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Arquivo : Jake Bugg

Jake Bugg ao vivo em Seattle. Versão do disco
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Lúcio Ribeiro

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* O grande dia de lançamentos, relançamentos, edições especiais e demais chinfras em discos, o Record Store Day, acontece semana que vem, dia 19. Um desses produtos a sair, entre quase 500 lançamentos proclamados, ficará por responsabilidade do rapaz inglês carrancudinho Jake Bugg, grande atração de shows em São Paulo sábado e domingo passados.

Bugg lançará semana que vem o EP “Live at Silver Platters”, quatro faixas desplugadas tiradas de show ao vivo em Seattle, dia 20 de janeiro deste ano. São elas There’s A Beast”, “Trouble Town”, “Lightning Bolt” e “Storm Passes”.

Desse disco, a gente já consegue ouvir a ótima “Lightining Bolt”, um dos hits dele. Moleque bom.

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Jake Bugg na favela: o vídeo, o futebol, o… sorriso
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Lúcio Ribeiro

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Novo menino prodígio do rock inglês, adorado pelo Johnny Marr e pelo Noel Gallagher, Jake Bugg passou por São Paulo neste fim de semana para a função Lollapalooza, que incluiu um grande show em “horário nobre” no festival domingo e um sideshow bem bom no Cine Joia, no sábado.

Mas o moleque que nem tem 20 anos de idade deu seus rolês por São Paulo. Na sexta, Jake visitou a favela de Heliópolis, onde conheceu jovens que residem na comunidade. A visita faz parte de uma ação da ONG ActionAid, que vai lançar um minidocumentário a ser exibido em maio no Reino Unido, com as imagens de Bugg na favela. A intenção é divulgar o trabalho social que é feito em Heliópolis.

Bugg disse que nunca viu algo parecido na vida e que estava “absorvendo ao máximo” sua visita ao local. Por lá, o cantor e compositor inglês ainda grafitou um painel, jogou futebol com a galera e deu uma canja em um palco improvisado ao lado do grupo de rap Avante O Coletivo, que assessorou o britânico durante toda a visita. Jake, que carrega consigo toda a tradicional marra britânica, até esboçou sorrisos. O menino curtiu mesmo.

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* Fotos: Amauri Nehn/Photo Rio News

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Tags : Jake Bugg


Lollapalooza Brasil 2014: Os 10 melhores shows
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Lúcio Ribeiro

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* Ok, gosto é gosto, tal e coisa. E cada um tem sua experiência pessoal, blablablá. Mas a Popload, numa atitude ousada e total sintonizada em tempos do “EU, EU, EU” do Twitter ou dos posts pessoais longos “incríveis” do Facebook, elaborou o “Ranking dos Melhores Shows do Lollapalooza e É Isso Aí”, baseado no gosto e na experiência pessoal de nossa equipe, mais a opinião de amigos bons e sinceros. E ainda uma pesquisa rápida encomendada por nós junto ao IPEA. Tudo isso, depois da pauleira do fim de semana, e daquela descansada na segunda-feira, pensando, refletindo, deu foi o seguinte:

((** Se você quiser mandar o seu ranking, posta aí nos comentários. A gente computa tudo e depois faz o “Ranking Definitivo dos Melhores Shows do Lollapalooza Brasil 2014”. E publica ainda por cima.))

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Os 10 melhores shows do Lollapalooza, para a Popload:

10º. JOHNNY MARR – Seja como for o show dele, irregular ou não, se aventurando a cantar ou não, é o Johnny Marr. Que ainda por cima levou o amigo Andy Rourke a Interlagos, para ajudá-lo a tocar Smiths. E de repente o Brasil veio 1/2 Smiths em ação. Isso NÃO É POUCO. Fora que, parece, o Morrissey vem ao país em outubro. Daí 2014 vai ser conhecido como o ano que o Brasil (quase) viu os Smiths inteiro, de alguma forma.

