Blog POPLOAD

The Cure e a área Vip. Lolla Brasil x Lolla Chile. E umas perguntas sobre como você vê os shows e festivais no Brasil

>>

* The Cure no Anhembi
Eu até entendo a existência da área VIP como modelo de negócios, fonte de renda importante para o produtor que briga com 1 milhão de fatores, tipo impostos, a “questão” da meia entrada etc. para fazer um show acontecer num país arenoso como o Brasil. Mas ela realmente precisa ser do tamanho do que tem sido na maioria dos eventos e tomar toda a frente do palco, jogando o fã “comum” da banda, muitas vezes o “verdadeiro fã”, láááá para trás, longe do artista? Não pode ser de lado, ou montada sob uma plataforma, ainda em um lugar “privilegiado” para quem se dispõe a pagar mais e ter acessos mais tranquilos a banheiros, bebidas e a entrada/saída do lugar?

Pois bem, vi o show do Cure de uma dessas áreas vip, sábado passado. Era enorme. Logo que cheguei, fiquei lá atrás, perto da “divisa”, da “fronteira”. Galera na parte “normal” fazia maior festa, cantava, batia palmas, esperando a entrada da banda ao palco. Ali, o show já tinha começado.

A contrapartida disso, a “maligna” área VIP, também virou notícia. Muita gente ontem e hoje nas redes sociais reclamavam do falatório, das conversas paralelas do povo “VIP” enquanto o Cure tocava lá em cima do palco. Nada contra ninguém conversar em um ambiente assim, mas pera lá. Mudei de lugar umas três vezes por causa do blablablá incessante de gente a minha frente, ao lado… O assunto “conversas vip” ganharam destaque hoje até na “Veja” na internet.

Daí hoje de manhã, procurando vídeos para um post neste blog, achei um de “A Forest”, a música que eu procurava. O primeiro que eu encontrei, esse abaixo, era de alguém na pista “normal” (adoro essas aspas). Olha a distância de onde o “fã comum” do Cure enxergava o palco. E ouça os berros que vinham ao redor de quem filmava a música. A energia “banda-seu público” tinha um obstáculo, um “vazio” grande no meio. Esse vazio, essa vala, era a área VIP.

PS: uma outra coisa engraçada que eu sempre noto nessas ocasiões e que no Anhembi sábado estava particularmente irritante, porque passei a prestar muita atenção nisso: eu sei que não é novidade, mas onde eu estava tinha muita gente desinteressada, ou pouco interessada, no show em si. Tinha dois caras na minha frente que quase todo começo de música soltavam um “U-hu. Adoro esta”, começando a dançar e tal. No SEGUNDO SEGUINTE, já estavam no papo solto nem olhando direito para o palco, nem aí mais com a música que diziam adorar. Se eu quisesse abdicar do show, ficaria filmando toda essa movimentação. Ia dar um interessante material de estudo.

Veja o vídeo de “A Forest”, captada da “pista comum”. Precisa ser assim?


***********

* Lollapalooza Brasil x Lollapalooza Chile
Ainda no tema acima, mas voltando ao assunto Lollapalooza, acompanhamos o movimento dos brasileiros que foram a Santiago no fim de semana, para a versão chilena do festival. Desde sexta-feira os comentários eram todos elogiosos. Primeiramente em relação à cidade, claro, que como qualquer grande cidade em época de festivais fica mais alegre e tem mais atrações para os milhares de turistas que estão lá de bobeira enquanto a festa mesmo não começa.

No início, parecia só deslumbramento de viagem, aquele oba-oba de quem está na curtição e nada ou pouco vai ser capaz de te aborrecer. Mas, quando o festival começou e depois, já na madrugada de segunda, quando o último show havia acabado, a discussão foi ficando mais séria. Vários fãs colocaram em suas páginas de Twitter e Facebook comparações entre a versão brasileira e chilena do Lolla. Em todas elas, a do Chile, mesmo que através das experiências de poucos brasileiros por lá, “saiu ganhando” no “trato ao público”.
(Sempre levando em conta que lá o público total divulgado foi de 138 mil pessoas. E, aqui, 164 mil. No montante, a diferença de “manobra” nem foi tanto assim.)

No ano passado, chegamos a falar sobre o perrengue que foi para aqueles que gostariam de ver os shows até o final e do quanto era difícil ser um “festival goer” no Brasil. Também fizemos um post, em novembro, sobre a zica dos shows no Brasil (e olha que o Planeta Terra nem havia entrado nessa onda “vai rolar/não vai rolar” e o Sonar ia muito bem, obrigado) e também colhemos a opinião do público no próprio Lolla 2012.

