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Polêmica no mundo indie: MGMT e a, talvez, pior apresentação em um programa de TV no ano

Lúcio Ribeiro

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* Haha. Adoro o termo ''polêmica no mundo indie''…

Um dos nomes mais contestados vindos do Brooklyn nos últimos anos, o MGMT vai soltar dia 17 de setembro seu terceiro disco, que carrega o nome da banda, e aparece como o sucessor de “Congratulations”, que saiu três anos atrás.

Desde quando o duo surgiu, sempre aparecem opiniões divididas sobre o que eles produzem, o que eles fazem e especialmente sobre suas performances ao vivo. Lembro de ver uma apresentação deles logo no começo e a única definição que consegui chegar era que o show “era metade bom e metade ruim”.

O que pega no MGMT é a psicodelia exagerada que eles tentam implantar em suas músicas e performances. Eles passam um recado na linha “não queremos ser entendidos”, tipo faz o Flaming Lips. A diferença é que o Flaming Lips não ''erra a mão'' como eles.
“MGMT”, esse álbum novo, tem produção assinada por Dave Fridmann, que trabalhou antes com outras bandas “intensas” como Mercury Rev e o próprio Flaming Lips. Uma entrevista recente do produtor para a revista Rolling Stone americana chamou a atenção. Fridmann basicamente disse que as influências sonoras do álbum vão da house music ao Aphex Twin e que o processo de gravação foi “realmente estranho”. Ele aproveitou para avisar que o MGMT “não está tentando fazer música que as pessoas entendam logo de cara”.

Boa amostra disso foi a apresentação da banda na noite de ontem no talk show do David Letterman. Ben Goldwasser, Andrew VanWyngarden & Co. apareceram com visual todo estranho e tocaram o experimental novo single, “Your Life Is A Lie”, que dura só dois minutos. A apresentação monótona e a música fraca parecem ter surpreendido todo mundo, inclusive o Letterman, que encerrou logo o programa mandando um “that’s it, that’s all we got”.

* Nas redes sociais, as reações foram bem negativas. É só mandar uma busca ''MGMT Letterman'' no Twitter para ter uma boa noção.