9º. VAMPIRE WEEKEND – Quem diria, o pior choque de horários do festival acabou sendo Savages x Vampire Weekend, de todos os anunciados e temidos. O grupo de Nova York pode não ser a melhor coisa ao vivo que você vai ver, apesar de terem muitas músicas boas nos três discos que lançaram. Mas fizeram mágica ao tocar ali naquela outra cidade (o palco Onyx), no final de tarde. O Tullio não nos deixa mentir.

8º. PIXIES – Você sabe. Não somos adeptos ao “vale pela nostalgia”, mas, nesse caso, valeu sim. Banda velha que toca música nova sem deitar sob os hits clássicos tem nosso respeito. E Joey Santiago continua Deus.

7º. JAKE BUGG – Nem o “jeitinho brasileiro” quebrou a marra desse míni Noel-e-Liam-tudo-junto-numa-só-pessoa. Nenhum “oi” para as menininhas se matando de gritar na frente do pequeno galã do rock inglês que tem o melhor cabelo do festival e não é de propósito. Não o confunda com Justin Bieber. Esse, em vez de uma coleção de bonés, leva para o palco uma coleção de guitarras. E toca, tirando suas músicas boas, Neil Young. Ele faz show para os indies-sujinhos que ficam atrás do pelotão histérico. Just.

6º. NINE INCH NAILS – O perfeccionista Trent Reznor esquecendo letra, apresentação mais básica que pirotécnica visualmente (quer dizer…), show de greatest hits, “clash” de fãs do “velho NIN” e do “novo NIN” na plateia. Nine Inch Nails humanizado. Thumbs up.

5º. DISCLOSURE – O melhor disco do ano passado ao vivo, mostrado sound+vision por irmãos eletrônicos que tocam as músicas todas, literalmente. Se alguns dos cantores convidados do álbum viessem ao Brasil com o duo, para dar cara às vozes, seria mais o show do festival do que se o Flume tivesse trazido o Chet Faker. Dá para entender o que eu quero dizer?

4º. FLUME – Você está ali, na tenda eletrônica, e vem um DJ boa pinta que só vai tocar músicas dele mesmo e não dos outros, com a exceção de duas ou três que ele mexe tanto que viram dele mesmo, sem remixar uma à outra. Apresentação de eletrônica com pausa entre canções. Atualíssimo, indo de dubstep ao hip hop e ao pop descarado sem quebrar o embalo. Se o Chet Faker tivesse vindo junto, seria o show do festival. Mas está bom o quarto lugar para ele.

3º. LORDE – Segurando sozinha um show minimalista para um mar de gente a perder de vista, mulheradinha gritando mais que ela. Sem banda completa nem cantoras de apoio. Dancinhas freak, olhar de louca, caras e bocas e muita atitude para uma menina de 17 anos. Sem falar que grande parte das músicas dela são boas. A menina não é bafo.

2º. SAVAGES – a música delas não é exatamente fácil. A banda entra toda de preto para tocar ao sol cáustico das 4 da tarde. A guitarrista incrível vive num mundo particular, a baterista é uma garota-animal, a baixista tem muito estilo e a Jenny Beth deve ser um dos melhores seres humanos que seguram um microfone hoje na face da Terra. Não dá para tirar os olhos dela: parece uma Ian Curtis sem a epilepsia no palco e com salto COR-DE-ROSA no pé, a única peça colorida naquele show. Pós-punk visceral fazendo sentido hoje, pensa! Alta-cultura do indie rock.

1º. ARCADE FIRE – a gente merecia vê-los de novo. Em nove anos, a “banda mais indie do TIM festival” virou a “a maior banda ~indie~ do planeta”. Show perfeito, do começo ao fim. Até as músicas mais tristes ganharam um ar tropical-caribenho e a festa teve fogos de artifício, papel picado, dancinhas, o homem-refletor. Merece o primeiro lugar só pelas músicas de Funeral e pelo casal Win-Régine, melhor casal-performance do rock.

