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The Smiths REUNION ao vivo em Wolverhampton, 1988
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Lúcio Ribeiro

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* A Popload está um SHOW hoje, diz aê.

* Eu vou ter um apreço eterno por duas pessoas que eu conheço. Primeiro é o Álvaro Pereira Junior, jornalista famoso e tal, que foi a um show do Nirvana em 1990 (acho), em Boston (acho), e comprou uma camiseta da banda DAS MÃOS do Kurt Cobain. O cara vendeu a camiseta para ele na barraquinha de merchan. A outra pessoa, também jornalista, de moda, é a Eva Joory, que viu os Smiths ao vivo na Inglaterra, nos anos 80. Respect.

* Enfim…

Anteontem, 22 de maio, Steven Patrick Morrissey, o maior ser britânico vivo, completou 54 anos de idade. E foi justamente nesta data que a internet presenteou os fãs do eterno The Smiths. Caiu na rede a filmagem de um show dos Smiths depois que os Smiths acabaram, sacou? Se você está aí esperando por uma reunião de uma das maiores bandas britânicas de todos os tempos, isso já aconteceu em 1988 (!!!).

Em 22 de dezembro daquele ano, exatamente um ano após o fim dos Smiths, Morrissey promoveu um show que deveria ser sua estreia em carreira solo, mas pediu para seu advogado ligar para os seus ex-colegas de banda. Johnny Marr, Mike Joyce e Andy Rourke foram convidados para tocar com Morrissey em um show na cidade de Wolverhampton. Só que Marr, claro, não apareceu. Joyce, Rourke e Craig Gannon, que foi guitarrista contratado dos Smiths, fizeram o show ao lado do cantor. Na época, para assistir a apresentação bastava ir vestido com uma camiseta da banda ou do próprio Morrissey. Pensa que histórico.

A apresentação durou cerca de 40 minutos com faixas novas da carreira solo de Morrissey na época e algumas dos Smiths, de 1987.

Setlist
1. Stop Me If You Think You’ve Heard This One Before
2. Disappointed
3. Interesting Drug
4. Suedehead
5. The Last of the Famous International Playboys
6. Sister I’m a Poet
7. Death at One’s Elbow
8. Sweet and Tender Hooligan

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Quase Smiths: Morrissey canta mesmo no Brasil em julho. Johnny Marr e Andy Rourke tocam “How Soon Is Now?” em Nova York
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Lúcio Ribeiro

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* “Quando você diz que vai acontecer “agora”.
Bem, quando exatamente você quer dizer?”

Mais sobre a “desenhada” turnê do músico inglês Morrissey, que vazou na internet semana passada e atingiria o Brasil em julho. A Popload apurou que os shows são, como posso dizer, “firmeza”. Não necessariamente nas datas divulgadas nem principalmente nos lugares falados, mas Morrissey vem sim para estes lados na primeira quinzena de julho. As apresentações no Chile e no Peru estão fechadíssimas, chegou a notícia por aqui. Sabe-se que, por lá, os shows devem acontecer em lugares pequenos, a serem definidos.

O que “escapou” na rede, semana passada, era que São Paulo e Rio receberiam um show de Morrissey cada, o paulistano no Parque Villa-Lobos (?) no dia 6, o carioca no Metropolitan (??), no dia 9. As datas e locais devem virar oficiais até semana que vem.

Enquanto isso, no Brooklyn, em Nova York, o ex-guitarrista dos Smiths Johnny Marr chamou seu velho parceiro de banda, o baixista Andy Rourke, para tocar o hino “How Soon Is Now?” em seu show no Music Hall of Williamsburg. Ficou histórico. A gente tem postado muito essa música cantada por Marr nessa fase de divulgação do primeiro disco solo dele, mas desta vez a música encorpou. Só faltava a voz do Morrissey mesmo (e a bateria precisa do Mike Joyce, óbvio).

Quando Marr foi anunciar a presença de Rourke no palco, ele falou mais ou menos assim: “Quando eu tinha 15 anos, formei uma das minhas primeiras bandas com meu melhor amigo, um dos melhores músicos que havia escutado. Logo depois, em 1982, formei outra banda na cidade de Manchester, e pedi ao meu melhor amigo para vir tocar baixo comigo. Nesta noite, 30 anos depois, volto a convidar um dos meus melhores amigos no mundo, que segue sendo um dos melhores músicos que eu já escutei. Esse senhor é Andy Rourke, no baixo”.