Sentimos menos esses problemas na edicão 2013 do Lolla Brasil, mas algumas questões continuaram mal resolvidas, como as filas na entrada e para os banheiros, os táxis escolhendo corridas no final e o metrô lotado, dando apenas 15 minutos a mais de seu horário normal para quem saia correndo do Jockey para pegá-lo, depois do show final.

Segundo o site Scream & Yell, do brother Marcelo Costa, que fez o favor de compilar esses relatos todos, o Lolla-Chile levou a melhor por estes motivos abaixo:

- filas controladas para banheiros, comida e principalmente entrada. Galera chegava e saía muito rápido, fosse a hora que fosse. Pegar bebida e comida não apresentava grandes problemas.
- Vários pontos de retirada de ingressos pela cidade. No Brasil, quem comprou ingressos online (e deixou para retirar na última hora) levou 2h para conseguir entrar no Jockey.
- Metrôs e ônibus rodaram por 1h a mais depois do término do festival.

Tirando a logística mais “caprichada” na hora de cuidar do público, lá em Santiago o clima de festival estava propício para:
- Eddie Vedder, do Pearl Jam, aparecer para dar uma forcinha no show do Queens of the Stone Age. Não que eles precisassem, porque quis mesmo.
- Perry Farrell estar mais “presente” lá do que cá. Aparecia nos palcos, fez participações especiais, transitava geral. Talvez porque depois da polêmica do ano passado (quando ele foi mal interpretado em uma entrevista dizendo que “o país não tinha cultura” — querendo dizer cultura de música nas escolas), e após ter sido metralhado pelos fãs brasileiros, tenha decidido ficar mais “na dele”.
- A apresentação surpresa da banda Chevy Metal, do baterista do Foo Fighters, no palco do… Kidspalooza! Com participação dele, sim, Perry Farrell.
- Para deixar a gente com ainda mais inveja, Josh Homme imitou o Eddie Vedder e apareceu no palco do amigo, acompanhado de Perry Farrell. *HUMPFT* (vale lembrar que as duas bandas tocaram no mesmo dia, ao contrário do que aconteceu no Brasil)
- Sem contar que, já falamos aqui tambem, Homme e Vedder deram ingressos para a galera em frente ao hotel.

O Lollapalooza virou o grande festival brasileiro anual (o doido Rock in Rio não conta) e o Jockey é um lugar bem posicionado e bacana para eventos, embora os cavalos reclamem do cheiro de hipsters no lugar. Melhorando essas questões que nos fizeram “perder” para os chilenos, vai ficar lindo.


***********

* Enquete Popload: Qual o seu relacionamento com festivais no Brasil?

Fiz essa convocação ontem à noite, para uma pesquisa rápida e indolor através de um questionário básico, e foi uma avalanche de cooperação. Então, para quem ainda não respondeu, perca esse tempinho falando como você vê os festivais e os shows no Brasil, o que faz você NÃO ir a um evento de música, quantos shows você vê mensalmente, essas coisas.

O questionário está aqui: https://www.surveymonkey.com/s/festivaisnobrasil

Não deixa de ser uma instrumentação útil para você. E, da parte que nos toca, o Popload Gig agradece. ♥

>>

Compartilhe:

Mais Lollapalooza: alguns shows completos, tipo Queens of the Stone Age, The Hives e Black Keys

>>

Já estão dando sopa por aí algumas gravações de shows completos do Lollapalooza. O festival, que foi transmitido via web e TV pelas mãos do canal Multishow, teve aquele momento de tensão aos 45 do segundo tempo com a proibição por parte do Pearl Jam, que não deixou seu show cheio de hits ser mostrado. Conseguiram fazer um acordo depois da polêmica toda e o Multishow vai exibir o show na íntegra, no próximo sábado (6 de abril), às 21h30. Única faixa horária, sem reprises.

Os outros shows lindos rolaram beleza. Quem foi pode acompanhar melhor agora, no conforto do computador. Alguns com som melhor do que foi experimentado lá ao vivo, principalmente o Black Keys.

Enfim, tudo aqui. Queens of the Stone Age, Two Door Cinema Club, Hives, Killers, Planet Hemp, até o Deadmau5 entre outros… Tem para todo mundo.

* QOTSA

* THE HIVES

* THE KILLERS

* OF MONSTERS AND MEN

* TWO DOOR CINEMA CLUB

* PLANET HEMP

* DEADMAU5

>>

* BLACK KEYS

* Foto: Fabrício Vianna

>>

Compartilhe:

Ainda o Lollapalooza: a galera

>>

* Achei injusto os cavalos reclamarem do cheiro de hipsters no Jockey, durante o Lollapalooza Brasil 2013. Não tinha só hipsters no megaevento que mobilizou as atenções musicais neste final de semana de Páscoa. Tinha pessoas normais também. Tinha até unicórnios…
A gente separou um monte de imagens de galera feito pelo bamba Fabrício Vianna, o repórter-fotográfico exclusivo da Popload, um dos poucos a ser escalado para fotografar o show restritivo do Pearl Jam.

