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Killers fazendo cover do New Order. Com o New Order
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Lúcio Ribeiro

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* Bem, com o Bernard Sumner, pelo menos. Em turnê na Inglaterra, a banda americana The Killers, atração do nosso Lollapalooza em março, fez uma homenagem ao New Order e a eles mesmos durante show em Manchester, talvez a região mais indie do mundo (toma essa, Brooklyn).

Brandon Flowers inclusive, quando chegou ao microfone para falar que “tinha uma surpresinha para Manchester”, na hora de anunciar a música lembrou algo que eu tinha esquecido total. O nome de sua banda, The Killers, saiu do vídeo de “Crystal”, lançado pelo New Order em 2001. Nele, uma banda fake chamada The Killers se apresenta no lugar do New Order. A referência ao nome está na bateria do grupo fictício, formado por moleques. Veja embaixo uma imagem do vídeo do NO.

Inclusive o primeiro single do Killers, o hino “Somebody Told Me”, teve seu vídeo inspirado na luz de “Crystal”.

Enfim, veja Flowers e sua banda recriando “Crystal”, em Manchester, com o “convidado” Bernie Sumner. Muito especial mesmo.

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The Killers e o Bernard Sumner
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Lúcio Ribeiro

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O The Killers, atração Lollapalooza Brasil mês que vem, pagou com juros sua dívida com a importante cidade de Manchester na noite de ontem. No final do ano passado, o grupo de Las Vegas precisou abandonar o show que fazia na cidade para mais de 20 mil pessoas porque a voz de Brandon Flowers simplesmente sumiu. Na ocasião, a banda tinha tocado apenas quatro músicas e ficou aquela decepção gigante, já que o show era um dos primeiros da turnê do disco novinho, o “Battle Born”.

Só que este show, que era para ter acontecido em novembro, rolou na noite de ontem, no mesmo local, com um aperitivo especial. Para não ficar com o filme totalmente queimado com a cidade, Brandon chamou ao palco Bernard Sumner, vocalista e guitarrista do New Order, uma das bandeiras musicais de Manchester. Juntos, eles tocaram “Crystal”, hit de sua banda. A parceria era para ter rolado no show de novembro, dizem.

Um outro fato interessante é que este não deixou de ser um troca-troca musical. Em 2005, Brandon Flowers cantou a mesma “Crystal” com o New Order, durante show da banda no festival escocês T In The Park, em um desses momentos e essas reviravoltas que só a música pode proporcionar…


The Cure no Brasil. Status: fechado. De 3 a 5 shows no país. New Order é outro que volta em 2013. Até The Who toca no Brasil ano que vem
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Lúcio Ribeiro

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* Popload em Nova York. Mas em “Conexão Manhattan” com a Inglaterra.

* Crise? Que crise?

* Desta vez Robert Smith não mentiu para nós. Deve estourar nos próximos dias o anúncio da bendita turnê que o veterano grupo gótico-pop The Cure fará no Brasil em 2013. O país deverá receber entre três e cinco apresentações de um dos grupos mais famosos do pós-punk inglês dos anos 80. Parece que duas serão em São Paulo. Os shows serão no primeiro semestre, se nada mudar. Estão desenhando as possibilidades sul-americanas

Em julho deste ano, Robert Smith soltou em entrevista na Suíça, por ocasião de um show do Cure no Paleo Festival, que estava costurando uma turnê no Brasil, Argentina, Chile, Peru, Venezuela e Uruguai. Mas como ele tinha falado algo parecido outras vezes e não rolou, os mais fãs da banda seguraram o sorriso.

** Outro grupo mitológico das profundezas dos anos anos 80 que deve voltar ao Brasil é o New Order. Mas isso é raciocínio por aproximação. Parece que a banda de Bernard Summer está fechada para tocar na Colômbia e no Chile em abril. Não é possível que pulem o Brasil nesta, apesar de terem tocado há exatos dois anos no país.