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Morrissey no Parque Villa-Lobos!?!?
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Lúcio Ribeiro

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* Stop me… Oh oh oh. Stop me…
Ok, vou parar de botar trecho de música do Morrissey TODA vez que tiver notícia dele.

Ontem à noite saiu na internet um rascunho de turnê do astro inglês ex-Smiths pela América Latina, com “fechas” no México, Brasil, Peru, Chile e Argentina. Mas tudo em lugar bizarro. Em São Paulo, o show dele aconteceria no Parque Villa-Lobos, em julho, dia 6. Três dias depois, no Metropolitan, no Rio de Janeiro. A casa de shows da Barra da Tijuca não chama mais Metropolitan faz uns 12 anos. Hoje é Citybank Hall, um espaço para 8.500 pessoas, lugar meio “posh” e grande demais para levarem o Morrissey para cantar. No ano passado, no RJ, Morrissey se apresentou na Fundição Progresso (+- 4500 pessoas), na Lapa.

Nos outros países listados, os shows parecem estar em lugares também “inapropriados” para Morrissey.

O negócio é que, se os locais das apresentações parecem non-sense (em Lima, no Peru, o tal Teatro Britânico tem capacidade de 300 seres humanos pagantes), as datas que estão sendo trabalhadas para a turnê do cantor são estas mesmas. Vamos acompanhar.

MÉXICO
Tijuana, BC – June 18 : Foro arena
Monterrey – June 21 : Arena Monterrey
Guadalajara – June 24 : Diana
México City – June 27 : National Auditorium
México City – June 28 : Auditorio Blackberry
Merida – July 30 : Nosfera Club

BRASIL
São Paulo – July 6 : Park Villa-Lobos
Rio de Janeiro- July 9 : Metropolitan

PERÚ
Lima – July 13 : Auditorio El Británico

CHILE
Santiago – July 17 : La Capula Theatre

ARGENTINA
Buenos Aires – July 22 : Teatro Flores
Buenos Aires – July 24 : Teatro Flores

* That joke isn’t funny anymore. It’s too close to home…

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Tags : Morrissey


Três notícias boas: Cat Power vem. Morrissey deve retornar aos palcos em breve. Morrissey pode voltar ao Brasil
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Lúcio Ribeiro

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Simples assim. Na linha “bom demais para ser verdade” do 1º de abril, notícias relacionadas a dois nomes que amamos estão chacoalhando o mercado de shows latinos nas últimas horas. Primeiro, Cat Power, a musa indie, tem passagem confirmada pelo Brasil, como a Popload destacou na semana passada. Muita gente que foi ao festival Lollapalooza neste final de semana ficou eufórica quando viu, em diversos intervalos dos shows, a foto da moça nos telões, confirmada como atração da GEO Eventos, empresa que produz a versão brasileira do festival do Perry Farrell. Cat Power vem ao Brasil na segunda quinzena de maio. As datas devem ser anunciadas nos próximos dias.

Já o semi-Deus Morrissey, parece, tem boas notícias para nossos corações aflitos diante do que se ouviu dele nas últimas semanas. Recomendado pelos seus médicos a abandonar os palcos, o maior britânico vivo, naquela bombástica entrevista para uma rádio mexicana, havia dito entre diversas coisas importantes que a intenção dele era voltar ao México em junho não só para remarcar o show cancelado do mês passado, mas também para visitar outras cidades pouco exploradas do país.

Agora, o importante site True-To-You, espécie de canal quase-oficial do cantor, relata que Morrissey deve voltar aos palcos nessa época desejada por ele. E sim, no México, onde faria cerca de sete shows. A segunda parte da ótima notícia do retorno do artista britânico aos palcos é que, após o México, Morrissey pode descer para a América do Sul e passar por Brasil, Argentina, Chile e Peru, pouco mais de um ano após sua visita mais recente, que aconteceu no início do ano passado.

Bom a gente ficar de olho nisso, já que o papo é muito bom, mas também meio esquisito, especialmente diante daquela entrevista recente no México, do desânimo e vulnerabilidade aparentes do cantor, sem falar que a galera americana anda nervosa com o cancelamento da turnê de 22 shows dele no país. Vamos aguardar.


