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Arquivo : Nirvana

Holy s***! Jornal de Seattle publica fotos do “local do crime” no dia em que corpo de Kurt Cobain foi encontrado
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Lúcio Ribeiro

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Em abril de 1994, o mundo ficou chocado com a morte de um certo Kurt Cobain, líder da maior banda do planeta naquela época, o tal do Nirvana. Cobain, no auge da carreira, era mais do quem um frontman da maior banda de rock de seu tempo. A geração daqueles dias via nele uma espécie de representante e encontrava em sua música uma espécie de grito de liberdade. Desde “Nevermind”, lançado três anos antes da partida desta para melhor de Cobain, uma nação de adolescentes tímidos, passivos e acuados em garotos punks com algo a dizer, mesmo sem nada para dizer, se despertou.

Foi Kurt, com seu Nirvana, que transformou a indie Seattle em roteiro turístico obrigatório e a música independente raivosa e “suja” em popular. Então, dá para se ter um pouco da dimensão do choque da notícia do suicídio de Kurt, que na sexta-feira passada completou 19 anos. Ele faleceu dia 5 de abril de 1994, mas foi encontrado apenas 72 horas depois.

E é quase duas décadas depois que vem outra notícia chocante de Seattle sobre o caso. O jornal local Seattle Post-Intelligencer publicou neste final de semana uma série de fotos inéditas do local onde Kurt se suicidou. No caso, sua casa, localizada na Lake Washington Boulevard East. E as fotos em questão foram feitas em 8 de abril de 1994, o dia em que o corpo do guitarrista foi encontrado por um eletricista que havia ido à residência para executar um serviço previamente agendado.

Tiradas por Mike Urban e Phil Webber, as fotografias foram feitas das sacadas de casas vizinhas. Nelas, registros da movimentação da polícia de Seattle fazendo todo o serviço de perícia e também a retirada do corpo de Cobain envolto por um lençol.

“It’s better to burn out than to fade away”…


Kurt Cobain foi encontrado morto em um cômodo localizado no jardim de sua mansão, registrado nas duas fotos acima


Peritos examinam o local


Sequência de fotos mostra retirada do corpo do ex-líder do Nirvana, encontrado três dias após sua morte


Cleo Pires, a maior roqueira do Brasil, (incluindo homens)
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Lúcio Ribeiro

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A Popload pede licença para seu estimado e belo leitorado feminino para falar de uma garota. E ela nem é da música. Pedimos licença duas vezes, então. A atriz Cleo Pires, presente no imaginário masculino brasileiro há quase uma década, é destaque da edição de março da revista “GQ”, edição nacional, já nas bancas. Além de um ensaio todo sensual, a filha da Glória abordou assuntos e deu declarações surpreendentes, já que ela tem fama de ser marrenta e arredia com entrevistas. Falou de gostos e coisas pessoais, como sua marca registrada – a boca – e fatos inusitados relacionados a… sexo.

“Dependendo do dia, acho a minha boca bonita. Mas na verdade tento não olhar muito pra ela. Eu sou mais sexy do que bonita”, disse ela, antes de falar que não curte homem bombado nem muito magrelo, que uma barriguinha cai bem, não tem nada contra peito cabeludo e adora tatuagens velhas e feias, tipo “aqueles desenhos de presidiários russos”. Fora isso, ela contou que acha o sexo a energia mais poderosa que existe. E que, na infância, convivia de forma “espevitada” com os filhos das babás da família Pires. “A casa vivia sempre cheia de meninos e meninas que a gente nem sabia de onde vinham. Por dia, uns sete ou oito. No fim de semana, uns 15. Eu era uma criança muito sexual. Namorava todos os filhos das babás, das cozinheiras. A babá que ficou mais tempo comigo foi a Teia. Ela me levava para a Pavuna e eu namorava o filho dela, o Bruno. Depois um amigo do Bruno. Tinha também o caseiro, Zezinho, por quem eu era apaixonada”, conta, antes de soltar o verbo ao falar que descobriu o mundo sexual assistindo programas de TV na madrugada, escondida. “Não era ‘porn’, entende? Era ‘soft porn’, e só pegava na televisão da sala. Eu fingia que ia dormir e depois levantava, ligava a TV, baixava o som e ficava vendo. As coisas mais sacanas sempre me apeteceram muito”.
Quando criou certa idade, resolveu deixar de lado a TV e partiu para a ação. “Não tinha mais ninguém pra ficar falando que não podia pegar no peruzinho do amiguinho. Quando você é adolescente, sim, você já pode pegar no peruzinho do amiguinho! Então eu fui, né? Fui com tudo”. Haha.

