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Arquivo : Stone Roses

Feliz 1991: Jagwar Ma lança seu disco de estreia
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Lúcio Ribeiro

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Vem da Austrália uma das boas novas apostas da música em 2013. O Jagwar Ma, que já tem como novos fãs o Noel Gallagher, lança seu disco de estreia, “Howlin”, no próximo dia 11 de junho. Com um som totalmente datado do movimento Madchester do início dos anos 90, não é exagero dizer que o duo Jono Ma e Gabriel Winterfield é uma espécie de filho bastardo do Happy Mondays apadrinhado pelo Stone Roses. Facilmente, os australianos teriam lugar como residentes no clubinho famoso Haçienda, de Manchester. Até os vídeos de divulgação para singles tipo “The Throw” e “Come Save Me” – sons que tocam direto na Radio One inglesa – são meio amadores-VHS. Nostalgia total.

“Howlin” foi disponibilizado para audição na íntegra pela rede de rádios americana NPR. E tenho que falar: é bem bom.

* “Howlin”, o tracklist
1. What Love
2. Uncertainty
3. The Throw
4. That Loneliness
5. Come Save Me
6. Four
7. Let Her Go
8. Man I Need
9. Exercise
10. Did You Have To
11. Backwards Berlin


Alt-J, maior que o Stone Roses, passa pelo programa do Conan
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Lúcio Ribeiro

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* Outro com o Coachella como destino (toca hoje) e que fizeram um pit stop “demonstrativo” na TV americana é o grupo britânico Alt-J, uma das melhores bandas da gostosa nova safra indie do Reino Unido. Eles passaram ontem no programa do Conan O’Brien para tocar o single “Breezeblocks”, do álbum “An Awesome Wave”, lançado no ano passado e que marca a estreia da banda em disco. Mas o “esforço de divulgação” do Alt-J para a cena americana está acontecendo agora, em torno da primeira participação da banda no Coachella.

Li num artigo no “Independent” britânico, acho, que o novinho Alt-J levou mais gente para sua tenda do que o veterano Stone Roses levou ao palco principal, no primeiro final de semana do corrente festival da Califórnia. Hummmm.

O Alt-J já “balançou” de vir ao Brasil duas vezes, mas não rolou. Acho que uma hora vem. Indie britânico experimental, tá ligado?

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Blur e Stone Roses no Coachella. Não rolou invasão britânica
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Lúcio Ribeiro

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Quando o Coachella confirmou seu line up para 2013, bateram logo algumas surpresas. Fuçar, saber e analisar a escalação de bandas do festival do deserto da Califórnia é um dos esportes preferidos dos amantes da boa música. O olho sempre corre primeiro para os headliners do evento e, neste ano, a surpresa foi dupla. Primeiro, a de ver o até “ontem” médio Phoenix ser uma das atrações principais. A outra surpresa foi a escalação da dobradinha britânica Stone Roses e Blur, numa espécie de co-headliners. O burburinho não seria tão grande se o atual Coachella não fosse o 2013, mas sim o 1993.

Reconhecidas como duas das principais bandas da rica história musical britânica, Stone Roses e Blur, se fizessem essa dobradinha em algum lugar do Reino Unido, provavelmente esgotariam 80 mil ingressos em 10 minutos. Só que o panorama americano indica que, por lá, custariam a vender 10 mil ingressos em 80 dias, o que chega a ser irônico.


O Stone Roses, de Ian Brown, fechou a primeira noite do Coachella (foto: Billboard)

O Blur conseguiu relativo conhecimento em terras americanas nos anos 90, por causa especialmente do seu mega hit nirvanesco “Song 2”. O fato da banda de Damon Albarn não se apresentar no país há 10 anos, mesmo com as idas e vindas do grupo, pode indicar alguma coisa. O intervalo é ainda maior se considerarmos que neste show de 2003 o guitarrista Graham Coxon não estava na banda. Isso significa dizer que a última apresentação do Blur original para os yankees foi lá em 1999, ano em que o Coachella nasceu para um público de 10 mil pessoas, para se ter noção de quanta coisa mudou de lá para cá.

