outros nove. No início da canção, o público começou a bater palmas descompassadas, fora do ritmo do cantor, que logo interrompeu a canção com um “wrong!”. Em seguida, Neil argumentou que a distância física entre ele e o público era muito grande e que isso atrapalhava o ritmo da música.

Neil Young se apresentou sozinho e incluiu diversas canções de seu rico catálogo, inclusive da época do Buffalo Springfield. Ele volta a se apresentar no Carnegie Hall hoje e amanhã. Na agenda, alguns shows no Canadá no mesmo formato ainda em janeiro. O guitarrista volta aos palcos com sua banda Crazy Horse no meio do ano, incluindo um show no Hyde Park de Londres.

Neil é gênio.

* Setlist – Neil Young @ Carnegie Hall – 06/01
From Hank to Hendrix
On the Way Home (Buffalo Springfield song)
Only Love Can Break Your Heart
Love in Mind
Mellow My Mind
Are You Ready for the Country
Someday
Changes (Phil Ochs cover)
Harvest
Old Man

Goin’ Back
A Man Needs a Maid
Ohio (Crosby, Stills, Nash & Young song)
Southern Man
Mr. Soul (Buffalo Springfield song) (pump organ)
Needle of Death (Bert Jansch cover)
The Needle and the Damage Done
Harvest Moon
Flying on the Ground Is Wrong (Buffalo Springfield song) After the Gold Rush
Heart of Gold

bis:
Comes a Time
Long May You Run (The Stills-Young Band song)

* Setlist – Neil Young @ Carnegie Hall – 07/01
From Hank to Hendrix
On the Way Home (Buffalo Springfield song)
Only Love Can Break Your Heart
Love in Mind
Mellow My Mind
Are You Ready for the Country
Someday
Changes (Phil Ochs cover)
Harvest
Old Man

Goin’ Back
A Man Needs a Maid
Ohio (Crosby, Stills, Nash & Young song)
Southern Man
Mr. Soul (Buffalo Springfield song) (pump organ)
Needle of Death (Bert Jansch cover)
The Needle and the Damage Done
Harvest Moon
Flying on the Ground Is Wrong (Buffalo Springfield song) After the Gold Rush
Heart of Gold

bis:
Comes a Time
Long May You Run (The Stills-Young Band song)

* Setlist via BrooklynVegan

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Neil Young solta novo disco. De 1970, no caso
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Lúcio Ribeiro

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O semi-Deus Neil Young continua no gás. Mesmo beirando os 70, o lendário cantor, compositor e guitarrista canadense anunciou mais um lançamento para sua rica e inconfundível discografia. No próximo dia 10, sai em formato físico o disco “Neil Young Live At The Cellar Door”, registro histórico de uma série de shows que o cantor fez na casa de shows entre novembro e dezembro de 1970. O último show da série de seis, inclusive, foi na data de 2 de dezembro daquele ano. Ou seja, 43 anos hoje.

A série de shows de Neil em Washington DC aconteceu em uma época importante de sua carreira, a de transição entre o fim do quarteto que ele formava com Crosby, Stills e Nash e seu clássico disco solo, “After The Gold Rush”, que havia sido lançado em menos de dois meses.

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Entre diversas faixas que se tornariam algumas das mais importantes de sua carreira e da história da música, a mini residência no Cellar Door reservou a primeira execução de “Old Man” e “Bag Fog of Loneliness” ao vivo. Há também uma versão rara de “Cinnamon Girl” no piano. Os shows inspiraram Neil a escrever também a canção “The Needle and the Damage Done”, que começou a ser tocada por ele poucas semanas depois, com referência clara ao “Cellar Door”.

O álbum sai na próxima semana como disco duplo, em CD e vinil. No Brasil, chega em janeiro. Mas já dá para ouvir na íntegra essa coisa classuda.

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Tags : neil young


Pearl Jam continua agitando no mundo livre
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Lúcio Ribeiro

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Sexta à noite, o Pearl Jam chacoalhou Dallas com outro poderoso show da turnê Lightning Bolt, desta vez no abarrotado American Airlines Center. Num dos vários bis, entre as muitas covers que fez na noite, a veterana banda de Seattle cantou “Rockin’ In The Free World”, do “aniversariante” Neil Young, que completou 68 anos na semana passada. No palco, ao lado de Eddie Vedder, estavam para se juntar à homenagem a guitarrista Carrie Brownstein (do grande Sleater-Kinney) e a musa indie Annie Clark (conhecida agora como St. Vincent) batendo um tamborim e engrossando o coro em um dos mais destacáveis hinos do rock em todos os tempos. Foi bonito.

“RITFW” foi a 32ª música tocada pelo Pearl Jam na noite texana. Veio depois de “Alive” e antes de “Indifference”, que fechou a apresentação. The Who, Mother Love Bone e Pink Floyd foram outras bandas que ganharam covers no show.

E, a propósito, Feliz Aniversário, Neil Young!

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Após 5 anos, Tom Waits volta aos palcos para um “show completo”
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Lúcio Ribeiro

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Um dos seres mais raros da música em sua história, o veterano e mais que cultuado Tom Waits, também ator e dono de uma das vozes mais distintas do rock (ou de um certo jazz roqueiro, ou de um blues bêbado, faça sua escolha), fez seu primeiro show em cinco anos na noite de ontem em Mountain View, na Califórnia, como parte do evento beneficente The Bridge School, que a Popload está destacando hoje. A ação anual é promovida por outro grande, Neil Young, e recebe sempre atrações mais do que especiais.