A gente deu essa volta toda nessa entrevista genial para falar que, além de tudo, a Cleo é fã de rock. Ela, que costuma frequentar shows no Rio e em São Paulo, sempre diz que curte nomes como Faith No More e Marilyn Manson. No Brasil, lembro que uma vez ela deu entrevista falando que foi ao Terra pra curtir o show do N.A.S.A.

Hoje, no Instagram, ao lado das irmãs, ela reproduziu uma foto famosa do Nirvana.

Booooa, Cleo!

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Oh, no! Lá vem o Mudhoney
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Lúcio Ribeiro

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* Touch me I’m sick!

* O lendário grupo grunge Mudhoney, de Seattle, que inclusive deu ao mundo esse termo “grunge” e foi um dos pilares do movimento logo abaixo do reluzente Nirvana, vai lançar disco novo. “Vanishing Point”, o nono álbum de estúdio desde o final dos anos 80, sai, ÓBVIO, pela gravadora Sub Pop, um dos selos musicais mais reconhecíveis de todos os tempos. Para isso, a banda do figuraça Mark Arm, que trabalha na gravadora em algo como “diretor de estoque de produção”, resolveu lançar um vídeo-teaser bacana e bem… Seattle. Quem se importa se o Mudhoney não é mais relevante?

A coisa do “teaser” é a mais nova moda musical moderna contemporânea, né? Está todo mundo usando. E por que não o grande Mudhoney?

Nesta época tão famosa do “EU EU EU” descarado do Twitter, não posso falar de Mudhoney sem lembrar o show que vi deles em Londres, em agosto de 1991, no Astoria. Senta para ler isso. E repare bem na data.
O “som de Seattle” estava bombando cabeludo no underground inglês, o Nirvana não tinha ainda lançado o “Nevermind” e era uma semana antes do famoooooso Reading Festival 1991, onde QUASE TUDO começou. O show de abertura daquela noite de Astoria era de uma tal de Hole, banda americana que diziam ter uma vocalista muito louca chamada Courtney Love, que tocaria de babydoll rasgado e entre músicas ficaria fazendo citações dos Smiths antes da porradaria punk das canções dela comer. Aí entrou a “atração principal” o Mudhoney, dona de um hit nos clubes ingleses da época, essa “Touch Me I’m Sick”, que quando começava a tocar era preciso correr das pistas, sob o risco de ser atropelado ou espancado pela galera maluca com a música. Tinha o perigo de levar uma cabeçada, também. Você pode não acreditar, mas naqueles tempos de comecinho dos anos 90 pré-”Smells Like Teen Spirit” o novo rock era feroz e na pista dançava-se com a cabeça (!!).
Era o primeiro show do Mudhoney dos dois seguidos que a banda faria no período, em Londres. Parecia que o “acontecimento” chegava à capital inglesa com o seguinte aviso subliminar: “Atenção, povo inglês. Esquece Stone Roses, Happy Mondays e esconde esses ecstasy. O bicho vai pegar e os americanos chegaram para conquistar tudo”.
Na platéia, Kurt Cobain, Dave Grohl e a povo do Sonic Youth, que iam tocar no Reading Festival. Dizem que o Iggy Pop estava também, eu não vi. Daí eu tava lá na frentão, esperando o show começar. O Mudhoney entrou e foi aquela algazarra quase-violenta, sem os caras tocarem nem mesmo um acorde. Daí, de imediato, Mark Arm foi ao microfone e disse logo: “A gente vai começar o show logo com essa música para vocês não encherem o nosso saco”. E pintou o primeiro crunch da guitarra distorcida que introduz a música. Se eu não morri neste dia, não morro nunca mais.