*** Um pouco mais para trás na localização temporal, a veteraníssima banda de art-rock pré-pré-punk The Who, outro patrimônio sonoro inglês, esta dos anos 60/70, deve levar os shows do famoso álbum “Quadrophenia” a São Paulo. “Quadrophenia and More” é o nome da turnê. A ida está acertada. As datas e a quantidade de shows ainda não são conhecidas (por mim). Roger Daltrey, Pete Townshend e uma molecada ainda carregam o nome da banda ao palco. Em turnê americana, o Who ainda faz participação nesta semana aqui em Nova York, no show beneficente do Madison Square Garden (furacão Sandy). Há poucos dias, soltaram nas lojas o disco ao vivo “Live at Hull”.

Deixa eu ver que mais…

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New Order do paraíso. Chromatics faz cover angelical de “Ceremony”
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Lúcio Ribeiro

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A armada electroindie Chromatics, que esses dias foi trilha sonora do grande desfile da Chanel na Semana de Moda em Paris, emprestou todo seu som cool para uma versão quase angelical de “Ceremony”, clássica faixa do New Order.

A gravação está em na mixtape “Black & White / A Mix For Autumn” lançada pelo Johnny Jewel, do próprio Chromatics, para homenagear o período de transição do outuno/inverno no hemisfério norte. Sério.

Com 14 faixas, a mix ainda tem sons de Kfratwerk e Nico, além de nomes não muito conhecidos na cena. A “Ceremony” by Chromatics tem a voz doce da Ruth Radelet e a Ida No – vocalista do Glass Candy – na guitarra. Ficou classe.

* Aqui a mixtape completa.

* Tracklist de “Black & White / A Mix For Autumn”
1. Lamuka (Johnny Jewel Edit) – Zazou Bikaye Cy1
2. The Fading Faces – Symmetry
3. Nuit – Xeno & Oaklander
4. The President is Gone – John Carpenter & Alan Howarth
5. Dans Mes Reves (Test Pressing) – Desire
6. One Night at the Raw Deal 12″ – Twisted Wires
7. Ceremony (16 Track Demo) – Chromatics Feat. Ida No On Lead Guitar
8. Stars and Houses (Feeling Without Touching 12″) – Glass Candy
9. It’s More Fun yo Compute (Symmetry Edit) – Kraftwerk
10. Home is in Your Head – His Name Is Alive
11. Alone in the Ring – Bill Conti
12. As We Could Ever – His Name Is Alive
13. Boy Girl – Blonde Redhead
14. Afraid – Nico


Adivinha só quem vem ao Brasil em outubro?
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Lúcio Ribeiro

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* Ele…

* Uma das figuras mais polêmicas do rock, o lendário Peter Hook, fundador de Joy Division e New Order, baixista e briguento, vem ao Brasil em outubro em sua versão DJ farofa. Hook, que voltou a ser assunto ultimamente pelas brigas com o atual New Order e pelas declarações recentes sobre Ian Curtis, o mártir do Joy Division, comanda seu DJ set, hã, festeiro no dia 26/10 no NA MATA CAFÉ de Belo Horizonte (novo) e, no dia seguinte, na matriz paulistana.

* Ok?

* Peter Hook foi o centro de uma capa recente do semanário inglês “New Musical Express”, 60 anos, cuja capa era o Joy Division. Em entrevista exclusiva à revista, por conta do lançamento da biografia “Unknown Pleasures: Inside Joy Division” Hook descontroi o mito de Ian Curtis, cantor sorumbático e depressivo que acabou optando por suicídio muito jovem, com a banda tendo lançado apenas um disco e na véspera de sua primeira turnê pelos EUA:
“O que nunca foi divulgado é o Ian que nós víamos na banda, diferente desse cara tristonho e pra baixo que a história conta. Ele não se encaixa nem de longe no mito que privilegia a idéia de que Ian existia em outro planeta que não era o nosso. Mas não é verdade. Ele adorava esse estilo de vida e teria curtido bem mais se não fosse pela epilepsia. Ele adorava música e adorava o grupo. Ele era um brother nosso”.