Waits, que subiu em um palco para fazer um “show cheio” pela última vez em agosto de 2008 em Dublin, fez participação especial em uma apresentação dos Rolling Stones em Oakland no final do ano passado. Ontem, tocou 10 músicas e não deixou de fora clássicas como “Cemetery Polka”, “Raised Right Men” e “Chicago”.

Um fã filmou toda a apresentação, que pode ser conferida faixa a faixa aqui.

* Tom Waits, setlist
‘Raised Right Men’
‘Singapore’
‘Talking at the Same Time’
‘Chicago’
‘Lucky Day’
‘Tom Traubert’s Blues’
‘Lucinda’
‘Last Leaf’
‘Cemetery Polka’
‘Come On Up to the House’


Do sonho ao palco: Win Butler estreia nova do Arcade Fire com Neil Young
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Lúcio Ribeiro

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Sai amanhã, de forma oficial, o novo disco do Arcade Fire. “Reflektor”, que está em nossas mãos desde a semana passada, ganhou nota 9.2 da bíblia indie Pitchfork, bom informar.

No gás do lançamento, o grupo canadense tem feito shows pequenos para testar as novas músicas e se preparar para a turnê mundial que eles farão ano que vem, começando no tradicional festival Big Day Out, na Austrália e Nova Zelândia, no fim de janeiro.

Um destes shows “pequenos” que a banda tem feito aconteceu no último sábado. Em evento beneficente e conhecido para a “The Bridge School”, com curadoria de Neil Young, o Arcade Fire tocou seis canções, entre elas as novas faixas “Reflektor”, “Normal Person” e “Awful Sound (Oh Eurydice)”, em roupagem semi-acústica. Teve também a inédita “I Dreamed A Neil Young Song”, com o Neil Young, claro.

O som surgiu a partir de um sonho de Win Butler. “Estávamos tocando a música em uma passagem de som. Eu acordei e lembrei de tudo. Estava meio sonolento e comecei a tocar, escrever a letra e quando fui ouvir era basicamente uma música do Neil Young”, explicou o líder da trupe.

A apresentação de pouco mais de meia hora rolou em Mountain View, Califórnia, e pode ser conferida abaixo.

Arcade Fire, setlist
01 The Suburbs
02 Reflektor
03 Awful Sound (Oh Eurydice)
04 Normal Person
05 I Dreamed A Neil Young Song – with Neil Young
06 Wake Up

* Também participaram do evento nomes como Elvis Costello, Queens of the Stone Age, My Morning Jacket e Crosby, Stills, Nash & Young se reunindo.

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Oh Lou, why did you leave us this way? O rock já sente a falta de Lou Reed
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Lúcio Ribeiro

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O grande Lou Reed, ícone da cultura pop que “left the building” ontem, aos 71 anos, segue ganhando homenagens honestas. A mais nova que chega é de outro grupo ícone, o Pearl Jam, que em seu show na cidade de Baltimore na noite de ontem pagou tributo ao lendário músico, tocando a clássica “I’m Waiting For The Man”, um dos pontos altos do discaço de estreia “The Velvet Underground & Nico”, de 1967.

Canta, Eddie.

* Até agora, entre as diversas manifestações que vão tomando conta da mídia e redes sociais, destaque para muitos artistas que de certa forma tiveram algum tipo de ligação com o ex-Velvet Underground, seja como amigo próximo ou apenas como uma fonte de inspiração. Neil Young, por exemplo, reuniu Elvis Costello, Jenny Lewis e a banda My Morning Jacket durante seu evento beneficente, The Bridge School, e juntos mandaram “Oh Sweet Nuthin”.

* Em sua conta oficial no Facebook, David Bowie botou uma foto ao lado de Lou, seguida da mensagem: “He was a master”.

* No Twitter, gente de todas as épocas do rock deixaram seus dizeres…

* Morrissey e seu ex-parceiro John Cale deixaram mensagens singelas e emocionantes:

“‘Oh Lou / why did you leave us this way?’

No words to express the sadness at the death of Lou Reed. He had been there all of my life. He will always be pressed to my heart. Thank God for those, like Lou, who move within their own laws, otherwise imagine how dull the world would be. I knew the Lou of recent years and he was always full of good heart. His music will outlive time itself.

We are all timebound, but today, with the loss of liberating Lou, life is a pigsty.

’7 glasses used to be
called for six good mates and me
now we only call for three’

-Patrick MacGill”
Morrissey


“The news I feared the most, pales in comparison to the lump in my throat and the hollow in my stomach. Two kids have a chance meeting and 47 years later we fight and love the same way —losing either one is incomprehensible. No replacement value, no digital or virtual fill…broken now, for all time. Unlike so many with similar stories—we have the best of our fury laid out on vinyl, for the world to catch a glimpse. The laughs we shared just a few weeks ago, will forever remind me of all that was good between us.”

John Cale

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A banda de um homem só, estrelando Neil Young
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Lúcio Ribeiro

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O dândi Neil Young fez uma daquelas apresentações especiais neste final de semana que passou em Saratoga Springs, no sábado. O pocket show todo acústico foi dentro do tradicional festival “Farm Aid”. O cantor e guitarrista canadense tocou faixas famosas de sua extensa carreira e fez algumas versões para Bob Dylan, Gordon Lightfoot, Ivory Joe Hunter.

Classe.

* Setlist
Blowin’ In The Wind (Bob Dylan cover)
Early Morning Rain (Gordon Lightfoot cover)
Old Man
Heart Of Gold
Since I Met You Baby (Ivory Joe Hunter cover)
Reason to Believe (Tim Hardin cover)
Changes (Phil Ochs cover)

Tags : neil young