>>

Compartilhe:

Lollapalooza Brasil, sábado – O dia em que Josh Homme e Mike Patton estiveram diante de nós, amém! E aumenta a p***a do som, Black Keys!

>>

* Lollapalooza Dia 2. Uma das primeiras coisas que as pessoas precisam entender em um festival (e na vida em geral, né?) é que é impossível agradar a todo mundo. Não entendo a indignação de alguns quando você fala que gostou do show x e não gostou do show y sendo que a experiência é pessoal e intransferível. E que o fato de uma pessoa não ter gostado do show da “sua banda” (porque tem pessoas que têm banda, tem pessoas que são “donos” de banda…) não significa que tal show tenha sido ruim. Talvez seja só uma questão de: lugar, de distância, de disposição, de companhia até ou simplesmente… de gosto.

Digo isso depois de ler no Twitter as mensagens ~revoltz~ de gente que amou o show do Black Keys, de gente que odiou o Black Keys, de gente que não “entende” como alguém tenha gostado/odiado do show do Black Keys (e isso vale para o show do Flaming Lips do primeiro dia de festival). CALMA CARA. É só um show. É só uma opinião diferente da sua. E claro que o fato de todo mundo ter visto o mesmo show (ali na vibe do festival ou do conforto anódino do seu sofá), não faz com que todo mundo tenha a mesma opinião. Ainda bem.

Isto dito, acho bom deixar claro que: as opiniões emitidas neste blog não correspondem, necessariamente thankgodzz, ao ponto de vista geral da nação. Ou ao seu, né. E isso não quer dizer quzzzzzzzzzzzz…

Abaixo, considerações sobre o incrível segundo dia do Lolla Brasilzão 2013, segundo a nossa pessoa enquanto blog, particularmente falando.
E não gostou pega nóiz ;o)


* ROLOU

- A areia fofa cobrindo a lama do dia anterior. O dia lindo ajudou, claro.

- Como vem acontecendo já há algum tempo mas a gente gosta de repetir, o público de festivais no Brasil está cada vez mais novo/jovem. A faixa etária ontem, assim como no primeiro dia, era de 18 anos no máximo. Se você entende que já não é necessariamente mais o público alvo desse ou daquele festival, fica mais fácil entender por que o show do Killers era o mais “aguardado” na sexta-feira, ou por que a tenda de DJs fica sempre lotada, ou até mesmo por que tem gente brincando na roda gigante e tirando foto de um óculos promocional gigante (!) enquanto o Queens of the Stone Age faz o melhor show do festival, mesmo não sendo o melhor show do Queens of The Stone Age. Simples assim.

- Two Door Cinema Club: partindo do princípio acima, a banda mostrou a que veio e para quem veio. Os adolescentes que chegaram cedo, energia e pique ainda no talo e um setlist coerente para aquele público naquele horário. A banda não é consenso dentro da Popload, mas… que show lindo.

- Alabama Shakes e Tomahawk, nova e velha geração brilhando no segundo dia do Lolla, foi outro exemplo forte de amo/odeio/sou. O primeiro, de indie-soul maneiro, fez um show “lindo, mas não para festival” para alguns, “um show mais ou menos, perfeito para festival”. Uma apresentação “pau mole”, ouvimos falar de detratores. Ficou no “average”. Mike Patton e seu “projeto solo número 9″ fez o show “cabeçudo” que os “cabeçudos” adoram. Então tudo certo. Ou tudo errado. E segue a vida.

- A Perfect Circle, tocando pela primeira vez no Brasil, estava numa posição esquisita no lineup. Enquanto o vocalista Maynard James Keenan nunca trouxe sua banda “principal”, o Tool, para o país, fãs aguardavam que ele viesse de qualquer forma, mesmo que com o APC, frequentemente chamado de side-project. Tendo a quase impossível missão de tocar após o QOTSA (e com um show mais comprido), foram recepcionados por fãs que esperaram “a vida toda” para ver o APC, guardando lugar na grade por boa parte do dia, e pelos fãs casuais que conseguiram um lugar perto do palco com facilidade. O show começou lento, e ficou lento – tocar uma cover de “Imagine”, do John Lennon, logo na segunda música de um set de festival não é idéia muito boa. Mesmo que quase todas as faixas tocadas ao vivo sejam reverenciadas por quem segue a banda, muitas eram lentas demais para fazer o show decolar mesmo aos olhos de fãs ardorosos. Felizmente, numa última esticada de quatro faixas que foi desde “Rose” até “The Outsider”, conseguiram terminar o show com alguma presença. Parece que o Maynard faz de propósito e deve estar rindo por dentro.