** Estou esperando você retrucar nossa lista. 3, 2, 1…
*** Menção honrosa: Cage the Elephant. Ninguém de nós conseguiu ver. Só na TV. Daí, né… Se o show deles foi tão bom quanto a “Party” no Cine Joia, sexta, mereceria entrar na lista, talvez. Ah, e o Soundgarden também.

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E no meio da madrugada tinha o Jake Bugg, o Win Arcade Fire, o Disclosure
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Lúcio Ribeiro

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* Não bastasse o perrengue de sair lááááá de Interlagos tardão da noite, quando chegávamos à “civilização” era preciso optar por ver o Jake Bugg no Cine Joia, o Win Arcade Fire discotecando Beastie Boys e frufrus no Bar Secreto ou o Disclosure praticando um DJ set no Gran Metropole. Sem comer, sem banho. Ou um pouco de tudo isso acima. Incluindo artistas, asseio, alimento.

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JAKE BUGG – o Cine Joia, na Liberdade, estava cheio, com fãs na porta desde as sete (whaaa?), menores de idade implorando ao manager por misericórdia, para entrar onde não podia “de menor”… Jake Bugg já foi ao palco com gritaria de boy band. Meninas ensandecidas, meninos emocionados. Sério. O inglês quietão (marrentinho, mas com coração haha) falou pouco e tocou muito. 20 anos e umas 7 guitarras, só no palco — sem contar os dois violões. Começou com violãozinho básico, a la Bob Dylan, foi acelerando, acelerando, plugou tudo e o show foi ficando mais pesado. “What Doesn’t Kill You”, desta fase “elétrica”, ao vivo, é maravilhosa! Voltou para um momento violão (com ele sozinho no palco) e terminou com banda e mais guitarras. Tudo, TUDO!, cantado do começo ao fim por quem estava lá (“Two Fingers”, principalmente). Jake Bugg toca hoje no Lolla (quase que) ao mesmo tempo que Soundgarden… Adivinha quem a gente vai ver? ;o)

WIN BUTLER – Quem te viu e quem te vê, hein Win Butler? Sorte nossa, mas aquele gigante tímido, desajeitado, que na primeira vinda ao Brasil, em 2005, nem quis sair do hotel e tudo mais, acabou se transformando em show man, piadista, animador de festas com cabeças de Olinda e até DJ.

Em discotecagem de “última hora” no Bar Secreto, em Pinheiros, Win Butler vestia a sua tradicional fantasia de DJ: luvas de esqueleto, roupa camuflada e um lenço cobrindo o rosto (quando deixava a picape). Setlist improvisado, meio zoeira meio sério, mas quem estava lá nem ligava muito para isso, na verdade. Gostamos da versão zero por hora de “Hey Ya” e um Michael Jackson (em uma das várias do Jackson que ele tocou) beatbox. Tomando cachaça no gargalo e animadíssimo, ainda desceu para pista e dançou com a ~galere~. Óóónnnn. Win Ferveção tem todo nosso apoio. Só não vai dar uma de Julian hoje, por favor!

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O “show” que no fim era DJ set do grupo inglês de irmãos Disclosure foi “estranho”. Essa foi a impressão maior que arrancamos de quem foi. O grupo subiu às picapes do Gran Metropole, no Centrão, tipo 2h da manhã, cerca de três horas depois da ótima apresentação deles no Lollapalooza.O estranho (!) é que, como não fomos, perguntei para vários amigos que foram e quase todos falaram: “Estranho”!

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Chile: os shows “fora” do Lolla, incluindo Pixies, Marr, Bugg e Julian
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Lúcio Ribeiro

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O agitado fim de semana no Chile graças ao Lollapalooza não se resumiu apenas ao evento master no parque O’Higgins. Em clubinhos e casas de shows da cidade, foram realizadas as famosas Lolla Parties, os sideshows que são tão tradição do festival.