* Mark Arm, I love you.

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Dave Grohl junta outra superbanda para um supershow do superfilme “Sound City”
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Lúcio Ribeiro

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* O cara que mais junta bandas no rock, num duelo com o Jack White, o foofighter Dave Grohl reuniu “amigos” para um show de três horas de duração sexta/sábado durante o importante festival de cinema independente Sundance, em Park City, Utah.
O festival promoveu a estreia do documentário dirigido por Grohl, “Sound City”, famoso estúdio da Califórnia que testemunhou em suas salas a feitura de discos de Neil Young, Johnny Cash, Metallica e pencas de outros, incluindo um certo “Nevermind”, álbum do Nirvana, ex-banda de Grohl, que fez um certo barulho na época.

Para comemorar a exibição, Dave Grohl (foto acima, da Getty Images) levou o Foo Fighters e encheu de convidados sua apresentação especial para 800 pessoas. No palco, além do FF, uma galera do Nirvana, Slipknot, Queens of the Stone Age, mais John Fogerty, Stevie Nicks, Rick Springfield e outros astros do passado, que tiveram seus nomes e suas músicas ligadas ao estúdio de Los Angeles, para um show de “Greatest Hits” da época.

A superbanda foi batizada de Sound City Players. Cerca de 18 músicos passaram pelo palco em Utah. O filme de Grohl deve entrar em circuito pequeno de cinemas de NYC e Los Angeles e entrar no circuito video-on-demand no dia 1º de fevereiro. Alguns shows do Sound City Players devem ser marcados nos EUA. E um álbum chamado “Sound City – Real to Reel”, com músicas de Grohl, Josh Homme e o Nirvana liderado pelo Paul McCartney, sai em 12 de março nos EUA.

Aqui, do show do final de semana, Dave Grohl recebe Stevie Nicks, do Fleetwood Mac, para executarem “Dreams”, hit master dos anos 70.

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20 anos. O dia em que o Nirvana tocou em São Paulo. E o que o Dave Grohl disse à Popload sobre o show alguns anos depois
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Lúcio Ribeiro

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* A internet está lembrando. Hoje completa 20 anos que o Nirvana tocou no Morumbi, em São Paulo. Se você juntar as palavras “Nirvana”, “São Paulo” e a data “1993″, dá para imaginar o PANDEMÔNIO tudo o que cerca uma banda daquelas, naquela época, neste lugar, no exato momento de uma revolução musical causada por ela própria. Dá para imaginar o que foi aquele show, de uma das bandas mais comentadas no mundo, nos jornais, revistas, rádios, na MTV quando a MTV era a MTV, de repente, no auge dos auges, aqui em SP.
Mas quem esteve lá deve concordar comigo: não dá para imaginar.

Já contei um pouco desta história do “Show do Nirvana em SP” algumas vezes. Uma delas foi quando o concerto fez 15 anos. Agora, aos 20, para o leitorado itinerante, conto de novo, com as mesmas palavras da velha Popload, ainda no iG.

Trago no texto o depoimento de Dave Grohl, em entrevista a mim numa certa ocasião em Miami, já nos tempos do Foo Fighters, falando todo empolgado do tal show do Nirvana em São Paulo, que ele considera inesquecível pela loucura que foi.

E foi mais ou menos assim:

O baixista Krist Novoselic beija Kurt Cobain durante o show do Nirvana no Morumbi, em 1993. A foto é do grande Paulo Giandalia, para a Folha


1. Nirvana, Morumbi, 16 de janeiro de 1993, festival Hollywood Rock.

Essa mitológica apresentação do Nirvana em São Paulo, em janeiro de 1993, é tida pela banda como a mais desastrosa da carreira do grupo de Kurt Cobain. A crítica musical brasileira malhou. Mas ninguém da platéia estava nem aí para isso. Gente do Nirvana disse à época que foi o maior público para o qual o grupo se apresentou. O show foi uma ZONA, mas o Nirvana tinha acabado de deixar a música pop uma zona, de qualquer modo. Então fazia sentido. A palavra que eu mais gosto de utilizar para definir esse concerto é: CATARSE. Ver o Nirvana, naquele instante, aqui em São Paulo, era como ver os Beatles em San Francisco em 1966. Estar no Morumbi naquela noite parecia ao mesmo tempo que algo novo estava começando na vida de todo mundo, mas que também parecia ser o fim de tudo. Eu, que não sou de chapar em bebida, vi o show completamente atrapalhado, na frente do palco, no meio da muvuca. No outro dia, meu corpo doía. Eu estava inteiro roxo.