- Franz Ferdinand: Franz está para o indie brasileiro assim como o Iron Maiden está para o metaleiro local. Pode vir quantas vezes quiser e vai lotar, vai dar certo, vai animar, todo mundo vai gostar, pularão quando tocar “Take Me Out”. É sempre diversão garantida, e isso conta pontos sim a festivais como esse. Tocando ao mesmo tempo que o Alabama Shakes, os escoceses dominaram a plateia do começo ao fim. Até mesmo durante as músicas novas, que a maior parte dos fãs já sabiam até cantar.

- E daí chegou o Josh Homme já com uma sequência matadora. Alguém disse no twitter que a banda é um caso raro de “Os meninos gostam e as mina pira” ( https://twitter.com/flaviadurante/status/318123598730629121 ). Foi bem o que eu vi de onde estava: de um lado, uma roda de pogo (semi-organizada, com líder e tudo) nervosa. Do outro, patricinhas e universitários unidos cantando (e filmando e se auto-fotografando) todas as músicas. A expectativa para o show do QOTSA estava altíssima, e maior ainda para quem já tinha visto em 2010, e esperava um show diferente, menos “greatest hits”. Daquela vez, no SWU, tocaram o básico, sem arriscar. Agora, 3 anos depois, com baterista novo, disco novo pronto, era de se esperar um show bem diferente. Porém, foi bem parecido, até demais em alguns pontos. “Surpreenderam” com a nova “My God Is the Sun”, a única que decidiram relevar do novo disco, “Like Clockwork”, muito bem recebida. A rara (e épica/progressiva) “Better Living through Chemistry” veio para acalmar os fãs que viram a banda em 2010 e esperavam algo mais incomum. Deu certo também. O baterista John Theodore, ex-The Mars Volta, tocando com o QOTSA pela primeira vez ao vivo, segurou uma onda não tão fácil. Não deixando nada a desejar em relação aos seus antecessores, ainda superou-os com alguns “fills” de bateria em Monsters In The Parasol e Little Sister, surpreendendo aparentemente até o Josh Homme. Resumindo: um show excelente. Resumindo o resumo: Josh Homme é Deus.

- Um dos shows mais aguardados do Lolla, o Black Keys sofreu com o som baixo, pelo menos do lado direito do palco, onde eu estava. Dava para ouvir claramente o que todo mundo falava ao meu lado: de análises profundas e comparações entre Patrick Carney e Meg White (como existe ~sommelier~ de bateria neste mundo, não?) a gente achando o Dan Auerbach a cara do Tim Roth depois de uma briga (essa eu gostei). Mas ouvir a guitarra mesmo… só com muito esforço. O problema na caixa desse lado do palco ficava claro quando a guitarra aparecia e sumia na mesma música! Conseguiram empolgar em diversos momentos, mas havia uma distância besta entre a banda e o público. A galera do sofá deve ter se divertido mais nessa.

* NÃO ROLOU

- O minichurros que a gente tanto falou na sexta e que resolveu experimentar no sábado custava… 8 reais? Seriously?

- E por que as tais “pillas” não podem ser usadas durante os três dias de festival, evitando filas?

- Alguém ainda precisa inventar uma pista inteira só de banheiros químicos femininos. A mulherada passa um show inteiro na fila. A tarefa também não é fácil para a ala masculina.

- Foi um dia sem pontos-baixos, um belo dia de festival. Teve para todo mundo: o hip-hop do NAS estava lotado, Criolo, bem no intervalo entre QOSA e Black Keys lotado e ecoando pelo Jockey todo, tenda do Alabama Shakes entupida de gente… Gostei de ver.


************* FOTOS


************* VÍDEOS


*********

* Cobertura Popload: Alisson Guimarães (base), Ana Carolina Monteiro, Fabríco Vianna (fotos), Fernando Scoczynski Filho, Lúcio Ribeiro

>>

Compartilhe:

Lollapalooza Brasil, sexta – O dia em que o Flaming Lips… Em que o Flaming Lips… O Flaming Lips…

A doidinha Alice Glass, do Crystal Castles, largada no público durante apresentação no palco Alternativo

* Rapidinho, Brasil. Porque o segundo dia está aí. Começou o mega Lolla. E o que a gente achou de tudo foi mais ou menos assim:
Dia relativamente fraco, sem grandes lembranças ou shows inesquecíveis, mas mesmo assim, agradável. Programação focada no publico adolescente que está entre o eletrônico e o rock-coxinha. Mal sabia a produção que o Flaming Lips desencanaria da fofurice de pelúcia e apareceria numa bad trip esquisita. Deve ter assustado o público do Killers, mas isso não é necessariamente um problema, não. Esse também é o lado bom dos festivais. Não?