Entre sexta e ontem, ótimos nomes do line-up chileno fizeram seus shows “solo”. Na sexta-feira, a noite mais tensa. Pixies, Julian Casablancas, Jake Bugg e Capital Cities tocaram praticamente no mesmo horário. Os quatro bombaram.

Johnny Marr, dizem, fez show histórico para centenas de sortudos em sua estreia no Chile, enquanto Cage the Elephant e Portugal. The Man uniram forças e fizeram apresentação conjunta na noite de ontem, mesmo com o festival rolando com Arcade Fire e tudo.

Abaixo, alguns vídeos registrados pela galera. Cadê sua voz, Julian?

* Julian Casablancas, Club de La Unión, 28/03

* Pixies, Teatro La Cupula, 28/03

* Jake Bugg, Club Subterraneo, 28/03

* Capital Cities, Sala Omnium, 28/03

* Johnny Marr, Sala Omnium, 29/03

* Cage the Elephnat + Portugal. The Man, Sala Omnium, 30/03

* No Brasil, as Lolla Parties serão as seguintes:
MUSE – GRAND METROPOLE – 03/04
CAGE THE ELEPHANT – CINE JOIA – 04/04
DISCLOSURE – GRAND METROPOLE – 05/04
JAKE BUGG – CINE JOIA – 05/04

* O Lollapalooza acontece dias 5 e 6 de abril no Autódromo de Interlagos.

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Alô, Lolla. Meia hora com Jake Bugg no Texas
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Lúcio Ribeiro

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* Lollapalooza Brasil alert.

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O talentoso boy inglês Jake Bugg, que toca em São Paulo no dia 6 de abril às 19h pelo Lolla e um dia antes faz show solo no Cine Joia, se apresentou no Sxsw 2014 dias atrás, como metade dos artistas e bandas existentes no planeta.

Teve um showzinho de menos de meia hora de Bugg promovido de dia pela Waterloo Records, a melhor loja de discos de Austin, Texas. A Waterloo, em época de South by Southwest, sempre monta um palco em frente a seu estabelecimento, no estacionamento do lugar, e promove altos shows de bandas locais e de bons nomes do indie mundial, gente já até consagrada com projeto novo. Aquele fuzuê indie que Austin promove nesse período.

A Waterloo é até meio longe do buchicho dos bares principais do Sxsw. Fica no fim da famosa Rua 6, a rua principal, mas tipo uns 40 minutos a pé da concentração de bares. É fácil localizar: perto tem um enorme Whole Foods Market, o meu predileto nos EUA e um ótimo lugar para comer “decentemente” em época doida de festival, e em frente, no cruzamento com a Lamar Boulevard, tem aqueles fios grossos de alta tensão que no final de tarde são disputados por 100 mil pássaros, tipo filme do Hitchcock.

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Mas, enfim, em frente à Waterloo o Jake Bugg fez um showcase classe e rápido de 25 minutos. Ele tocou “Trouble Town”, “Slumville Sunrise”, “Me and You”, “Storm Passes Away”, “Two Fingers”, “Friends”, “Strange Creatures”, “Lighting Bolt”. Olha que beleza.

No Lollapalooza, em Interlagos, o Jake Bugg “enfrenta” o Soundgarden, na questão dos horários. Você vai ver qual?

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Jake Bugg “conquista” a América. Ele vai conquistar São Paulo?
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Lúcio Ribeiro

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* O menino-prodígio Jake Bugg, o Robin da música inglesa se você levar em consideração que o Noel Gallagher é o Batman, toca às 19h do dia 6 de abril em São Paulo. O guitarrista, violonista e cantor talentosíssimo com sua voz anasalada conflita no horário com o gigante grunge Soundgarden no Lollapalooza Brasil, em Interlagos.