A aposentadoria de Morrissey e o fim mesmo dos Smiths. Confira a entrevista que chocou o mundo pop
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Lúcio Ribeiro

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* A entrevista na íntegra, em áudio, está disponível no final deste post.

Oh no… Como a gente temia, os problemas de saúde envolvendo o grande Morrissey podem trazer sérios riscos à sua carreira, como por exemplo “dar um fim” a ela. Depois de ter retomado a turnê interrompida no ano passado, Morrissey foi obrigado a cancelar o resto dos shows programados até o fim de abril na América do Norte, 22 no total. E, pelo jeito, ele não deve voltar aos palcos neste ano e, se depender de seus médicos, pode não voltar nunca mais.

Com a saúde bem debilitada, Morrissey foi aconselhado por sua equipe médica a abandonar os palcos. A revelação bomba foi feita pelo próprio cantor em uma entrevista para uma estação de rádio do México nesta semana. Nos últimos meses, o cantor precisou enfrentar uma úlcera hemorrágica, problemas no esôfago e uma pneumonia dupla. Esse susto grande pode fazer com que o maior letrista e um dos cantores mais queridos da história talvez nunca mais cante, que o sonho improvável de os Smiths voltarem não vai acontecer mais. O tom da notícia é quase o mesmo em relação à morte de John Lennon enterrando a volta dos Beatles, achei.

Confesso que fiquei surpreendido com a entrevista de Morrissey para a Reactor FM, emissora de rádio da Cidade do México, onde o cantor tinha um show marcado duas semanas atrás e entrou no pacote dos cancelamentos. À rádio, um Morrissey falante e bem “aberto” com todo tipo de assunto, sereno, mas vulnerável em suas declarações. Posso estar errado, mas senti que ele está sentindo o baque, sabe?

PROBLEMAS DE SAÚDE

O maior britânico vivo começou falando sobre seus recentes problemas de saúde. “Enfrentei uma barra. Tive hemorragia interna e fui levado às pressas para o hospital. Perdi muito sangue e tentaram me recuperar durante as cinco semanas seguintes, mas não estava adiantando. Toda vez que eu parecia melhorar, tinha uma recaída. Perdi muito sangue a ponto de ficar com anemia, mas ainda estou em tratamento e mais otimista agora. Sei que é quase absurdo o número de coisas que aconteceu comigo, mas a pneumonia dupla foi decorrente da minha perda de sangue. Minha imunidade ficou muito baixa. Então qualquer vento simples me fazia sentir muito frio. Mas estou em tratamento, passei muito tempo no hospital, vi muito os médicos, fiquei um bom tempo em tratamento intravenoso, então espero (espero, espero), vou ser salvo da morte”, disse o cantor.

A parte mais tocante da entrevista foi quando o cantor disse que foi recomendado pelos médicos a abandonar os palcos. “Tenho sido advertido, mas é muito difícil porque isso está enraizado dentro de mim. Sei que isso é o melhor da vida, quando você viaja, faz música e canta, isso é a melhor coisa que você pode fazer na vida. Não existe nada melhor. Você pode pensar em algo melhor?”.

Mesmo com o papo de advertência para aposentadoria, Morrissey disse que tem diversas músicas na gaveta, mas segue sem assinar com uma major, o que impede o lançamento delas. “Não tenho ideia, não sou abordado por ninguém para gravar, então nada acontece. Dessa forma, eu espero, espero e aqui estou eu, sentado e esperando. Tenho muitas músicas, uma grande quantidade. Poderia gravar três discos de estúdio imediatamente, facilmente. Mas nenhuma das majors (gravadoras) estão interessadas. Até me aproximei de algumas, mas elas disseram ‘não’. Creio que é uma questão da idade. Imagino que elas estão interessadas apenas nas bandas novas, em pessoas jovens que querem voar sem pedir nada em troca”.

MORRISSEY ANALISANDO MORRISSEY

Morrissey também confirmou que está escrevendo sua autobiografia, mas que ainda “não é o momento certo” para lançá-la. Que já tem até um título, mas não vai divulgar enquanto não for lançada. Perguntado se existe algum relato que pode chocar alguém, o cantor foi enfático. “Acho que não. Depende. Depende como as pessoas se chocam. Não sei como elas se chocam. Parece que nos dias de hoje as pessoas não se chocam por nada, mas, isso não é grotesco”.

Perguntado sobre qual o maior equívoco sobre sua pessoa, Morrissey pensou por alguns segundos e foi bem reflexivo. “Eu sou um cara extrovertido, e ao mesmo tempo muito introvertido, muito tímido. Se eu falar qualquer coisa de forma muito suave, eles vão reproduzir como se eu estivesse falando alto ou desabafando contra a Família Real… “Morrissey teve uma explosão”, quando na verdade tudo o que eu digo é de forma muito gentil, bem entendida. Então creio que o maior equívoco sobre mim é que eu seja um cara extrovertido o tempo todo. Não sou. E que eu sempre estou irritado e que sou um monstro. Isso não é verdade. Eu não sou um monstro. Não, não, não… Eu estou vivo, sou um ser humano e vejo o que acontece ao meu redor. Eu posso comentar, tenho meu ponto de vista e não tenho que aceitar automaticamente as coisas que acontecem, por exemplo, no mundo político, assim por diante”.

THE SMITHS

O seminal The Smiths, claro, entrou em pauta na entrevista que durou mais de meia hora. Primeiro, Morrissey comentou o fato de a banda, mesmo duas décadas depois, continuar exercendo tanta influência, ser tão respeitada, mesmo nunca tendo sido tão “midiática”. Ele disse que respeita o fato de muitas bandas e artistas ainda continuarem fazendo versões cover das músicas de sua ex-banda. “Eu nunca levei a mal se alguém faz uma cover de uma música, acho que é algo comovente mesmo quando a versão seja ruim, eu continuo achando legal que alguém estaria interessado em cantar. Algumas delas realmente me afetam emocionalmente. Mas eu acho extraordinário que todos os dias tenha alguém tocando uma canção dos Smiths, acho incrível. Até porque as rádios britânicas nunca tocaram Smiths e eles (a banda) provaram ser uma das mais influentes de todos os tempos, apesar de tudo, apesar de muitos obstáculos, eles nunca foram ajudados. Então é interessante o fato de você ter algo importante, especial ou significativo que ninguém pode pará-lo. Muitas versões são gravadas todos os dias, o que acho fantástico. Mas, mais uma vez, se eu lançar um single amanhã na Inglaterra, ninguém tocaria no rádio, o que é extraordinário. Até porque não teria essas batidas eletrônicas modernas e tolas de hoje em dia. Então, não importa o que aconteça, eu sempre parecerei estar contra a corrente, seja ela qual for”.

Morrissey também comentou sobre os constantes pedidos dos fãs e as notícias sobre uma possível reunião dos Smiths. De acordo com o cantor, não existe sentido em voltar com a banda. “Bom, isso persiste todo santo dia, todos os anos e constantemente as pessoas pedem para voltarmos com a banda. Mas as pessoas esquecem que não fui em quem separei os Smiths, então não sei por que as pessoas ficam me perguntando sobre uma reunião. Mas eu sempre digo ‘não’ porque nós somos pessoas totalmente diferentes agora, já se passou muito tempo e a verdade é que não nos conhecemos mais, não somos amigos. Então por que você estaria em uma banda com pessoas que você não conhece mais? (…) Toda vez que uma banda volta se torna uma notícia insana por duas semanas, depois é tipo ‘hummm’, e depois ‘tá, qual a próxima?’.

Para o cantor, todo esse papo de reuniões de bandas que se separaram são carregados por um sentimento “fake”. “É fake. Não me desce. Quando as bandas voltam, elas vão direto para os estádios e assinam grandes contratos de merchandising. Você nunca ouve que determinada banda está voltando na surdina, ensaiando por um ano no interior e saindo juntos. Eles sempre voltam só pelo dinheiro e pelos shows nos estádios. E isso não me cai bem. Quando você forma uma banda no começo você tem uma certa atitude, o mundo ainda não ouviu você e você quer que o mundo te ouça. Mas quando você está em uma situação em que todo mundo está esperando por você, não é a mesma coisa. Nunca vai ser a mesma coisa e você não é a mesma pessoa. Mas as pessoas têm na cabeça quando ouvem as músicas antigas que as pessoas que fizeram aquela música são as mesmas até hoje. E não são. Se você conhecer David Bowie e conversar com ele sobre o passado, ele não vai entender o ponto. Porque ele não é aquela pessoa de antes mais. Ele não está lá (no passado) e não sente aquelas coisas mais. Ele está vivendo o agora. Mas o ouvinte sempre acha que o artista permanece o mesmo e isso não é verdade”.