* ROLOU

- show do Of Monsters and Men, com fofurice de banda & fãs ignorando a chuva. Com apenas um CD e músicas muito parecidas (com invariáveis “HEY!”, novo grito folk obrigatório), o show tinha tudo para ficar cansativo, mas a simpatia islandesa e o número impressionante de teens emocionados ao meu lado foi deixando o show cada vez mais bonito de ver. Quando tocaram a música mais esperada, “Little Talks”, já era deles esse primeiro dia de festival. Sobrou tempo para uma versão folk-fofa (!) de “Skeletons”, do Yeah Yeah Yeahs (!!). Menção honrosa à superintegrante que segurou o show no acordeón, trompete, percussão, palminhas, Hey-zinhos e no backing vocal

- O sofrimento do Temper Trap é às vezes irritante, mas a simpatia da banda ajudou. O vocalista Dougy Mandagi exagera nos falsetes e na cara de sofredor. Você quase fica com pena dele e tem vontade de abraçar e dizer “Calma, é só uma música, só um show”. Mas, ganhou pontos quando, depois de alguns problemas no som e com a plateia distraída no meio de tanto melodrama técnico e musical, voltou aos hits e à pista cheia. Simpático, o cantor chegou a pedir desculpas várias vezes pelos problemas no início do show. Encerrou com a linda “Sweet Disposition”. Todo falsete foi perdoado.

- A faixa lateral que serve para as pessoas irem e virem sem tumulto, sem lama e sem estrume

- Pipoca quentinha sendo vendida no meio da multidão. E minichurros! \o/

- A pontualidade absurda, transformando indies em maratonistas, percorrendo o 1,5 km (é isso mesmo?) que separa um palco principal do outro, em segundos.

- O hoje “too much” Killers começando seu incrível show com a maravilhosa “Mr. Brightside” foi emocionante.

- Que banda linda é o Passion Pit. Que show gostoso. Pena que o som do “Palco Alternativo” jogou contra.

- Mas o melhor show mesmo do Lollapalooza ontem não foi no Jockey. Foi no Cine Joia. A banda inglesa Hot Chip chapou a casa que o “New York Times” gosta com um das apresentações mais incríveis do lugar.

- Que bom que o Flaming Lips mudou o show previsível, com bichinhos e bolha de wayne-coyne… Quem estava cansado do show-fofura, teve o que pediu. Viagem psicodélica do começo ao fim, quase que uma bad trip sem volta.

Wayne Coyne, o regente da psicodelia indie do Flaming Lips, finalmente mostrou um novo show de sua graaaaaande banda. Mas foi esquisito


* NÃO ROLOU

- Que triste que o Flaming Lips mudou o show previsível, arrancou os bichinhos de pelúcia e apareceu com flashes de vagina no telão e um bebê saído do American Horror Story… Quem estava cansado do show-fofura deve ter levado um susto. Apesar do show bonito e esforçado, as boas músicas novas se arrastaram modorrentas ao vivo e ficaram monótonas. A performance do bebê cansou logo na segunda música e a viagem de Coyne imaginando um avião caindo na plateia enquanto o show rolava não caiu bem. Ao público do Killers, só restava sentar na lama e desacreditar.

- Som baixo. Ou já estou surdo no primeiro dia de festival??

- Problemas técnicos atrapalharam a apresentação do Temper Trap. A primeira música chegou a ser interrompida, deixando o dramático vocalista Dougy Mandagi, que já tem cara de tristinho, ainda mais #chatiado.

- Cake exagerou nas piadinhas com o público e fez um show parado, só acordando a plateia nos hits.

- Relatos de amigos e no twitter indicam que quem comprou o ingresso pela internet chegou a pegar TRÊS HORAS de fila para entrar no Jockey. Outros relatos também afirmam que pessoas vendiam lugares na fila por cem reais.

- A Popload conseguiu perder o Deadmau5. Droga.

************* FOTOS

Galera em pleno agito no primeiro dia do Lollapalooza Brasil, que teve 52 mil pessoas e um unicórnio presentes, segundo a organização

Show “tranquilo” do Flaming Lips, mostrando Wayne Coyne, vagina louca, bebê esquisito. Cadê os ursinhos?

