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Arquivo : fevereiro 2012

Gritos no show, tatuagem. Um fim de semana “brasileiro” com o Liam e o Noel Gallagher, em Londres
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Lúcio Ribeiro

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* Se Noel Gallagher ainda não vem até o Brasil, o Brasil vai até ele. Rolou ontem, na gigante arena O2, em Londres, mais um show sold-out da turnê do ex-Oasis por arenas do Reino Unido. Nestes shows, Noel vem sendo acompanhado por um coral de 26 pessoas e um set de metais. Sem que isso torne a experiência xarope, veja bem. Enfim, coisa fina.

Uma fã brasileira, chamada Fernanda, está em Londres a passeio e aproveitou para pegar este show. Ela relata que Noel estava bastante sociável e conversando com o público. Foi aí que ela resolveu dar o ar da graça brasileiro e, no intervalo entre músicas, gritou para que Noel venha para o Brasil. A pergunta foi prontamente devolvida por Noel: “Estamos indo. Você vai?”. Noel não só respondeu a fã brasileira como, em seguida, dedicou “Half The World Away” – um dos hits do Oasis – para a “brazilian lady”.

Aliás, o final de semana da Fernanda foi bem agitado. Na sexta-feira, ela esbarrou na rua com o… Liam. Haha. Daí que ela conseguiu realizar um sonho antigo, ao pedir para o Liam escrever “Live Forever” em seu braço. No dia seguinte, o manuscrito Gallagher virou tatuagem.

* Voltando ao Noel… Outro brasileiro, o jornalista Eduardo Pelosi, também esteve no show dele ontem, em Londres. Ele fez alguns registros legais, como de “Whatever”, um dos maiores hinos do catálogo do Oasis.

* O Gallagher mais velho está armando sua turnê latina para maio. As datas devem ser divulgadas nos próximos dias. Mais uma turnê para o 2012 incrível na história deste país.

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“Vc eh minha?”, pergunta o Arctic Monkeys, na nova “música do ano”, no novo “vídeo do ano”
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Lúcio Ribeiro

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* Será que um dia o Arctic Monkeys vai perder a relevância?

*evolução capilar do Alex Turner ao longo dos anos

* Escrito assim mesmo, tipo no título, tipo sms bêbado de fim de balada, tipo sms da Paris Hilton. Sem qualquer aviso, o Arctic Monkeys lançou virtualmente o single “R U Mine”, com vídeo e tudo. A música não está no disco lançado no ano passado, “Suck It and See”. Se isso for sobra de estúdio, imagina o que mais vem por aí.

* “R U Mine” foi tocada pela primeira vez na rádio americana “world famous” KROQ, de Los Angeles, neste final de semana. Momento tão especial que serve como base para o vídeo abaixo. Alex Turner, seu topete Moz-abilly (hehe), rolê de carro, meninas e air-drums:

* O Arctic Monkeys entra em turnê com o Black Keys e logo mais vem ao Brasil para o Lollapalooza, em abril. Nada mal para uma das melhores bandas de rock dos últimos 10 anos. Sempre bom, sempre no topo.

* Se a pergunta cabe a nós, deixa que eu respondo. Nós somos deles.

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Howler ontem em São Paulo. Abertura: Some Community
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Lúcio Ribeiro

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* 100% energia, num som confuso. A incrível banda americana Howler fez um grande-pequeno show ontem em São Paulo, no clube Beco 203, na Augusta. Os caras fizeram a galera cantar o hino nacional, em um momento indie-farofa. Na hora de cantar o americano, em retribuição, o vocalista Jordan Gatesmith esboçou um começo e disse: “Não sei cantar”. Pensa! Os moleques do Howler, na média dos 20 anos, são proibidos de beber nos EUA (21 anos). Aqui no Brasil, bebiam vodka e cerveja no gargalo.

A abertura foi muito boa também, da banda paulistana Some Community, de malas prontas para tocar no Texas, no festival South by Southwest. Vou tentar resumir como foi tudo ontem. Em imagens. O vídeo é meu, as fotos são de Fabricio Vianna.


Howler @ Beco 203

Some Community @ Beco 203

Howler

Some Community

Howler

Some Community

Howler

Some Community

Howler

Some Community

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Popload entrevista: MADONNA
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Lúcio Ribeiro

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* Haha.

(((Esta entrevista saiu publicada ontem na revista “Serafina”, da Folha de S.Paulo)))

A conversa com Madonna Louise Veronica Ciccone, 53 anos, praticamente a mesma idade que o Morrissey, aconteceu em Nova York, em dezembro. Assim como com o ex-Smiths não podia falar sobre Smiths, com miss Ciccone não podia falar sobre… música. A conversa era sobre seu filme, “W.E.”, ou “a maior história de amor desde Romeu e Julieta”, que estréia dia 9 de março no Brasil. O filme é bem mais ou menos. Mas ousado, tipo a Madonna. Que, achei, estava bem amargurada na entrevista. Popload no cinema.


foto: Mert Alas e Marcus Piggott/Divulgação

“Bom era o tempo em que as pessoas só me diziam ‘sim'”, sussurrou uma Madonna algo reflexiva, algo irônica, indo embora da mesa de entrevista para divulgação de seu novo filme, “W.E.”, em dezembro. A frase surpreendente foi proferida em um hotel, em Nova York, para um pequeno grupo de jornalistas do qual a Popload esteve presente, em nome da revista dominical “Serafina”, da Folha.

Ela, a mulher mais famosa da música pop de todos os tempos –e faz tempo–, desta vez travestida de diretora de cinema iniciante, reclamava da marca de luxo francesa Cartier. O bracelete que Madonna estava usando na ocasião não era o original do filme que ela dirigiu, coproduziu e coescreveu, em cartaz nos EUA e com estreia nos cinemas brasileiros no dia 9 de março, com o nome providencialmente reforçado de “W.E. – O Romance do Século”.

“O que fizeram para o filme deram para a Andrea [Riseborough, atriz principal de “W.E.”.]. Eu pedi, mas já tinham prometido para ela. Para mim, mandaram esse, para me consolar depois do ‘não’ que levei”, respondeu a cineasta (sim, cineasta. Acostume-se). Ela combinou a pulseira com um vestido azul, esse sim original do filme, com etiqueta da Vionnet, grife francesa famosíssima no passado, desativada há décadas e que tenta voltar com força à moda contemporânea nos últimos anos, vestindo estrelas de cinema e participando de produções. E nessa entram Madonna e seu “W.E.”. E o “sim” fácil para ela fazer o que quiser com a roupa.

A coleção de “nãos” que ousam falar agora à artista que vendeu mais de 300 milhões de discos no mundo em quase 30 anos se deve bastante a sua outra faceta, a do cinema. Especialmente essa mais recente, a de cineasta.

A música vai bem, “thank you very much”. E vitaminada com o lançamento do single “Give Me All Your Luvin'” e de um showzinho para estimados 111 milhões de telespectadores no Superbowl americano. Um novo álbum, “MDNA”, seu nome mais ou menos abreviado –e que lembra MDMA, o nome químico do ecstasy, ou, segundo ela, a “droga do amor”–, sai agora em março. Uma turnê mundial, que começa em Israel, em maio, passa por 26 cidades europeias e 34 da América do Norte e chega ao Brasil para pelo menos dois shows em dezembro.

Mas no cinema a coisa é diferente. Madonna estreou como diretora em 2008 com o filme “Filth and Wisdom” (“Sujeira e sabedoria”, em tradução livre). Recebeu críticas na linha “ela foi uma péssima atriz em tantos filmes e, agora, com seu apetite voraz e costumeiro por sucesso, tornou-se também uma péssima diretora” (do jornal inglês “The Guardian”). Com “W.E.”, apelidado rapidamente de “EW” (uma interjeição de nojo, como “eca”), a recepção ao filme não tem sido muito diferente desde que foi exibido em festivais de cinema importantes no ano passado, como Berlim e Toronto, até estrear agora em 2012, na Inglaterra e nos EUA.

Mas Madonna levou o prêmio de melhor música original, por “Masterpiece”, no Globo de Ouro, única canção que compôs e gravou para o longa-metragem. Não entrou no páreo do Oscar porque só toca durante os créditos finais.

“W.E. – O Romance do Século” é a primeira grande produção da artista como diretora. O filme conta a história de Wally Winthrop (Abbie Cornish), uma mulher dos dias de hoje, infeliz no casamento e obcecada por outra mulher: Wallis Simpson (1896-1986), uma americana com dois divórcios na bagagem e que, em 1936, se envolveu num romance-escândalo com o futuro rei da Inglaterra, Eduardo 8º (1894-1972).

O enrosco foi tamanho e tão passional que fez o monarca abandonar o trono meses depois de assumi-lo para viver com Wallis, mesmo com o país às portas da Segunda Guerra Mundial.

O longa “O Discurso do Rei”, vencedor do Oscar em 2011, contava a história do ponto de vista do irmão de Eduardo, o futuro rei George 6º, que teve que superar a gagueira para fazer o pronunciamento à nação que levaria o país à guerra. Nesse filme, Eduardo 8º tem uma aparição rápida, porém importante para a história. Interpretado por Guy Pearce, é o rei cuja desistência do título nobre passa o trono ao irmão mais novo.

O segundo filme de Madonna é ousado em sua concepção. Até o título tem mais de uma ideia embutida: “W” é a inicial de Wallis e “E”, a de Eduardo (James D’Arcy). Juntas, formam o pronome “we” (nós, em inglês).

Pode ser tudo, menos um projeto fácil e seguro para uma superestrela de outra área se firmar numa carreira relativamente nova. “Eu não poderia fazer um filme simples sobre uma das histórias de amor mais lindas de todos os tempos”, resumiu na entrevista.

A narrativa é costurada em idas e vindas nas trajetórias das duas Wallies, a do tempo presente e a “jet setter” Wallis Simpson. Traça paralelos improváveis nas duas situações tão diferentes, fazendo a do passado mudar o destino da atual.

Como o roteiro foi parar na cabeça de Madonna ela explica fazendo um segundo paralelo com a história de Wallis Simpson. Um paralelo com a própria vida.

“Essa trama me fascina desde a primeira vez em que eu a ouvi, no colégio, em uma aula de história. Mas só me aprofundei nos detalhes quando me casei e me mudei para a Inglaterra”, conta. “Viver lá foi um choque, eu me sentia desconfortável, perdida. Era uma estrangeira no dia a dia. Eu não pertencia àquele lugar, entende?”

“Comecei a ler tudo sobre a história do Reino Unido. E cheguei de novo na parte que tinha me interessado nos tempos de colégio: Eduardo 8º, o cara que desistiu de ser rei por causa da mulher que amava.”

Guy Ritchie, o homem que levou Madonna a abrir mão de morar nos EUA, é dez anos mais novo que ela. Os dois foram casados, de 2000 a 2008, tiveram um filho e adotaram um segundo. Foi Ritchie quem lhe deu o apelido de “Madge”, que soa como “majesty”, majestade em inglês. A piada do marido, pelo jeito, não passou despercebida.

E foi aí que a história de Wallis e Eduardo começou a fazer ainda mais sentido na vida de Madonna. Ela estava perto de completar 50 anos (hoje está com 53) e colecionava dissabores amorosos. E alguns novos sabores também.

“Não que eu tenha me casado com algum rei, muito pelo contrário. Mas, quanto mais eu me afundava na produção do filme, mais eu via a minha história ali também”, filosofa.

“Quando uma pessoa deixa de ser rei por sua causa, você precisa fazê-lo se sentir um rei nesse relacionamento pelo resto de sua vida”, acredita a “pop star”. “Wallis recebeu milhares de cartas de ódio enquanto viveu. Foi o preço por ter um amor verdadeiro e bancá-lo custasse o que custasse.”

Ao mesmo tempo que parece mesmo encantada com a história de Wallis e Eduardo, Madonna mostra um lado meio amargo com o amor, que contrasta com a imagem de “sex symbol” poderosa que construiu na música. A ponto de impressionar até o Vaticano com sua postura “sexualmente provocativa”.

Guy Ritchie foi o segundo marido de Madonna. Ela já havia tido um outro “casamento de cinema”, com o ator e diretor Sean Penn, que durou de 1985 e 1989.

Além de vários romances. Na longa lista de seus namorados estão John Kennedy Jr., Jean-Michel Basquiat, Lenny Kravitz, o jogador de basquete Dennis Rodman, o jogador de beisebol Alex Rodrigues e até Jesus Luz.

O ultimo “toyboy” com quem tem sido vista é o bailarino francês Brahim Zaibat, 24, que dançou em sua performance no Superbowl.

O casamento com Ritchie não terminou muito bem. E aconteceu bem na época em que ela estava debruçada sobre o roteiro de “W.E.”. O projeto grandioso a ajudou nesse momento.

“Serviu até de terapia”, revelou. “Acho que todas as escolhas que fiz na vida foi porque precisei. Precisei contar essa história e precisei que uma parte dela se passasse nos dias de hoje”, revela.

A partir daí, na entrevista, veio uma Madonna diferente da que a gente vê na música, como aquela que entrou na arena do Superbowl carregada como uma rainha por dezenas de gladiadores. O tom era de desabafo.

“Meu filme é menos uma biografia de um rei e mais uma grande história de amor, que pode acontecer com qualquer pessoa. No fundo, é sobre o desapontamento eterno de perceber que o amor perfeito não existe” disse.

“E, quanto mais você acredita que ele existe, mais acaba descobrindo que nunca vai chegar nem perto. Isso é bem dolorido”, confessa. E prevê o pior: “Em algum momento da vida você vai ter seu coração despedaçado ou vai perceber que escolheu a pessoa errada para viver junto”.

Não era o momento de interrompê-la. Nem ela parecia querer parar de falar. “Se formos adultos capazes de fazer uma autoanálise razoável, a gente percebe que, na verdade, a felicidade está só nas nossas mãos, não na de outras pessoas.”

O argumento não tinha fim: “Se nós mesmos não nos fizermos felizes, não vamos viver bem com outra pessoa. Felicidade não se divide”, concluiu. Então, botou de novo o filme na conversa, quase como um escudo.

“O que ficou de relevante para mim, com ‘W.E.’ pronto, em cartaz e depois do que vivi nos últimos dez anos, é que, não importa em qual estágio você esteja em sua vida, você sempre pode mudá-la.”

E, então, Madonna parou de falar.

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Tags : madonna


Popload entrevista: MORRISSEY
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Lúcio Ribeiro

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* Este homem (ainda) charmoso.

(((esta entrevista foi publicada na edição de hoje da Ilustrada, caderno de cultura da Folha de S.Paulo. os vídeos são do show de ontem em Santiago, no Chile. É permitido chorar.)))

Na primeira e única ocasião que esteve no Brasil para shows, em 2000, o cantor inglês Morrissey concedeu entrevista a este jornalista em um hotel em Curitiba. Embora estivessemos no mesmo lugar, Morrissey não quis descer do quarto e a entrevista foi feita por telefone. Ele na cama, eu no saguão, conversa via ramal interno.
“Desculpe-me. Acordei agora e não estou com uma aparência digna para oferecer às pessoas. Vou poupá-lo”, disse Morrissey, numa justificativa à la Morrissey.

Doze anos depois, Morrissey volta ao país para três festejadas novas apresentações, desta vez em Belo Horizonte, Rio e São Paulo, respectivamente nos dias 7, 9 e 11 de março. E aceitou dar nova entrevista.
“Mas tem que ser por email, no máximo quatro perguntas e nada de falar sobre os Smiths”, veio o aviso.

Morrissey, poeta pop e vocalista singular que um dia liderou o fundamental The Smiths nos anos 80 e montou uma sólida carreira solo na virada para os 90, levando para onde vai um verdadeiro séquito de adoradores que se mantém até hoje, continua o mesmo.
O que mudou foi a música em torno dele, que o faz, com um disco pronto desde o ano passado, não ter uma gravadora disposta a lançá-lo, mesmo lotando shows em qualquer parte do planeta.
Sobre isso, sobre a situação da indústria musical em geral e sobre o Brasil, o senhor Morrissey, quase 53 anos, tem quatro respostas a dar.

POPLOAD – Para você, existe algo especial em voltar a cantar no Brasil, neste momento de sua carreira? Você se lembra dos shows de 2000?
MORRISSEY –
Fiquei surpreso em saber que vendi tantos ingressos no Brasil, para esta turnê. E fiquei completamente perplexo com a repercussão da última vez que estive no país. Você sabe o quanto os EUA e a Inglaterra acham que são o centro do mundo, então é difícil saber como as coisas são no Brasil. Eu me dou bem nos EUA e na Europa, mas meu alcance na mídia lá é quase sempre invisível, então fica implícito que todo grande sucesso vem das pessoas de quem você ouve falar… O que não é o meu caso! Acho que sou confuso demais ou muito provocador para a mídia lidar comigo, porque eu não sou uma pessoa… simples. Então é sempre uma surpresa.

POPLOAD – A impressão que dá, aqui no Brasil, baseado na grande repercussão que foi o anúncio de seus shows, é a de que você ainda mantém um intocável status de artista cult, mesmo entre o público mais jovem. Você acredita que isso é graças à internet?
MORRISSEY –
Não sei ao certo o que significa ser “cult”. Sempre achei que significasse que poucas pessoas se interessam por você. Há muito tempo me chamade “artista cult” e “indie”, mas nenhum desses termos são verdadeiros. Eu simplesmente não sou uma puta da mídia, que faz qualquer coisa para aparecer. Acho que todo mundo está deprimido com essa nova era da música porque parece que ela só se interessa por músicas sem sentido.
A todo lugar que você vai, você vai ouvir músicas inexpressivas — eles tocam techno-dance em todas as lojas de departamento, lojas de sapato e elevadores, porque ninguém está realmente ouvindo a música. Você nunca vai ouvir uma canção com conteúdo social em um salão de beleza, elevador ou na televisão. Se você perguntar a uma vendedora de loja como ela consegue ouvir aquela música alta o dia todo, elas vÃo sempre responder “ah, eu desligo”. É assim a música moderna. Você não tem a permissão de escolher escutar. Você é bombardeado na cabeça com música que outros escolhem para você ouvir. E assim ela se torna insignificante.

POPLOAD – Como você faz para manter sua carreira viva sem um contrato com um selo para lançar um disco e vivendo na era do download gratuito? Você ainda se sente relevante para a música?
MORRISSEY –
Eu me sinto triste porque nenhuma gravadora quer assinar comigo. Isso diz muito sobre a indústria da música nos dias de hoje. Ela está efetivamente morta agora. Não é que ela esteja morrendo: já morreu. As gravadoras a mataram ao bagunçar as paradas de sucesso e por assinarem contratos com moleques de 15 anos que ficariam emocionados em fazer tudo isso sem um contrato. Vou continuar porque gosto de cantar e, até o momento, tenho um público que quer minhas músicas. Mas essas minhas razões para continuar não significam nada para as gravadoras

POPLOAD – Você ouve música nova, bandas novas?
MORRISSEY –
Eu acabo ouvindo de tudo, mas a maioria dos novos artistas matam a música. E a imprensa musical – o que sobrou dela! – vai sempre “hypar” seus amigos, vai escrever sobre os amigos e vai inventar premiações para dar aos amigos mês sim, mês não. Mas no fundo não existe uma pessoa neste planeta que ache que há esperança para a música moderna.

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“You have never been in love until you
until you’ve seen the stars
reflected in you reservoirs”
Morrissey, “First of the Gang to Die”

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Tags : Morrissey


Tem Que Ver Isso Aí: a semana na Popload
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Lúcio Ribeiro

*Tá chegaaando!

>> SHOWS & FESTIVAIS:

* A emoção dos chilenos e o show do… MARCO MORRISSEY.
* OH ~F*CK~: Neve adia o show do HOWLER para domingo, em São Paulo. Em Porto Alegre, o show acontece HOJE.
* Você participou da promoção para ver o HOWLER ou o MORRISSEY de graça? >> Veja se o seu nome está aqui!

>> A SEMANA CURTA & PÓS-RESSACA DE CARNAVAL FOI ASSIM…:

* A nossa LANA DEL REY virou bolsa!
* …e o GORILLAZ, virou tênis! Com música exclusiva para a CONVERSE e com participação de James Murphy e Andre 3000.
* E durante a premiação cafona do BRITS, tivemos a volta do BLUR!
* Dizem que o próximo disco do Rufus Wainwright vai ser mais acessível. É o Mark Ronson quem tá dizendo
* Conhece o SPECTOR? É a nova banda “queridinha dos ingleses”. =)
* Tyler The Creator está de volta. Clique por sua conta e risco. #NSFW
* Acredite, mas a “Música do Ano da Semana” é da PARIS HILTON. Confia em mim e clica.

>> PROMOÇÃO POPLOAD: NAVIO CHILLI BEANS

* Quer participar do primeiro cruzeiro-indie brasileiro? São 30 DJs, 2 bandas e 36 horas de música no mar! A Popload vai sortear UMA CABINE com dois lugares, em parceria com a CVC turismo. Para concorrer, clique aqui. \o/

>> Poor Deivid… O Melhor do Twitter é dele: #DEIVID EDITION


Cruzeiro indie. Duas bandas, 30 DJs. 36 horas no mar. E a Popload bota você a bordo
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Lúcio Ribeiro

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* I’m on a boat. I’m on a boat.

* Dia 8 de março zarpa do porto de Santos (SP), dá um rolê em Angra dos Reis (RJ) e volta a Santos o grande cruzeiro indie da marca Chilli Beans. O Chilli Boat, festança de 36 horas non-stop com bandas e DJs, cinema, cassino e bebidas e comidas incluídas, terá como atração principal a banda francesa de rock Plastiscines e o Man Purse, novo grupo do Adriano Cintra (ex-CSS) e da Marina Gasolina (ex-Bonde do Rolê). A bordo ainda, um elenco de DJs que vai de Boss in Drama, Database, Roots Rock Revolution, Zegon, Chernobyl, Magal, Killer on the Dancefloor, a Popload, o gaúcho Schutz, as De Polainas, a Pitty, Renato Lopes, Pil Marques, entre vários outros.

* E daí que a Popload vai sortear UMA CABINE com dois lugares para o cruzeiro indie da Chilli Beans, em parceria com a CVC turismo. É um ganhador(a) só, com direito a acompanhante. Vai ter cama, comida, bebida e som por 36 horas. O único senão é que o ganhador terá que pagar a taxa portuária, de US$ 105 (por pessoa) ((dólares)). A chegada e saída do local de embarque (Porto de Santos) também é custeada pelo ganhador(a). O prêmio será entregue pela própria CVC, assim que o ganhador e acompanhante mandarem os dados completos. 

O esquema é o de sempre, sem invencionices: pedir nos comentários deste post.

Are you on board?

 

* As fotos do post, ilustrativas, não são do navio da Chilli Beans. São do Andy Samberg, haha.

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O Melhor do Twitter: #DEIVID Edition
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Lúcio Ribeiro

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Esta semana foi de muito assunto para pouco comentarista, gente: SP túmulo do samba x SP paraíso da apuração x Rio túmulo do tumulto da apuração das notas, o Brits, os filmes do Oscar, a Lana, a facada do Bob Dylan e o DEIVID. #FREEDEIVID

*clique nas fotos para a “procedência” das mesmas. 🙂

@superoito Tendência pra 2013 (anotem aí): escola de samba SEM bateria

@marcusdejean UMA PARADINHA DE ESCOLA DE SAMBA Q FICA TANTO TEMPO Q NAO DEIXA NENHUMA OUTRA ESCOLA ENTRAR E ASSIM ELA VENCE

@luizcesar Sei não, mas pelo conjunto da obra (título+foto+legenda) acho que esta é a melhor matéria da história – http://t.co/C37xiZqE

@pryfalk O que define se a veia vai ser velha guarda ou baiana? O coeficiente de giro?

@revistaclaudio Que nerd essas escola de samba, tira 9,9 e já reclama.

@dlima Apuração do carnaval tem essa vibe meio Pitchfork, com notas de precisão decimal.

@dlima Nova regra p/ carnaval: 1 escola de cada lado do sambódromo; entram em choque violento. Ganha quem passar a ala das baianas pro outro lado.

@aperteoalt “A gente sentiu cheiro de clorofila no ar” – entrevistado, sobre a confusão na apuração do Carnaval de SP. WTF.

@gilbertokassab_ O Carnaval de São Paulo melhora a cada ano! Mais bonito, mais criativo e com mais garra. Parabéns a todos!

@rafaelcapanema Amanhã eu vou chegar no escritório correndo rasgando os papel da galera pulando por cima das cadeira

@rdespirite Ja rasguei a fatura do meu cartão de credito !!

@dgdgd O bebê do Itaú deve estar tendo uma SÍNCOPE com a apuração em SP

@cynaramenezes AI SE EU TE RASGO

@revistaclaudio O pessoal da mangueira já tá apagando o incêndio?

@senshosp Enredo para 2013: “A saga do rasgador de notas, ícone da revolta do povo, o novo Zumbi, símbolo da inconformidade, do Egito raia a fé”.

@giovsr Torcida gremista invade a sala de Pelaipe e rasga o contrato do Luxemburgo

@pvc_espn Segue o drama no Chelsea não vencer um jogo da Champions League em dia de roubo das notas das Escolas de Samba de São Paulo

@silvioluiz JÁ IMAGINOU SE A GENTE PERDE A COPA EM CASA!

@jrschuler A Copa vai ser DAORA.

@bramatti Se o Irã não começar uma guerra nas próximas horas a imagem do Brasil no exterior ficará seriamente comprometida

@DFigueira Nunca imaginei que fosse ver uma apuração de carnaval no Datena

@pensoestranho Você q tá voltando pra capital: trânsito tranquilo, tempo bom c/ chuvas de notas ocasionais pela marginal.

@pensoestranho EU PEGAVA OS CARRO ALEGÓRICO E SAIA PILOTANDO NA MARGINAL

@pensoestranho São Paulo foi promovida a túmulo do samba pra crematório do samba

@raulportugal Sao Paulo cúmulo do samba

@dlima Sem briga? Rio de Janeiro é o túmulo do tumulto na apuração do carnaval.

@RasgadordeNotas Vou dar uma saída, tenho que arrumar minhas malas pra #ApuraçãoRJ

@_ana_c Tiago Faria is the new Kanye West.

@neozeitgeist OK??? http://t.co/oM708EOF

@Rory_Phillips Is this the soundcheck? #Blur #Brits

@Esssjay: Wow, Lana Del Ray looks like Jessica Rabbit

@guardianmusic Cheer up Lana love, you’ve won a prize

@screamyell Lana Del Rey vai virar a Courtney Love RT: @rodrigosalem Mais uns 6 meses e Adele vai estar mais gostosa que a Lana Del Rey. #brits

@aiturrusgarai A Grécia nos deixa uma lição: Filosofia não enche o bolso de ninguém

@Growdasky Fã vende a grécia pra pagar show do bob dylan, veja imagens

@bomsenhor Com 900 reais dá pra ir pra NY comprar um iphone, voltar, vender o iphone, ir pra NY comprar dois iphones, volta vende iphones compra NY vol

@_fransuel POR 650 REAIS EU QUERO O BOB DYLAN CANTANDO NO MEU CHURRASCO

@gravz Eu pago 900 para NÃO VER um show do Bob Dylan. No cômputo geral, tô economizando 1800.

@juliancampos Gente decidindo se compra ingresso pro show do Bob Dylan no Brasil ou um iate

@fcorazza E se tá 900 cruzeiros no oficial, imagino que o cambista só vá receber em cheque administrativo

@meninojon As violinha do bob dylan sao tao ruim que eu me pergunto se é beirut que ta tocando as vezes

@sorryperiferia Lembrando que o Bob Dylan tem a mesma voz que o Cartman, do South Park. Confira comigo no replay: http://bit.ly/5cn33

@iin_griid E o velório custa entre R$150 e R$900 RT @a_mamda: Gent! O bob dylan morreu????