Até hoje, 20 anos depois, recebo emails de gringos ingleses e americanos querendo detalhes do dia em que Kurt Cobain subiu ao palco fora de órbita no Morumbi. Imagino que seja o show de rock mais procurado do mundo, talvez porque é o que menos se tem imagens. Já me ofereceram 500 dólares por uma fita que contivesse o show, porque uma vez surgiu o boato de que eu tinha uma cópia. Mas não. Amigos meus já vasculharam os arquivos da Globo e da MTV, mas esse show nunca apareceu. A Globo transmitiu ao vivo o show do Rio, na semana seguinte, então esse tem fácil. Comprei a fita dele em Camden Town, em Londres. Apresentação da Maria Paula. Reportagens de Maurício Kubrusly. Mas o do Morumbi… Teoria da conspiração roqueira total.

Na internet, até um tempo atrás, tinha uns 10 minutos de imagens, apenas. No famoso vídeo/DVD oficial “Live! Tonight! Sold Out!” tem cenas do show no Morumbi. Traz a antológica apresentação da banda no palco, feita pelo João Gordo, que introduziu o trio gritando: “E com vocês, a maior banda underground de todos os tempos. Nirvaaaaaaaaanaaaaaaa”.

Grohl, Cobain e Novoselic posam no banheiro do Morumbi, momentos antes de o grupo ir para o palco e fazer o histórico show do Hollywood Rock, em janeiro de 1993. Foto: Joe Giron/Corbis

O show todo foi doido, esquisito, estranho e, talvez por tudo isso, maravilhoso. Kurt Cobain estava fora de si, chapadão, devagar demais. Engatinhou no palco, quebrou tudo, se vestiu de mulher. Quando o Nirvana começou sua performance com “School”, na plateia, parecia que o mundo ia acabar. No palco, Kurt Cobain estava com rotação alterada, e Krist Novoselic e Dave Grohl estavam desesperados. O show continuou caótico. “Smells Like Teen Spirit”, com Flea dos Chili Peppers no trompete, quase não saiu. Em certa altura, começaram a tocar Iron Maiden. Depois passaram a zoar. Kurt sentou na bateria, Krist foi para a guitarra, Grohl no baixo e vocal. É histórica a foto que saiu de Kurt na capa da Ilustrada, da “Folha de S.Paulo”, sentado à bateria, com a legenda dizendo “Dave Grohl, baterista do Nirvana”.

Enfim, no show o Nirvana começou a zoar com tudo. Passaram a tocar só covers: Duran Duran, Queen, Clash, “8675309/Jenny”. O show parecia um ensaio numa garagem fuleira de Seattle, não diante do “MAIOR PÚBLICO DA BANDA”.

Seis anos depois da apresentação do Nirvana no Morumbi, cinco anos depois do suicídio de Kurt Cobain, tive oportunidade de entrevistar o gênio Dave Grohl em Miami, na ocasião do lançamento de um disco do Foo Fighters. Quando veio o assunto do famooooooooso show do Morumbi, Grohl ficou louco. Desembestou a falar mais do que do próprio disco de sua banda.