Desafiando ordens médicas, o Passion Pit fez grande show com pequeno volume de som no Lolla Dia 1

John McCrea, da veterana Cake, trouxe um pouquinho do clima vespertino da Califórnia para a urbe paulistana. Rolou médio, mas rolou

O lindo Péricles no agito do cada vez melhor show do Boss in Drama, prata da casa

O povo no Lollapalooza: até duas horas para trocar ingresso, lama, filas para o banheiro e complicações no metrô, na volta. Festival no Brasil

A banda paulistana Holger tocando seu impecável show Beto Barbosa meets Pavement no Lolla. Cada vez melhor

A esporração garageira do Tokyo Savannah, a atual banda mais energética da cena SP

Wayne Coyne tarra ca nenê no colo e…


************* VÍDEOS

*********

* Cobertura Popload: Alisson Guimarães (base), Ana Carolina Monteiro, Fabríco Vianna (fotos), Fernando Scoczynski Filho, Lúcio Ribeiro

>>

Compartilhe:

Lollapalooza busca consolidação no Brasil com sua segunda edição. Popload indica cinco shows imperdíveis

>>

De hoje até domingo, são esperadas cerca de 180 mil pessoas para acompanhar os 80 shows que contarão a história do tradicional, importante e imponente Lollapalooza Festival, que acontece no Brasil pela segunda vez. A primeira, realizada ano passado, ficou especialmente conhecida como o “Lolla do Foo Fighters”.

A primeira novidade da edição 2013 está em sua duração. Atendendo aos inúmeros pedidos, Perry Farrell e seu braço de apoio brasileiro, a GEO Eventos, resolveram aumentar a programação do festival em mais um dia, como acontece no evento matriz, em Chicago.

Com um leque de shows interessantes maior que o do ano passado, o Lollapalooza não deve se concentrar em algumas poucas bandas no line up. Está difícil saber o que assistir, já que muitas das atrações boas farão apresentações ao mesmo tempo, cada uma no seu palco.

Os palcos Cidade Jardim e Butantã distanciam 1,2 km um do outro. Acompanhar os shows é uma verdadeira maratona. Por isso, é bom seguir as recomendações de alimentação e beber bastante líquido, pois não é fácil encarar 72 horas de show com o pique lá em cima.

Os suntuosos números do festival indicam que o evento gera quase 20 mil empregos, direta ou indiretamente. Outro dado interessante é que estarão estocados no Jockey Club mais de 200 mil litros de chope. Para organizar o acesso do público serão gastos 2,5 km de grades. É mole?

O Lollapalooza Brasil deste ano puxa como headliners as bandas The Killers, Black Keys e Pearl Jam. Com menção honrosa ao Queens of the Stone Age. Em um sacrifício enorme, a Popload destaca cinco grupos que são sérios candidatos à “melhor show” do festival, deixando claro que o Black Keys é um nome muito óbvio e o adorado Pearl Jam não conta.

Para a Popload, é bom ficar de olho no…

A banda do louquinho (de verdade) Michael Angelakos lançou em 2012 o ótimo disco “Gossamer”. Mês passado, fez show incrível e histórico para 20 mil pessoas no gigante Madison Square Garden, em Nova York. O Passion Pit toca hoje, sexta-feira, às 20h (palco Alternativo).

*****

O discão “Holy Fire”, o terceiro de estúdio do Foals, não para de tocar na Popload. Um dos melhores do ano até agora, que já rendeu ao grupo britânico o prêmio de melhor música no NME Awards por “Inhaler”, o álbum pauta o novo show do Foals, grupo que está escalado para o Lolla, Coachella, Bonnaroo, Reading… O Foals toca no domingo, às 15h15 (palco Butantã).

*****

Você já deve ter visto a session deles para a Popload. Se não viu, veja agora. Na época, a gente avisou que o Brasil já tem seu Jack White. Ele tem 15 anos de idade e é incrível. O nome do menino: Erick Endres. É de Porto Alegre e os gaúchos com razão já o consideram um guitar hero. Erick tem uma banda, a Dis Moi, com uma amiguinha chamada Bela. Bela é amiguinha mesmo. Tem 13 anos! A Dis Moi toca domingo, às 17h15 (palco Kidzapalooza)

*****

Em junho chega aos nossos ouvidos “…Like Clockwork”, o aguardado novo disco do Queens of the Stone Age, liderado pelo semi-Deus Josh Homme, um dos caras mais ponta firme da música atual. A expectativa é que a banda toque algum som inédito que estará nesse disco especial, que vai contar com participações de Elton John, Alex Turner, Dave Grohl, Mark Lanegan e Nick Oliveri. Entre outros. É no show do Lolla BR que o QOTSA deve estrear seu novo baterista, Joh Theodore, ex-Mars Volta. O QOTSA se apresenta no sábado, às 18h45 (palco Cidade Jardim)

*****

A trupe do gênio Wayne Coyne costuma sempre ganhar os simbólicos títulos de “melhor show do festival X”. Não só pela música boa, o show do Flaming Lips é entretenimento puro do início ao fim. Não dá para perder. Ainda mais agora, com esse novo show, recém mostrado no South by Southwest. O grupo solta “The Terror”, o novo disco, dia 1º de abril. O Flaming Lips toca na sexta, 18h30 (palco Cidade Jardim.