O show no festival do autódromo paulistano e brasileiro será um bom teste da “popularidade” internética de Jake Bugg, versus um artista “velha-guarda” conhecido como o Soundgarden para o público roqueiro. Numa terra sem uma cena visível formada como é o Brasil (a nova MTV ninguém vê, os jornais não dão bola e a 89FM só toca o menino porque estão em “parceria” com o Lollapalooza), é uma oportunidade de a gente testar gerações, com tudo o que isso implica.

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Na Inglaterra Jake Bi-iu-gi-gi é um pouco consagrado. Já abriu para os Stones em show de verão no Hyde Park. Apenas. E há poucos dias, no final do fevereiro, ele tocou em Londres para um abarrotado Royal Albert Hall, pomposo, com uma plateia de 5.500 pessoas que esgotaram os ingressos rapidamente havia tempos.

Nos Estados Unidos, neste mês, aconteceu uma coisa engraçada para a carreira de Bugg, que acabou de sair da adolescência ao completar 20 anos de idade. Engraçada talvez não seja a palavra correta, enfim. O rapaz inglês tocou no programa pop-bagaceirinho “American Idol”, dias atrás. Foi o primeiro novo artista a ser convidado para se apresentar lá nesta nova temporada. Bugg, você pode imaginar, não é ninguém no mercado de música americano, embora já leve alguns bons indies para ver seus shows em Nova York, Seattle, Los Angeles, Chicago, lugares assim.

E lá foi Bugg mostrar sua cara e seu jeito inglesão de cantar no “American Idol”. Desempenhou a bela “Me and You”, canção de seu mais recente álbum, “Shangri-La”, já o segundo de sua carreira, lançado há quatro meses e que na melhor das hipóteses fez uma cócega somente na parada da Billboard, nos EUA, assim como o disco de estréia.

O efeito da aparição de Jake Bugg no “American Idol” fez “Shangri-La” entrar nesta semana que passou no QUINTO LUGAR da parada dos mais vendidos na América. As vendagens do disco nos EUA cresceram em poucos dias 551% em relação à performance do álbum na semana anterior, na Billboard.

Isso na paradona geral. No “chart” de álbuns folk, Shangri-la subiu para o número 2. Na parada alternativa, cravou o número 13. No Top Rock Albums, nº 19.

O disco de estréia do Bugg, que leva o seu nome no título, lançado em 2012, voltou das cinzas para a parada da Billboard. Entrou no número 200 no The Billboard 200.

Gosh! O que o “American Idol” pode fazer para um bizarrinho (para eles) moleque indie… Adoro essas histórias.

Vamos de três vídeos recentes de Bugg para ilustrar tudo isso acima.
1. um dele ao vivo no Royal Albert Hall em Londres, teatrão suntuoso inaugurado pela rainha Vitória em 1871, para concertos de ópera. Bugg tocando seu hit “Slumville Sunrise”, com a companhia de um convidado especial: Johnny Marr, dos Smiths
2. Jake Bugg no “American Idol” na apresentação que pode ter mudado sua vida. Repare que no passado, o suficiente para os cabelos serem bem diferentes, um dos jurados do programa, o músico country Keith Urban, já havia citado Bugg como “revelação da música”, num papo de bancada do “American Idol”, onde ele recomendava ficar de olho no programa. E que foi solenemente ignorado pela jurada Jennifer Lopez, hahahaha. Isso acho que em 2012. Sensacional.
3. Nesta semana, o incrível “sindicato” de rádios boas dos EUA, a NPR, soltou uma session de quatro músicas em vídeo (pouco mais de 12 minutos) de Jake Bugg, para a série “Tiny Desk Concert”, em que um artista toca numa mesa de escritório, com estante de livros atrás e tudo mais. É o outro lado da moeda forte americana. Primeiro uma apresentação de TV num supercenário para milhões e milhões de telespectadores, depois uma sessionzinha numa mesa de escritório para um conglomerado de rádios indies. Para a NPR, Bugg tocou “Slumville Sunrise”, “Me and You”, “Storm Passes Away” e “Lightining Bolt”.

