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O barulho indie de Florianópolis
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Lúcio Ribeiro

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* Para além da farofada eletrônica milionária e da Praia Mole, há tempos noto uma movimentação indie relevante saindo dos limites de Florianópolis, no continente ou na ilha, ora ligada à hoje superviva cena curitibana, pela proximidade, ora tomando vida própria. Lá tem o Floripa Noize, festival que esparrama pela cidade, por vários lugares, mais de uma dezena de bandas por três dias, entre locais e quase locais, e que em 2013, sempre crescendo, chegará a sua quinta edição.

A primeira vez que fui convidado para tocar como DJ fora de São Paulo foi em Florianópolis, tipo 2004. Depois rodei o país uma, duas vezes no mesmo lugar, três vezes, mas nunca mais na cidade. Até o ano passado, quando recebi o chamado para tocar em um ex-famoso puteiro transformado em clube, onde se aceitava enfiar rock e eletrônico mais indie na goela da molecada da nova geração atrás de Lady Gaga e Britney Spears. Ninguém chiou. Pelo contrário.

Me chamou a atenção ainda quando a banda curitibana Cacique Revenge, falando recentemente da gravação de seu primeiro disco, levou a galera a Santa Catarina para trabalhar com o estúdio Ouié/Tohosound, considerado um dos melhores estúdios do Sul, com certeza o mais bem localizado (de frente para a praia da Armação) e que faz parte de uma organização independente entre estúdios do Brasil e Argentina.

Enfim. Tuuuuudo isso para dizer que neste final de semana consegui finalmente escutar, depois de ter recebido há tempos, uma coletânea de verão armado por um selo de lá chamado SIC Music. O SIC Music, segundo definição própria “um selo musical cheio de novas ideias”, faz questão de afirmar que não lança CDs. E sim músicas. Coletivo de bandas locais, o SIC ainda lança para seus “clientes” os chamados “álbuns-magazines”, uma revista com conteúdo gráfico e sonoro, exclusivo e tudo para download.

Essa coletânea de verão do SIC em especial, a “Midsummer Tapes”, com site próprio e tudo, reuniu folk e experimentalismo catarinenses, chillwave e indie pop gringo, bandas indies alemãs e curitibanas, Cambriana (de Goiânia) e We Are Pirates (do Espírito Santo). O capricho não está na forma. O conteúdo, quando se imagina de fones de ouvido numa praia de Florianópolis, impressiona muito.

Para baixar o disco todo no site. Dá para ouvir direto aqui.

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