*****

* Para mais informações e dúvidas frequentes, acesse o site oficial do Lollapalooza, clicando aqui.

Compartilhe:

Uma boa e uma má notícia sobre o Passion Pit no Brasil

>>

Como assim o grupo indie americano Passion Pit, atração boa do Lollapalooza Brasil, não vai fazer “show solo” na época do grande festival? Vai sim. Só que…

A banda do singular Michael Angelakos, aquele que tem sérios problemas de bipolaridade e depressão, que recentemente foi aconselhado por médicos a deixar de excursionar (ou excursionar menos), para evitar crises mentais na estrada, lançou ano passado “Gossamer”, seu segundo e ótimo disco, vai fazer sim um show off-Lolla, mas em uma festa fechada da revista Billboard, no Hotel Unique.

Antes programado para ser um dos side shows do festival, a apresentação do Passion Pit agora será dia 28 de março e é parte da Billboard Party Lollapalooza Edition. Quem comprou ingresso antes desse remanejamento está dentro da festança e foi comunicado por email com todas as instruções. Que não comprou antes, agora não pode comprar mais. A não ser que consiga através de promoções, já que para ver o Angelakos bem de perto virou privilégio para convidados.

Compartilhe:

Killers x dubstep. QOTSA x rap. Franz Ferdinand x Alabama Shakes. Os embates e horários dos shows do Lollapalooza

>>

Festival grande é “legal” porque, num primeiro momento, você vê a escalação e se deleita com taaaaanta atração para ver tocar. Depois, vêm os horários dos shows e…

As dores de cabeça para quem vai ao Lollapalooza Brasil – dias 29, 30 e 31 de março no Jockey Club de São Paulo – começam oficialmente hoje, já que o big festival do Perry Farrell soltou as informações relacionadas aos horários dos shows, espalhados por quatro palcos.

Na sexta-feira, por exemplo, o veterano Cake e o sempre bom Crystal Castles dividem as atenções na faixa das 17h15. Mais tarde, às 20h, Deadmau5 e Passion Pit fazem o seu duelo. Em outro embate da noite, o pop-rock-baba do Killers, headline, enfrenta o dubstep do Knife Party, duo formado por Rob Swire e Gareth McGrillen, integrantes do Pendulum.

Já no sábado, 30 de março, “os hipsters chora”. Enquanto o veterano indie Franz Ferdinand sobe ao palco Butantã, o Alabama Shakes inicia no mesmo horário (17h30) sua apresentação no palco Alternativo. Ainda tem uma disputa casca-grossa entre NAS e Queens Of The Stone Age.

No domingo, a disputa se resume especialmente ao impasse triplo entre Major Lazer x Hot Chip x Planet Hemp. A grade completa de horários pode ser conferida aqui.

Tudo ok para você?

Compartilhe:

Os shows “à parte” do Lollapalooza Brasil. Hot Chip toca na República. Two Door Cinema Club repete show no Circo Voador

>>

* O megafestival Lollapalooza Brasil, que acontece nos dias 29, 30 e 31 de março de 2013 “puxado” por Pearl Jam, Black Keys e Queens of the Stone Age, anunciou nesta madrugada seus “side shows” em São Paulo e Rio, conforme a Popload havia revelado. As famosas Lolla Parties, apresentações “mais íntimas” de bandas do evento em lugares fechados, acontecem no Grand Metrópole (casa nova paulistana na República, que começou sendo chamada de Cine Metrópole) e Circo Voador (tradicional reduto de shows bons na Lapa, Rio).

São Paulo: As atrações a se apresentarem fora do festival, na capital paulista, serão Passion Pit (dia 28), Hot Chip (29, foto acima), Of Monsters and Men (30) e Alabama Shakes (31). Tirando o Passion Pit, todo o resto coincide com os dias do festival no Jockey. Os shows acontecerão de 28 a 31 de março. Os ingressos (R$ 150 a inteira) começam a ser vendidos na próxima segunda-feira, dia 10, através do site www.showcard.com.br (com taxa de conveniência) e na Bilheteria Oficial do Jockey Club de São Paulo (sem taxa de conveniência).