Dave Grohl disse o seguinte: “Claro que eu me lembro dos shows no Brasil. Em SP, tinha uma loja de presente do hotel onde estávamos que vendia Valium (Maksoud Plaza). Ou algo parecido. No momento de ir para o estádio tocar, fui procurar o Kurt e ele estava lá nessa loja, tomando um comprimido atrás do outro, sei lá quantos. Fiquei horrorizado. Quando entramos no palco, a multidão urrou como eu nunca tinha visto, umas 80 mil pessoas. A primeira música que tocamos foi “School”, que começava assim (aí Grohl faz o som de guitarra com a boca e reproduz a bateria nas pernas). Só que Kurt começou com uma microfonia absurda, sem parar nunca. E, quando entrou na música, foi assim (Grohl faz o som de guitarra de novo, só que num ritmo muito mais lento). Ele estava em outra rotação. Olhei para o Krist (Novoselic, o baixista) na hora. Ficamos apavorados. Vi Krist chegar no ouvido dele e dizer: “Acelera, acelera. Pelo Amor de Deus”. O legal é que o público não estava nem aí e urrava tão alto quanto a música. Foi inacreditável. E no outro dia um jornal disse: Nirvana faz jam session para 80 mil pessoas. Foi loucura. Tocamos até “Rio”, do Duran Duran. Outra hora, mudamos os instrumentos: eu toquei baixo, o Krist tocou guitarra e o Kurt foi para bateria. Foi insano.” Isso: foi insano.

O setlist do show do Morumbi, achei na internet, é assim: School • Drain You • Breed • Sliver • In Bloom • About A Girl • Dive • Come As You Are • Love Buzz • Lithium • (New Wave) Polly • D-7 • Smells Like Teen Spirit (com Flea, do Red Hot Chili Peppers) • On A Plain • I Hate Myself and Want to Die (jam) • Negative Creep • Been a Son • Something In the Way • Blew • Aneurysm • Territorial Pissings • Run to the Hills (jam) • Heartbreaker (jam) • We Will Rock You • Should I Stay Or Should I Go • Rio • 867-5309/Jenny • Kids In America • Seasons In the Sun • Lounge Act •Heart-Shaped Box • Scentless Apprentice • Milk It

A palhaçada na cover de “Seasons in the Sun” é emblemática. A música louca dos anos 60 que virou sucesso mundial absurdo nos anos 70 na voz do desconhecido (na época) Terry Jacks, dizem, virou cover do Nirvana pela última vez em São Paulo. A canção era chamada por alguns também como “O Moribundo”, porque a letra era a mensagem de um cara que estava morrendo e se despedindo dos amigos e da mulher. Ambigua, não se sabia se o cara ia se matar ou estava morrendo por causas naturais. Pouco mais de um ano depois da performance do Morumbi, Kurt Cobain se matava em sua casa, em Seattle.

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Paul McCartney & Nirvana, parte 2
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Lúcio Ribeiro

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* Popload em alto mar, no cruzeiro do Coachella.

Um dos grandes “momentos” do ano não foi único. No último episódio do famoso Saturday Night Live, o Nirvana vivo com aquele tal de Paul McCartney nos vocais que um dia foram de Kurt Cobain fez aparição especial no palco, para mandar ao vivo a pedrada sonora “Cut Me Some Slack”, faixa que foi apresentada pela primeira vez semana passada, no concerto especial 121212 realizado em Nova York.

O até então misterioso som é uma das faixas imperdíveis da trilha sonora de “Soundcity”, o documentário produzido pelo Dave Grohl. Aliás, a versão limpinha em estúdio, que está à venda no iTunes, pode ser conferida junto com o vídeo do SNL, abaixo.

* McCartney aproveitou sua visita ao programa para executar também sua doce balada “My Valentine”. Nesta, ele recebeu o apoio de Joe Walsh, do Eagles.


Paul McCartney, a Sandy e o “mistério” da “música nova” do “Nirvana”
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Lúcio Ribeiro

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* Popload em Nova York. Com muitas “aspas” misteriosas.

Rolou ontem aqui em Manhattan, na agitada megaarena do Madison Square Garden, a maior união recente de grandes nomes da música, numa espécie de “Live Aid” para as vítimas da supertempestade Sandy, que em outubro devastou regiões de Atlantic City, New Jersey e Nova York, para ficar na citação americana da chuvaça que deixou bilhões de prejuízos e muita gente sem casa, lojas, pertences.