Dilema maior viveu o Stone Roses com o anúncio do seu show no evento. O grupo ícone do movimento Madchester e espécie de pai torto do Britpop, em mais de 25 anos de carreira fez o seu PRIMEIRO show com a formação original nos Estados Unidos na noite de ontem. A banda até esteve por lá em meados dos anos 90, mas sem o distinto baterista Reni. Quando saiu o anúncio do Coachella, muita gente logo pensou e emendou um “Who the f*ck are the Stone Roses?”. Virou meme. E não ficou só nisso, já que o big jornal inglês Guardian estampa em sua edição de hoje uma reportagem destacando a falta de conhecimento do público americano em relação à banda, a ponto de uma menina perguntar se Spike Island, show mais famoso do grupo, era o nome de alguma bebida. Outro frequentador do festival, ao ser abordado, perguntou se o repórter estava zoando e disse que estava lá apenas pelo Moby e o Red Hot Chili Peppers.

Os shows de Blur e Stone Roses fechando o primeiro dia do Coachella, na noite de ontem, foram recebidos com certa frieza. O Blur, por exemplo, não conseguiu levantar a galera nem com seus principais hits. E, para piorar (?), tocou músicas mais viajadas da sua discografia, tipo a ótima “Sing”, que dura 7 minutos e tem um clima dark como se fosse show do Bauhaus. Linda faixa, mas provavelmente não é a melhor escolha a se fazer diante de milhares de pessoas em um festival-quase-balada no meio do deserto. Pela transmissão ao vivo dava para ver todo o “interesse” da banda em tentar levantar o tradicionalmente “difícil” público norte-americano.

O Stone Roses, que fechou a noite, segue a linha de todos os seus shows deste retorno, que iniciou no meio do ano passado. Só músicas antigas, nenhuma inédita. Mas dá para medir a atenção e pretensão do grupo do Ian Brown com o país a partir do momento que vemos que eles passaram até pelos Emirados Árabes antes de tocar por lá, o principal mercado consumidor de música do mundo. Sem falar que, a exemplo dos shows anteriores, os ingleses não liberaram a transmissão de seu show, o que poderia ser uma forma de disseminar melhor o nome da banda. Fotos nas redes sociais indicavam que o show estava até bom, mas que provavelmente foi o dia mais vazio da história recente de um headliner no Coachella.

O britrock, que também às vezes não se ajuda (é bom ressaltar), parece continuar meio sem vez e sem espaço para uma nova invasão ao mercado americano.

Um trecho sensacional da matéria do Guardian de hoje sintetiza bem o panorama.

…We moved towards the more indie-centric Gobi tent and bumped into Andrew who was from New York and even knew the Guardian. Surely he had heard of the Stone Roses?
“Who?”
The headline act on the main stage tonight!
“Oh, I’m not here for the music, I’m working at the photo booth.”
What music do you normally like?
“90s rave. And Beach House.”
Have you any idea what Spike Island is?
“No.”
Have a guess.
“I would say it was an island. With spikes on it.”

“Walked all the way to the front for Stone Roses. Never seen the grounds this empty for a #coachella headliner”, disse o @dearthvader no Twitter


Quem é Stone Roses?
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Lúcio Ribeiro

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* Um dos assuntos pop da semana passada foi a divulgação da lista de atrações do Coachella Festival, tão esperada, tão previamente especulada. Entre as dezenas de grandes, médios e pequenos nomes a tocar em abril na edição 2013 do festival fora do Brasil que tem mais brasileiros, nada de Rolling Stones. E, sim, Stone Roses.

A histórica de Manchester, espécie de padrinhos do britpop dos anos 90 e revivida no ano passado sem material novo, é o headliner de um dos dias, fazendo com outro brit gigante, o Blur, uma dobradinha “para inglês ver” no deserto da Califórnia.

Mas acontece que a molecada americana frequentadora do Coachella parece não saber muito sobre essa curiosa banda de carreira curtíssima e muito barulho entre 1988 e 1994, que lotava estádios e parques, desapareceu por brigas e questões judiciais e voltou no ano passado.