Mesmo com todo o papo de aposentadoria, Morrissey disse que espera retomar sua agenda em junho e voltar ao México não só para o show na capital, mas também por outras cidades do país.

Resta aguardar o que o futuro reserva para o maior britânico vivo.

* A entrevista na íntegra pode ser ouvida abaixo.


Então, que diferença isso faz? Gravação rara e antiga dos Smiths cai na net
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Lúcio Ribeiro

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* Popload responde: faz toda a diferença.

Vai dizer que, às vezes, o universo indie não conspira lindamente à favor? Ontem a Popload resolveu externar toda sua preocupação em torno do maior britânico vivo Morrissey, que, passando por problemas constantes de saúde, precisou cancelar mais de vinte shows de sua atual turnê, não vai remarcá-los e sabe Deus quando ele volta aos palcos.

Eis que um dia depois aparece uma notícia boa que tem relação com o famoso cantor. Não é ainda a notícia que a gente espera – Moz livre de todo o mal, amém – mas não deixa de ser de bom tom. Apareceu uma nova gravação de demos do seminal The Smiths, datada de 1983.

“The Pablo Cuckoo Tape” foi gravada em formato K7 durante uma session em Manchester, de acordo com o baterista Mike Joyce. No tracklist, 8 faixas, entre elas as clássicas “What Difference Does It Make?” e “Miserable Lie”.

Vamos ouvir essa relíquia. Vamos melhorar, Moz. Vamos reunir a banda, Johnny.

* “The Pablo Cuckoo Tape” tracklist
01. You’ve Got Everything Now
02. Accept Yourself
03. What Difference Does It Make?
04. Reel Around The Fountain
04. These Things Take Time
05. I Don’t Owe You Anything
06. Hand In Glove
07. Handsome Devil
08. Miserable Lie


Please please please não brinque com os nossos corações, Morrissey
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Lúcio Ribeiro

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Depois de ter retomado a turnê interrompida no ano passado, Morrissey, o maior britânico vivo segundo a Popload (e outras pesquisas/listas tão sérias quanto), acabou cancelando o resto dos shows programados até o fim de abril, 22 no total. E, ao que tudo indica, não deve voltar aos palcos em 2013.

Com a saúde bem debilitada, Morrissey não vai conseguir terminar o que seria uma de suas maiores turnês ever, essa com a perna pela América do Norte. A equipe do cantor publicou uma nota na qual explica que depois da úlcera hemorrágica e dos problemas no esôfago, o cantor agora foi diagnosticado com pneumonia dupla.

As datas, ainda segundo a mesma nota, não serão remarcadas. O importante site dedicado a ele, True To You, postou um recado que teria sido enviado pelo próprio cantor.

Mesmo assim, no último mês, Morrissey conseguiu causar (senão não seria ele, vamos combinar). Entrou em uma briguinha pública com o apresentador Jimmy Kimmel ao cancelar, na última hora, a sua participação no programa, ao saber que o “elenco” do reality-show Duck Dynasty (sobre uma família excêntrica e barbuda americana, que fabrica ferramentas para caça) participaria. Lembrando que, estamos falando de um gentleman também excêntrico, que quase cancelou um show por causa do cheiro de churrasco que vinha do camarim e que aqui no Brasil, em março do ano passado, se recusou a comer em um restaurante de estrada porque o logo do mesmo era um frango. Claro que no dia da apresentação, Morrissey não só recebeu uma indireta do apresentador, como o elenco do Duck Dynasty fez um quadro onde caçavam… vegetais.

O líder dos Smiths fez dois shows lotados em Los Angeles no começo deste mês. No segundo, marcado com apenas um dia de antecedência em um auditório escolar relativamente pequeno, os ingressos se esgotaram em minutos (dizem, em UM minuto). Na ocasião, todas as resenhas enfatizaram como o nosso Sinatra indie estava “forte como nunca”, “bem humorado” e aparentando boa saúde. Uma pena.