Não me atrevi a encarar os ingressos a US$ 700, 800 cobrados na porta do MSG para o evento beneficente 121212, então fui ver parte do showzão no cinema para dar uma graninha à causa. O legal, a certa hora, era acompanhar a timeline brasileira no Twitter zoando a galera de “tiozinhos ricos” perto do palco do evento, sendo que o público da frente era formado boa parte por “convidados especiais”, pessoas que estavam no caminho do Furacão e perderam todos os seus bens, casas etc. Mas o Twitter, a gente sabe, não perdoa.

O showzão de Nova York foi aquele “We Are the World” de seis horas irregular legal/chato composto por nomes como Rolling Stones, Bruce Springsteen, The Who, Kanye West, Eddie Vedder e muito mais. A grande atração da noite, já na madrugada americana, foi a já histórica apresentação do ex-beatle Paul McCartney, mais especialmente quando ele chamou ao palco ex-membros do Nirvana, obviamente sem o saudoso Kurt Cobain. Histórica por tudo o que a cerca.

A “Nirvana Reunion” com Paul McCartney na guitarra canhota e nos vocais, Dave Grohl sentadão na bateria, Novoselic de roupa “style” no baixo e o quarto-nirvana Pat Smear na outra guitarra, rendeu uma música meio grungezinha, meio Beatles fase “slide guitar” na linha “Helter Skelter”, canção que aliás abriu a participação de Paul McCartney no 121212.
O “novo Nirvana” de luxo tocou uma canção nova “Cut Me Some Slack”, com letras juvenis tipo “Mama, watch me run. Mama, c’mon lets have some fun”.

A canção na verdade já foi gravada para e está na triha do documentário “Sound City”, que estreia em 2013 e tem Dave Grohl na direção.
Acontece que, li aqui, na lista de participações especiais do documentário de Grohl o ex-beatle Paul McCartney não está incluído. Mas um site americano sobre a música fez a “investigação” e descobriu que, no trailer, um cara tocando a guitarra na música com a mão esquerda pode ser o outrora parceiro de John Lennon. Haha. Adoro essas coisas. O mais legal é a foto que ilustra o site, entregando tudo de vez.

* Não, eu não vou citar “Paul is dead”.

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Showzão da Sandy passa ao vivo para 2 bilhões de pessoas hoje, estrelando…
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Lúcio Ribeiro

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* Popload em Nova York.

* Sandy & Paul & Bruce & Dave & Mick & Roger & Chris & Eddie… & Kurt. Este último em espírito, você já leu por aqui. Agora a história completa.

* A maior junção recente de grandes nomes da música para uma enorme causa acontece hoje à noite no gigante Madison Square Garden, aqui em Nova York. As dimensões de tudo se justificam.
Artistas como Paul McCartney, Bruce Springsteen, Jay-Z, Dave Grohl e bandas do tamanho de Rolling Stones e The Who se reúnem em um evento beneficente para as vítimas da supertempestade Sandy, furacão que devastou parte do nordeste americano (e Caribe) em outubro, deixando mais de 250 pessoas mortas e um prejuízo calculado de US$ 65 bilhões.

O evento, que se chama 121212 (12 de dezembro de 2012) e tem a extensão “The Concert for Sandy Relief”, contará ainda com apresentações de Eric Clapton, Roger Waters, Alicia Keys, Bon Jovi, Eddie & Vedder, Billy Joel e Chris Martin, do Coldplay. O jornal inglês “The Guardian” desde ontem à noite divulga que Grohl, Novoselic e o guitarrista Pat Smear vão reviver nesta noite, no MSG, nada menos que a banda Nirvana, só que no lugar de Kurt Cobain vai estar SÓ o Paul McCartney.

Está sendo alardeado por seus produtores como o “o concerto ao vivo de maior alcance da história”.
Projeta-se que em torno de 2 bilhões de pessoas verão as performances ao vivo. Perto de 20 mil pessoas esgotaram rapidamente os ingressos beneficentes para estar no Madison Square Garden.

O 121212 será mostrado ao vivo ainda por dezenas de TVs americanas e um outro tanto pelo mundo. O evento terá transmissão em 27 cinemas da área de Nova York e New Jersey. Mais de 150 rádios farão o concerto ser ouvido por todos os EUA. E 28 sites são incumbidos de realizar o streaming das apresentações pela internet.
No Brasil, o canal pago Multishow anuncia a transmissão do 121212 ao vivo, a partir das 22h30 (19h30 no horário de Nova York). A previsão é de os concertos, ao todo, somem quatro horas de duração.