Tanto que encheram as redes sociais pós-anúncio do Coachella com um misto de indignação e frustração com a presença dos Stone Roses no topo da lista, fazendo surgir a velha pergunta “Who the Fuck Is…?”

Daí alguém fez o Tumblr “Who Are the Stone Roses” para compilar as melhores (piores?) reclamações sobre a presença do grupo de Ian Brown no Coachella, em tão alto posto.

O Tumblr é engraçado. E tem um “sobretítulo” que diz tudo: “The Stone Roses are headlining Coachella this year. This fact has confused some people”.

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Saiu!!!! Phoenix, Red Hot Chili Peppers e dobradinha britânica puxam fila de atrações do gigante Coachella Festival
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Lúcio Ribeiro

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* Oi, alguém aí? São “só” duas e meia da manhã. Já posso dar parabéns para SP? E para o Coachella?

Saiu agora pela madrugada (daqui) o lineup oficial do seminal Coachella, o festival amado por 10 a cada 10 fãs de música mundo afora por ser na Califórnia, perto de LA, visual incrível, astral master e, ainda por cima, ter pencas de bandas boas tocano. Seguindo o exemplo do ano passado, o evento realizado no deserto da Califórnia vai acontecer durante dois finais de semana, entre os dias 12-14 e 19-21 de abril.

Para a edição 2013, talvez as grandes surpresas do festival sejam a canonização do Phoenix como headliner aos sábados – lembrando que a banda foi anunciada também como headliner do Primavera Sound – e a presença do Stone Roses com o status de atração principal, mesmo eles não tendo “vingado” em solo americano quando despontaram.

Além das outras “atrações principais” Red Hot Chili Peppers e Blur, o festival de Indio ainda tem em sua programação nomes como The XX, Yeah Yeah Yeahs, o nosso Grizzly Bear (Popload Gig, 3 de fevereiro), Nick Cave & The Bad Seeds, The Postal Service, New Order, Lou Reed, Modest Mouse, Hot Chip, Franz Ferdinand, Father John Misty e Tame Impala. Só para citar ALGUNS.

A lista completa, com o já famoso pôster, está abaixo.

Vamos?

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V Festival inglês tem mortes e gente sendo expulsa do palco com garrafas de urina. Entre outras coisas, claro
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Lúcio Ribeiro

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Fim de semana polêmico na Inglaterra. Um dos festivais mais poderosos de lá, o V Festival viu suas notícias serem divididas nos cadernos de cultura e policial dos jornais locais, já que dois homens foram encontrados mortos durante o festival.

Primeiro, um jovem de 22 anos foi encontrado morto em uma tenda, no Weston Park, na madrugada de sábado para domingo. A polícia ainda não sabe as causas do óbito. Ontem, outro homem – esse com 39 anos de idade – também foi encontrado morto em um quintal de uma casa nos arredores do parque de Chelmsford. Este segundo caso parece despertar mais cuidado nas autoridades pois há a suspeita de assassinato. Dez pessoas que teriam participado de uma festa na tal casa foram detidas.

Falando de música, o V Festival acontece em dois parques diferentes com revezamento de line up no sábado e domingo. Passaram pelos palcos do Weston e Hylands Park atrações como The Killers, Stone Roses, Noel Gallagher, Snow Patrol, Tom Jones, Friendly Fires, Charlatans, Miles Kane e Gossip.

Boa parte do festival teve transmissão online, o que gerou grande expectativa para um possível webcast do Stone Roses, que ainda não liberou material oficial dos seus shows de retorno. Quando parecia que ia rolar o show todo lindão ao vivo, o V Festival informou que as imagens não foram liberadas. Fuén.

Outro fato que ganhou destaque foi a recepção nada amistosa do público para a cantora Cher Lloyd, que participou do X Factor UK. Ela, que faria uma rápida apresentação com quatro músicas, cantou só a metade, pois foi recebida com diversas garrafas no palco, algumas delas cheias de urina. Meio Carlinhos Brown. Tadinha.