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Tchau, Olimpíada: mais três do Blur (e uma do New Order)
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Lúcio Ribeiro

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* Os Jogos Olímpicos de Londres estão mortos. Viva a PREMIERE LEAGUE.

* Talvez o grande show dos shows de encerramento da festa esportiva na capital inglesa, o show do Blur foi o mais bombado. E, segundo Damon Albarn, pode ter sido a última apresentação m-e-s-m-o da histórica banda do britpop. Pelo menos no Reino Unido, o que não nos descarta totalmente, falaê. Como disse uma amiga: “Maybe so, maybe no”.

Então toma mais três canções do big concerto de ontem no Hyde Park. A explosiva “Song 2″, “Tracy Jacks” (uma das minhas preferidadas do Blur ~lagriminha~) e o grand finale de tudo, a apoteótica “The Universal”. Tudo vídeo da galera.

“It really, really, really could happen/
Yes, it really, really, really could happen/
When the days they seem to fall through you, well just let them go”

Vai nessa, Albarn!

** No fim tem uma tal de “Blue Monday”, do New Order, que tocou na abertura do encerramento. OK?

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Rock na praia. O que rolou no Benicassim 2012
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Lúcio Ribeiro

* Na praia, não na areia. Veja bem.

Festival mais charmoso do verão europeu, o espanhol Benicassim recebeu mais de 160 mil pessoas no último final de semana. Realizado perto da praia na cidade que fica na costa do Mediterrâneo entre Barcelona e Valência, mais perto dessa última, o festival delícia, cheio de espanhóis, franceses e da “praga” inglesa (70% do público neste ano), geralmente começa no fim da tarde com atrações locais e “menores”, para depois engrenar e até varar a madrugada com os grandes nomes. Bom horário, porque dá para descansar na praia durante o dia.

Entre quinta e domingo passados, passaram pelos palcos do festival nomes como Bob Dylan, Horrors, Kurt Vile, Miles Kane, Maccabees, At The Drive In, Bombay Bicycle Club, Noel Gallagher, Stone Roses, New Order, Vaccines e o David Guetta, óbvio.

O festival começou pequenininho, para 8 mil pessoas, em 1995, quando Charlatans, Ride e Wedding Present eram as atrações principais. Hoje, mais bem estruturado, atrai em média essas mais de 150 mil pessoas.

Confira alguns registros em fotos e vídeos do que rolou de bom no Benicassim 2012.


Meninas


Miles Kane


Dylan


Totally Enormous Extinct Dinosaurs


Vaccines


Noel Gallagher’s High Flying Birds


Bernard Sumner, New Order


Cerca de 160 mil pessoas passaram pelo festival


Stone Roses


Tchau, Benicassim


O T in The Park em dez vídeos incríveis
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Lúcio Ribeiro

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Dez vídeos mais uma foto incrível do Stone Roses, que não liberou a transmissão de seu show. Fuén…

Um dos festivais mais charmosos do verão europeu, com uma das rodas gigantes mais bonitas do planeta, o escocês T in The Park é um dos eventos de música mais conceituados do mundo, atrai uma multidão todos os anos, esgota ingressos rapidamente e nunca falha quando o assunto é line up.

O “T” aconteceu no final de semana passado, entre sexta e domingo, e botou mais de 50 bandas para tocar em um parque. De Calvin Harris a Stone Roses, de Skrillex a New Order, o T in The Park foi mais ou menos assim, como dá para ver nestes dez vídeos selecionados pela Popload.


Sónar Barcelona libera vídeos de shows incríveis: tem Hot Chip, Friendly Fires, Nicolas Jaar, New Order…
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Lúcio Ribeiro

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* …Austra, The Roots, Modeselektor, Richie Hawtin, tem vários outros.