O site oficial do 121212 incentiva a doação de dinheiro para a causa, em nome do fundo de assistência Robin Hood Foundation, que desde 1988 combate a pobreza na região de Nova York, uma das cidades mais ricas do mundo.
Além do elenco musical, um time de personalidades participarão do 121212, introduzindo os shows ou falando como o Sandy afetou a vida de quem estava em seu caminho. Leonardo DiCaprio, Quentin Tarantino, Adam Sandler, Chris Rock, Jamie Foxx e Jon Stewart estão entre eles. Parte dos ingressos para o Madison Square Garden desta noite foram distribuídos de graça aos moradores das regiões de New Jersey e Nova York afetadas.

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Paul McCartney enquanto vocalista do Nirvana
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Lúcio Ribeiro

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* Popload em Nova York.

Parece surreal. E é. Na noite de hoje, o lendário Madison Square Garden aqui em Nova York sedia o concerto beneficente “12.12.12”, evento que arrecadará fundos para as vítimas da tempestade Sandy que assolou o nordeste dos Estados Unidos há pouco menos de dois meses.

No palco, grandes nomes da música como Bruce Springsteen, Billy Joel, Kanye West, Jon Bon Jovi, entre outros. Mas uma formação improvável deve ser o grande momento da noite de hoje.

Dave Grohl e Krist Novoselic vão reviver o Nirvana. E quem vai “substituir” o finado Kurt Cobain é um tal de Paul McCartney. Só isso. Macca tocará ao lado da dupla e terá ainda o apoio do guitarrista Pat Smear, que saiu em turnê com a banda de Seattle em sua fase final de carreira.

A informação, que foi divulgada pelo Guardian, ainda dá conta de que o Nirvana com o Paul tocará uma música inédita na noite de hoje. O bom é que o evento terá transmissão ao vivo pela TV e internet e tudo isso será devidamente registrado. Falaremos mais sobre isso posteriormente.

Paul no Nirvana. Pouco histórico ou não?

** A ilustração gênia acima foi publicada hoje pelo site do jornal inglês “The Sun”, com o título de “Paul McKurtney” para a o texto da “nova banda”.

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Dave Grohl enquanto diretor de cinema
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Lúcio Ribeiro

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Se existe um cara que não fica quieto neste mundo é o tal do Dave Grohl. Tudo bem que ele anunciou uma pausa longa para seu gigante Foo Fighters, mas isso não significa que ele entrou em um período de descanso na sua vida.

O cara mais cool da música está envolvido em dois grandes projetos para 2013. Um deles, musical, é “só” gravar o novo álbum na bateria do pesado Queens Of The Stone Age. O outro, nos cinemas, será o lançamento de seu aguardado documentário “Sound City”, cuja premiere já está prevista: entres os dias 17 e 27 de janeiro, a obra audiovisual será mostrada no bombado Festival de Sundance.

“Sound City”, o doc do Grohl, contará as histórias e peculiaridades por trás do famoso estúdio que um dia foi “palco” da gravação do estrondo “Nevermind”, aquele disco do Nirvana. Por lá também já passaram nomes como Tom Petty, Neil Young, Johnny Cash, Metallica, Rage Against The Machie e outros.

No início desta semana, Dave publicou no Facebook um comunicado comentando sobre sua estreia nos cinemas. “Como um diretor de primeira viagem, sou humilde para ser capaz de partilhar a minha paixão pela composição e narrativa com este elenco incrível de músicos lendários, como visto através da história extraordinária do maior estúdio da América, Sound City. Ser incluído neste grupo de artistas é uma verdadeira honra, e o Festival de Cinema de Sundance é o lugar perfeito para estrear um filme sobre habilidade, integridade e paixão pela arte. Eu estou acima da lua!”, escreveu.

O trailer de “Sound City” pode ser conferido abaixo. O filme será lançado oficialmente em fevereiro.