A Popload puxa preces pelo herói indie e espera que tudo volte ao normal em breve. No vídeo abaixo, Moz se apresenta na Hollywood High School de Los Angeles, em 2 de março passado. Esta que vem a ser, por agora, uma das “últimas” apresentações do dândi. Comovente a molecada tentando tocar a mão em seu Deus. E a cena com a criança vestindo uma camisa dos Smiths subindo ao palco e recebendo o carinho do cantor é de partir o coração.

Volta logo, Moz.

Tags : Morrissey


Morrissey e o futebol
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Lúcio Ribeiro

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* Haha. Não vamos fazer hoje virar o “Dia Morrissey” na Popload, mas já que começamos a falar do cara, toma outra.

* Nessa história de ele aparecer no Letterman e recomeçar hoje uma turnê gigante nos EUA, na verdade uma continuação da do ano passado, me deparei com uma entrevista do ex-líder dos Smiths para o blog da… ESPN, o canal de TV e revista de esportes, muito voltado ao futebol americano e ao basquete. Enfim.

A ESPN na internet tem uma seção chamada Sounds, onde eles procuram aproximar alguém da música em alguma relação esportiva. E, desta vez, lá está o nosso Morrissey, em publicação de hoje. Falando de “soccer”.

A imagem que ilustra a página é de Moz usando num show a camisa do West Ham, time pequeno de Londres. Morrissey diz na conversa que era uma pessoa “bastante atlética” quando jovem e que jogava futebol “acidentalmente”. E que via os dramas que envolvem torcedores e o esporte em si com o “olhar de um poeta”.

A revista até arrisca numa comparação bizarra que a habilidade de Morrissey com as palavras é parecida com a que Pelé usava com os pés para rasgar as defesas adversárias. Até que tem a ver, na verdade. Haha.

A ESPN lembrou discos e músicas em que Morrissey citou boxe e automobilismo. Mas elencou referências ao futebol, como “Frankly Mr. Shankly”, dos Smiths, faz menção ao lendário técnico Bill Shankly, do Liverpool. E que “Roy’s Keen”, single solo de 1997, é uma brincadeira com o nome de Roy Keane, irlandês ex-craque do Manchester United que um dia fez um gol no… Esquece isso.

Morrissey disse que ainda acompanha futebol inglês, porém de um modo preguiçoso. E lembrou uma história engraçada. “Uma vez conheci um assistente do técnico do Millwall [outro time pequeno do sul de Londres, rival do West Ham]. É claro que a próxima coisa que eu li na imprensa inglesa foi que eu tinha comprado o clube.”

Eu me lembro de ter lido essa história, haha.

Morrissey batendo uma bolinha num parque inglês

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Morrissey é o meu nome do meio
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Lúcio Ribeiro

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* Prazer.

Não terminou nem a primeira quinzena do ano e o pop está bombando, recheado com músicas novas. Ontem, dia em que David Bowie “voltou”, outra lenda da música apareceu com som inédito.

Maior britânico vivo, Morrissey visitou o programa de David Letterman na noite de ontem para divulgar as datas de sua huuuuge tour pela América do Norte, que começa hoje em Greenvale, passa pelo Brooklyn no final de semana e vai terminar só com um show no México em meados de março. Nesse meio tempo, Moz fará quase 40 shows em terras norte-americanas, incluindo o aguardado show com a Patti Smith, em Los Angeles, dia 1º de março.

Para bombar essa tour imperdível, Morrissey mostrou ontem a inédita e boa “Action Is My Middle Name”.


Metric põe a mão no Blondie e no Morrissey
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Lúcio Ribeiro

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Parece que a banda canadense Metric pegou gosto pela nostalgia em 2012. Mesmo tendo lançado no meio do ano o bom álbum “Synthetica”, o grupo da loirinha Emily Haines andou sendo notícia neste ano por algumas versões covers de músicas antigas.

Faz um tempinho, eles tocaram “Always On My Mind”, clássico de Brenda Lee/Willie Nelson/Elvis Presley, para a bacanuda rádio Triple J da Austrália.

Agora, o grupo aparece em dois programas especiais do canal VH1 fazendo performances de dois clássicos do rock. No especial “Divas Live”, o Metric mandou o hit “Heart Of Glass”, do Blondie. Já na série “You Oughta Know”, os canadenses fizeram uma versão acústica de “Why Don’t You Find Out For Yourself”, do deus Morrissey, que pode ser conferida abaixo.