Abaixo algumas fotos e vídeos que resumem um pouco a polêmica edição 2012 do V.


O “showzinho” do Stone Roses que valeu ouro
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Lúcio Ribeiro

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* Em folia olímpica em Londres, a banda inglesa Stone Roses fez um show minúsculo ontem no East, região onde fica a Vila Olímpica, no clube do complexo Village, travestido de Adidas Underground. Tinha poucos e bons. Jimmy Page, Mick Jones ex-The Clash, dois medalhas de ouro britânicos, Paul Weller, Goldie, Miles Kane, Bobby Gillespie do Primal Scream. Ficou para fora, tentando entrar, mais de 4 vezes a capacidade da casa, segundo relatos. Dizem que o show foi incrível. Após vários concertos depois da volta, o Stone Roses começou, parece, a entrar em forma no palco. A veterana banda de Manchester, que em um momento nos anos 90 era quase maior que o Oasis, é atração principal do enorme V Festival, que acontece daqui duas semanas na Inglaterra.

Duas do show de ontem: “Fool’s Gold” e “I Wanna Be Adored”.

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Rock na praia. O que rolou no Benicassim 2012
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Lúcio Ribeiro

* Na praia, não na areia. Veja bem.

Festival mais charmoso do verão europeu, o espanhol Benicassim recebeu mais de 160 mil pessoas no último final de semana. Realizado perto da praia na cidade que fica na costa do Mediterrâneo entre Barcelona e Valência, mais perto dessa última, o festival delícia, cheio de espanhóis, franceses e da “praga” inglesa (70% do público neste ano), geralmente começa no fim da tarde com atrações locais e “menores”, para depois engrenar e até varar a madrugada com os grandes nomes. Bom horário, porque dá para descansar na praia durante o dia.

Entre quinta e domingo passados, passaram pelos palcos do festival nomes como Bob Dylan, Horrors, Kurt Vile, Miles Kane, Maccabees, At The Drive In, Bombay Bicycle Club, Noel Gallagher, Stone Roses, New Order, Vaccines e o David Guetta, óbvio.

O festival começou pequenininho, para 8 mil pessoas, em 1995, quando Charlatans, Ride e Wedding Present eram as atrações principais. Hoje, mais bem estruturado, atrai em média essas mais de 150 mil pessoas.

Confira alguns registros em fotos e vídeos do que rolou de bom no Benicassim 2012.


Meninas


Miles Kane


Dylan


Totally Enormous Extinct Dinosaurs


Vaccines


Noel Gallagher’s High Flying Birds


Bernard Sumner, New Order


Cerca de 160 mil pessoas passaram pelo festival


Stone Roses


Tchau, Benicassim


O T in The Park em dez vídeos incríveis
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Lúcio Ribeiro

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Dez vídeos mais uma foto incrível do Stone Roses, que não liberou a transmissão de seu show. Fuén…

Um dos festivais mais charmosos do verão europeu, com uma das rodas gigantes mais bonitas do planeta, o escocês T in The Park é um dos eventos de música mais conceituados do mundo, atrai uma multidão todos os anos, esgota ingressos rapidamente e nunca falha quando o assunto é line up.

O “T” aconteceu no final de semana passado, entre sexta e domingo, e botou mais de 50 bandas para tocar em um parque. De Calvin Harris a Stone Roses, de Skrillex a New Order, o T in The Park foi mais ou menos assim, como dá para ver nestes dez vídeos selecionados pela Popload.


Na íntegra, o show histórico da volta do Stone Roses na visão da galera
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Lúcio Ribeiro

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Então. A Popload já falou aqui durante toda a semana sobre os tais shows históricos do Stone Roses em Manchester, no último final de semana, para mais de 220 mil pessoas em três noites.

Um fã, após um esforço tremendo, compilou todo o show da primeira noite (29/06) pegando imagens do YouTube. O resultado é um vídeo bacana, de diversos ângulos, mostrando o show completo. Com a galera cantando mais alto, óbvio.

Do it yourself, babe.