Você vai ver o Bugg no Lollapalooza?

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E agora, Lolla? Os horários: Phoenix ou Lorde? Arcade Fire ou New Order?
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Lúcio Ribeiro

* Finalmente liberaram os horários do Lollapalooza Brasil, que acontece nos dias 5 e 6 do mês que vem e é o primeiro grande festival do nosso calendário. O Lolla BR vai trazer para a gente ver a bombada Lorde, o incrível Disclosure, nossos <3 do Pixies, o nosso <3 Julian Casablancas, o show novo do Arcade Fire (foto abaixo) entre outros campeões de audiência indie. E, claro, um festival desse porte, com tantas atrações, obviamente vai nos fazer sim ver umas coisas. Mas também perder outras no mesmo horário.Tipo. O que você vai ver nos "confrontos abaixo"? Estou curioso. Em negrito, está a minha preferência nos horários que batem. Phoenix ou Lorde?
Muse ou Disclosure ou Kid Cudi?
Arcade Fire ou New Order?
Jake Bugg ou Soundgarden?
Savages ou Vampire Weekend?

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* Vamos lá aos horários gerais:
((está tudo certo com o horário do NIN, produção?))
Dia 5 de abril – sábado

Palco Skol
Vespas Mandarinas (12h20 – 13h05)
Capital Cities (14h – 15)
Julian Casablancas (16h10 – 17h10)
Phoenix (18h35 – 19h50)
Muse (21h30 – 23h)

Palco Onix
Silva (12h10 – 13h55)
Cage The Elephant (15h05 – 16h05)
Imagine Dragons (17h15 – 18h30)
NIN (19h55 – 21h25)

Palco Interlagos
Red Oblivion [Berklee] (12h45 – 13h30)
Lucas Santana (14h – 15h)
Café Tacvba (15h30 – 16h30)
PTM (17h – 18h)
Lorde (18h30 – 19h30)
Nação Zumbi (20h – 21h)
Disclosure (21h30 – 23h)

Palco Perry
Elekfantz (12h45-13h45)
Digitaria (14h15 – 15h15)
Perry/Etty Vs Joachim Garraud (15h30 – 16h30)
Flume (16h45 – 17h45)
Flux Pavilion (18h – 19h15)
Wolfgang Gartner (19h45 – 21h)
Kid Cudi (21h30 – 22h30)

KIDZAPALOOZA
Souza Lima (13h30 – 14h30)
School of Rock (15h – 16h30)
Coisinha (17h – 18h)

***

Dia 6 de abril – domingo

Palco Skol
Francisca Valenzuela (11h50 – 12h35)
Raimundos (13h30 – 14h15)
Ellie Goulding (15h25 – 16h25)
Pixies (17h35 – 18h50)
Arcade Fire (20h30 – 22h)

Palco Onix
Illya Kuryaki & Valderramas (12h40 – 13h25)
Johnny Marr (14h20 – 15h20)
Vampire Weekend (16h30 – 17h30)
Soundgarden (18h55 – 20h25)

Palco Interlagos
Apanhador Só (12h15 – 13h)
Brothers of Brazil (13h30 – 14h15)
Selvagens à Procura de Lei (14h45 – 15h30)
Savages (16h – 17h)
AFI (17h30 – 18h30)
Jake Bugg (19h – 20h)
New Order (20h30 – 22h)

Palco Perry
Ftampa (12h30 – 13h15)
GABE (13h30 – 14h30)
Cone Crew (15h – 16h)
Baauer (16h15 – 17h15)
Krewella (17h30 – 18h30)
The Bloody Beetroots (19h – 20h15)
Axwell (20h45 – 22h)

KIDZAPALOOZA
Barbatuques – Workshop (14h – 15h)
Barbatuques – Show (16h – 17h)

Não custa lembrar, outro pecado do Lollapalooza, na parte das Lolla Parties, é botar no mesmo dia, em locais diferentes, os shows solo de Jake Bugg (Cine Joia, Liberdade) e Disclosure (Gran Metropole, Centro). Ambas atrações britânicas bacanas tocam no mesmo 5 de abril, sábado, primeiro dia do festival em si, lááá em Interlagos. Se bem que as duas casas até que são perto uma da outra. Vai que…

Bom, sem chorar. Festival grande é assim mesmo.