Rio de Janeiro: No Circo Voador tocam Hot Chip (dia 28), Two Door Cinema Club (29) e Passion Pit (30), O Alabama Shakes se apresentam no Rio dia 1º de abril. Os ingressos começam a ser vendidos também na segunda-feira e custam R$ 140 a inteira. Nas bilheterias do Circo ou no Ingresso.com

* O Two Door Cinema Club se apresenta pela segunda vez no Rio de Janeiro. A banda irlandesa segue sem tocar em São Paulo. O Alabama Shakes e o Of Monsters and Men tocam pela primeira vez no Brasil.

>>

Compartilhe:

Extra! O Melhor do Twitter: #Lolla900 Edition

>>

* Edição extraordinária! É o Lollapalooza deixando os indies “TENÇOS”. E matando de susto. E arrancando muitas opiniões. Separando os que gostaram dos haters. Botando eles para reclamarem de quem não está na lista. De quem está. De quem já veio e de quem nunca veio e nem devia estar vindo. Falando que já viram X vezes a banda Y em Berlim em 2004, e que só vale ter visto a tal banda Y em Berlim. E em 2004… Revelando que “fulano da banda tal me disse que…”. Chiando sobre o preço do ingresso. Chiando com quem estava chiando com o ingresso.
Enfim, o de sempre no maravilhoso mundo livre do Tuírerrrrr.

*por Arnaldo Branco, tirinha de 2011

@fvanzo Gente, treta da torcida do Coritiba já acabou às 12h, agora é ingressos do Lolla, vamos organizar os turnos aí.

@pandica_ O nome da minha filha vai ser 900 reais

@MACUMBElRA Falta só R$900 pra eu ter R$900

@ahvalentino ”R$900″ pfvr saia dos trending topics e venha pra minha carteira seu lindo

@jnflesch Paga R$ 650 para ver show de diva que dubla e reclama do preço do Lolla.

‏@fabriciovianna Reclama de 900 pila pra 3 dias de festival mas sempre usa carteirinha falsa pra pagar meia-entrada.

‏@alanasmorri7 Como alguem paga 900 reais p ir num festival e com ctz nao pegam ngm pois vao p ver o show

‏@toshii_ Tem gente que tem as moral de dar R$900 pra ver foo fighters e não tem coragem de dar R$ 5 num Kg de carne e ficam comendo vegetais

‏@dexter_ Por 900 reais eu faço U2 vir aqui lavar meu banheiro isso bono esfrega bem falto um canto ali na sabonetera ai agora sim

@theCdude Com 900 reais eu compro uma banda cover de pearl jam com todos os integrantes sendo anões

@MestreUalar Solos de guitarra com ingressos à 900 reais não vão me conquistar.

‏@ikkiweber Alguem sabe onde tá em alta o preço do rim ai pra vender esse lolla ta de sacanagem

@mateuspera Se o mundo acabar no final do ano mesmo vou dar mt risada de quem vai passar essa madrugada na fila do lolla rsrsrsrsrs

@kamsmadeira Eu acho que por 900 reais o minimo que deviam fazer é um holograma da claudia leitte pendurada de cabeça pra baixo

@rodrigojames Com o tanto de gente dizendo que não vai no Lolla porque tá caro, acho que essa pré-venda vai esgotar em uns……9 minutos

‏@jsebba O Scorpions veio ao Brasil sete vezes em 40 anos. O Franz Ferdinand, que tem uma década de vida, virá em 2013 pela sexta vez #sopraconstar

@revistaclaudio 900 REAIS um jovem pode montar sua própria banda

@diegomaia Vocês cogitando viajar até Santiago para Lollapalooza sabiam que não é permitido beber nos festivais de lá?

@vyktorb Você pode medir a qualidade da sua timeline pela quantidade de gente que fez a piada “lolla pra loser”

@arturdotcom E VOCÊ, O QUE FARIA PARA CONSEGUIR R$ 900 E IR AO LOLLAPALOOZA?? – envie já sua resposta, a mais criativa será ignorada junto com as outras.

‏@LUISaureliano Os cara paga 900 pra ir no lollapaloza sendo q eu vejo de graça no youtube dps

@siaht Do jeito que cês tão falando aí tá parecendo que tem alguém com uma faca no pescoço de vcs “PAGA O INGRESSO PRO LOLLA OU MORRE”

‏@fcorazza Espera o lineup, reclama do lineup, elogia duas bandas, fala o preço, reclama do preço, xinga quem reclama do preço, liga pro Mantega, repet

@arnaldobranco Aliás a comoção com o Lolla me lembrou dessa http://bit.ly/uXVWpB 

‏@DebbieHell Ainda tá permitido falar do Lolla, ou isso é mto 11 hrs da manhã?

Compartilhe: