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Lá em Dublin. Chet Faker ao vivo
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Lúcio Ribeiro

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* Sister deste blog, a Talita Alves de repente se viu em Dublin, na Irlanda. Como de repente também o músico, produtor e DJ australiano cool as fuck CHET FAKER também estava na cidade, o feliz encontro se fez.
E a Talita conta como foi o primeiro show do electro-soul Chet Faker na turnê britânica, no Button Factory. O australiano se apresenta amanhã em Glasgow, quinta em Manchester, sexta em Leeds e depois Londres. Seu lindo álbum de estreia, “Built on Glass”, foi lançado na semana passada, oficialmente. Um dos discos do ano “so far”. E a versão ao vivo em Dublin deste Chet Faker que a Talita viu é assim:

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“Um show do Chet Faker no meio do caminho”

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Chet Faker combina com a Irlanda, ele é ruivo e tem essa cara de menino mal que fica soltinho depois de umas cervejas. Bem típico, quase um irish. Se eu o encontrasse por aí como um desconhecido, ia achar que ele mora em alguma ruazinha em Rathmines e que fecha o dia no Temple Bar.

Depois de alguns EPs, o australiano finalmente lançou o seu álbum de estreia. ‘Built On Glass’ é lindo e diz muito sobre ele. É como entrar em sua casa e ficar na sala por horas vendo os discos que ele tem, alma old-school com batidas contemporâneas e uma voz que passeia nos ouvidos. Algo que o músico vem construindo muito antes de o cover de ‘No Diggity’ sair de Melbourne e cair na rede.

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O mais curioso dessa apresentação ao vivo em Dublin é que o Chet Faker veio pra Europa bem na Páscoa, e as pessoas por aqui levam esse feriado super a sério. O show estava sold out e aconteceu no Button Factory, um local cozy (como costumam dizer por aqui), aconchegante, para ver e ouvir de qualquer canto. Pode até parecer que o cara é tímido, mas eu diria que ele é intimista. Entra quietinho e fica na dele, mais preocupado em tocar do que com qualquer outra coisa.

Chet toca sozinho o tempo todo, se dividindo entre a base e o teclado. Sua música funciona como um anestésico tanto para a plateia quanto para ele mesmo. Todo mundo parece ter entrado na mesma frequência, como se o Button fosse um barco à deriva no meio do Oceano Atlântico. Dá vontade de morar nas músicas dele. Olhando para esse barbudo com cara de bravo, fica difícil imaginar que tem alguém tão encantador e sensível por trás – alguém feito de vidro, quase como no nome do álbum.

** A foto do Chet Faker no show é do instagram do @davidpfitz.

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