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Alô, Lolla! Jake Bugg no festival de Manchester, o show inteiro
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Lúcio Ribeiro

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* Change. Change. Change.

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* Preciso confessar uma coisa antes. Quando a Radio One inglesa, da BBC, tirou o DJ (de rádio) Steve Lamacq do ar anos atrás e o “encostou” em uma emissora “apenas” virtual/digital, a 6 Music, eu achei um absurdo. “Estão fritando o cara”, pensei. Acho que até ele achou, porque li algumas coisas que ele disse à época e que não parecia vindas do cara mais feliz do mundo com as mudanças. Pensei que a BBC, para o caso da Radio One, queria privilegiar o lado de DJ mais festeiro e palhação (Zane Lowe) em detrimento ao estilo “very british” do Lamacq (escola John Peel). Eu vi errado e a BBC viu o futuro. Volto a isso em outra ocasião.

* Falando em BBC 6 Music, a rádio virtual/digital, nós demos ampla cobertura aqui ao seu primeiro festival, que aconteceu em Manchester sexta e sábado passados. Várias bandas legais, a primeira apresentação solo do Damon Albarn, a viagem do Jagwar Ma etc. e tal. Maior vibe.

* O menininho brit Jake Bugg tocou também. E o show todo dele por lá está aqui embaixo. Bom para você sentir o que vem por aí, em menos de um mês. No começo de abril, Bugg toca em São Paulo duas vezes. Uma no Lollapalooza Brasil Festival, em Interlagos, outra no Cine Joia. No mesmo dia, dia 5.

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A rádio 6 Music e o Carnaval indie britânico
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Lúcio Ribeiro

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* Então. No último final de semana, mais exatamente sexta e sábado passados, aconteceu em Manchester o primeiro BBC 6 Music Festival, a estreia em eventos grandes da emissora digital da BBC, que funciona na internet e em TV digital para os ingleses. Conhecida como a “rádio do futuro” da velha BBC, a 6 Music foi inaugurada em 2002 e conta comm uma das melhores programações de uma rádio do mundo para a música independente hoje.

Só que até 2010 a rádio corria sérios riscos de fechar. Mas sua performance em publicidade e audiência foi aumentando, aumentando e atualmente a 6 Music consegue atingir 2 milhões de pessoas semanalmente com programas variados de gente como o grande DJ radiofônico Steve Lamacq (diário) e o figuraça Jarvis Cocker, do Pulp (aos domingos à tarde).

Daí que chegou a hora de a BBC 6 Music mostrar sua força realizando um festival incrível, esse do final de semana. Em Manchester, não em Londres, porque sim. Dois palcos e uma tenda de DJ de silent disco (para ouvir a música, precisa usar fone de ouvido, distribuído na entrada, senão vira um lounge silencioso, bom para bater um papo sem música e longe da sonzeira sem fim dos palcos tipo assim).

O já citado Damon Albarn, Franz Ferdinand, James Blake, o poploadico Metronomy, The National, as Haim, Jake Bugg, The Horrors, o poploadico Jagwar Ma e a diva sueca Lykke Li estavam na lista de atrações, entre vários outros nomes.

Alguns dos shows foram transmitidos ao vivo e se encontram dando sopa por aí, na internetz. A gente faz abaixo uma espécie de “melhores momentos”, tirando três deles: o do Damon Albarn que a gente já falou e o da Likke Li e do Jagwar Ma que ainda vamos falar.

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