* Sónar Barcelona, o festival que insiste em não acabar. Em seu canal no Youtube, o evento espanhol de música avançada anda liberando vários vídeos de apresentações que marcaram sua espetacular edição 2012, que aconteceu faz duas, três semanas. Tudo filmado com várias câmeras, de cima, debaixo, do palco… A lista cresce e cresce. No momento, tem “só” 45 vídeos.

* A Popload deixa aí embaixo um “aperitivo”, mas é legal você ir lá ver tudo. Fica aqui um espetacular do Hot Chip cantando o single “novo” “Night & Day”, o Friendly Fires mandando a de-chorar “Hunting”, New Order com a histórica “Perfect Kiss”, Richie Hawtin com “Kingswing” e Nicolas Jaar, com banda, trazendo a genial “Too Many Kids Are Finding Rain in the Dust”.

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Sónar se rende a pop de Lana Del Rey
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Lúcio Ribeiro

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Popload voltando para casa, após um fim de semana loucura em Barcelona, com as dezenas de atrações do Sónar, festival de música avançada que a cada ano se consolida como um dos mais importantes do mundo.

Por enquanto a gente destaca aqui o balanço resumido do que foi este Sónar, em texto publicado hoje na Folha de São Paulo. Aos poucos, durante a semana, vamos falar muito ainda sobre o que rolou pelos cantos de Barcelona.

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Sónar se rende a pop de Lana Del Rey

Evento atraiu até sábado 98 mil pessoas para ver os veteranos do New Order e do The Roots

Foi como um show de axé num festival chamado ROCK in Rio. Ou quando as atrações de guitarras tomaram conta do antigo Free JAZZ.
Na noite de sexta, em Barcelona, a cantora furacão americana Lana Del Rey transformou em cabaré pop o Sónar 2012, um dos principais eventos de música eletrônica do mundo.

Foi tudo muito engraçado. Clubbers e, óbvio, os fãs da polêmica artista de 25 anos, que estourou no ano passado na internet, dividiam espaço para vê-la no Sónar Pub, espaço para 20 mil pessoas, o lugar de shows “pequeno” dentro do complexo para convenções que abrigava a parte noturna do festival catalão.

Foi tudo muito bonito. Com suas marcantes e melancólicas canções “vintage”, Lana Del Rey levou ao palco um quarteto de cordas, um pianista, um guitarrista e 45 minutos quase totais de músicas de seu único disco, “Born to Die”, lançado em janeiro.
Não teve nenhuma tentativa dela simpática (à verve do festival) de cantar sobre alguma das muitas versões remixadas de suas músicas, febre das pistas de dança.

No conhecido festival de “música avançada”, Del Rey mostrou um avanço ao passado, com sua sonoridade anos 50/60 enfeitada por imagens no telão de filmes de Billy Wilder, Elvis Presley, desenhos antigos da Disney, Chet Baker.

E, como roqueira, saltou duas vezes à plateia para abraçar e beijar o entusiasmado público grudado na grade à frente do palco.
“Get fucking crazy tonight”, recomendou a cantora à galera eletrônica que tinha ainda toda a madrugada pela frente.

VANGUARDA – Outras atrações que talvez combinem pouco com a vanguarda do Sónar, como os veteranos pós-punks do New Order e o grupo hip-hop soul The Roots, fizeram bons shows, atraindo parte razoável do contabilizado público de 98 mil pessoas de 80 países que percorreram o Sónar de noite e de dia (série de apresentações e DJ sets realizadas na área dos museus, no centro) de quinta até sábado.

Na seara vanguardista eletrônica, a DJ e produtora russa Nina Kraviz, Nicolas Jaar solo ou com o projeto Darkside, a inglesa Maya Jane Coles, os bombados Azari & III e Totally Enormous Extinct Dinosaurs e o brasileiro Psilosamples tiveram performances das mais elogiadas.

Favoritos indies como Hot Chip, Metronomy, Friendly Fires também foram muito bons, cada qual no seu palco e horário. Diferentemente do velho Fatboy Slim, um dia um deus da electrovanguarda, que manteve seu set aprisionado no mofo dos anos 1990.