@caffarena Qual será o primeiro publicitário com a ideia genial de pegar o vídeo do Hitler e fazer um protesto contra o preço do show do Bob Dylan?

@_fransuel VC QUE MORA LONGE DOS SEUS PAIS: SE O SHOW CUSTA MAIS CARO DO QUE IR VER A SUA MÃE, NAO VALE A PENA

@tiposdebiscat Biscat que só usa Riachuelo e está de luto pela Eliana Tranchesi

@RealMORTE Eliana Tranchesi ☑ Chic!

@arnaldobranco Hugo Cabret: o maior comercial da Bauducco já feito

@AndreBarcinski Imagine John Ford filmando o Cirque de Soleil. É “Cavalo de Guerra”.

@GabrieLouback Queria ter uma barraca de salgados na vila olímpia pra poder passar o dia gritando “olha o coxinha! olha o coxinha!”

@djmulher Toda mulher quer um homem para chamar de CEO.

@Tonkiel “Super câmera lenta” o correto nao seria câmera super lenta? Pq ela nao é super herói nem nada

@tiposdepedante Pedante que reclama de quem fica repetindo assunto mas que tá até agora falando do gol perdido do Deivid do Flamengo

@OLeoBatista O antônimo de gol é Deivid.

@RealMORTE Morte acabou de conquistar 1235 seguidores. Script? Não. DÊIVID.

@CariocasFail Existem 4 maneiras de se perder um gol: chutar pra fora, o goleiro defender, trave, e cruzar para o Deivid

@harpias Queria perder peso como o deivid perde gols

@georgemacedo Mais perdido que cego em tiroteio, surdo em bingo e gol do deivid

@URBe Funk do Deivid – “Inacreditável”, por @JoaoBrasil – http://bit.ly/ykqqTa

@MauMeirelles Essa Renata é tão fácil que o Deivid não pegaria

@RafaRedator Novos níveis de dificuldade: expert – hard – medium – easy – gol que o Deivid perdeu – Renata do BBB.

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Música do ano: a nova da… Paris Hilton. É sério!
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Lúcio Ribeiro

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* A tradicional e sempre comentada seção “Música do Ano” da Popload, que aponta músicas “da hora” (nos dois sentidos), foi abalada nesta manhã com uma reportagem da revista “Vice” gringa e um tweet do nosso Boss in Drama traçando comentários sobre o novo single da Paris Hilton. Ou, se não for dela, é quase, haha (quem assina seria uma dupla chamada Manufactured Superstars e miss Hilton está apenas falando sobre a música). É som ultrapassado, é som moderníssimo. Chama “Drunk Text”. Quem nunca?!?!

>> “Está esperando a pior música do ano, né? It’s fucking GREAT”, disse a Vice UK, que disse no twitter não estar sendo irônica.
>> “É o melhor electroclash desde Miss Kittin em 2002”, DRAMA, Boss in.

Veredicto Popload: Paris Hilton é gênia. A música é ótima. E a frase “No one is safe in the Twitter sphere any more”? Paris Hilton ficou brava no club com o cara da semana passada. Na pista, bêbada, mandou o sms equivocado. E começou a confusão enquanto ela estava no club. O som é um prog house absurdo, total Miss Kittin dos bons tempos. Aposto que o Lucio Caramori vai correr e tocar a música sábado na festa Lucioland, no Bar Secreto. Certeza!!

** Se beber, não mande Text. Nem tuíte.

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Neve joga show do Howler de SP para domingo
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Lúcio Ribeiro

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* E o Oscar goes to… HOWLER!

* Em comunicado que saiu ontem à noite, reverberado pela banda agora de manhã no Twitter, o Howler avisa que ficou preso na neve de Minneapolis, ontem, sem poder embarcar para o Brasil. A esperta banda nova americana deve decolar hoje à noite, segundo previsões.
O show de sábado em Porto Alegre está mantido. O de São Paulo, que ocorreria nesta noite no Beco 203 (rua Augusta) pulou para domingo, a noite do Oscar.

O Beco SP avisa que:
* Os ingressos já comprados continuam valendo normalmente
** Para estornos de ingressos: camila@beco203.com.br
*** As vendas continuam abertas até o dia do show

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