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Arquivo : fevereiro 2014

Oh, Lindsey! Deap Vally ao vivo em Londres, para inglês ver
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Lúcio Ribeiro

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* A revista “Spin” resolveu dar um presentinho para nós, em seu site. Subiram hoje uma filmagem, quase oito minutos, de bastidores e de show da explosiva dupla de meninas californianas Deap Vally em show em Londres, realizada no final do ano passado. A gata Lindsey Troy (acima), guitarrista, e sua fiel companheira, a baterista Julie Edwards, se aquecendo no backstage e depois mandando as pedradas “Walk of Shame” e “End of the World”, ambas músicas do disco “Sistrionix”, lançado no ano passado.

As bonecas do Deap Vally, um White Stripes totalmente mulher, na medida em que o Drenge é o White Stripes 100% macho, anunciaram hoje uma turnê americana, a começar em março e que passa pelo South by Southwest, no Texas. Vários dos concertos são em conjunto com o grupo Band of Skulls. Nice!

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Tags : deap vally


Tudo em casa: Twin Shadow fazendo Goldfrapp
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Lúcio Ribeiro

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Absorvido pela “onda do Brooklyn”, o dominicano Twin Shadow, que é também meio herói do indie americano graças ao seu resgate da new wave com letras um tanto emocionais, está sempre envolvido aqui e ali em importantes frentes, seja com seus trabalhos autorais, seja prestando serviço para outros artistas.

A última viagem do Twin Shadow é uma versão remix feita para “Thea”, novo single da Goldfrapp, extraída do disco “Tales Of Us”. O single será lançado dia 24 de março e o George Lewis Jr. retrabalhou o som assim…

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Tudo em casa: James Blake fazendo Kendrick Lamar
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Lúcio Ribeiro

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O moleque esperto e aclamado James Blake continua aprontando das suas em seus programas que vão ao ar na bombada Radio One da BBC, a estação mais pop da rede.

Blake, sob a alcunha Harmonimix, sempre prepara um remix diferente. Já rolou até Beyoncé. Agora ele fez sua versão singela para “m.A.A.d City”, do Kendrick Lamar, toda cheia de groove e poucos versos.

Blake é gênio.

* O programa inteiro pode ser ouvido aqui.

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A “DJ” Lorde dança gótico-candomblé até na balada
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Lúcio Ribeiro

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* Hehe! Corre atrás, Ego!

* Pintou um vídeo direto de Londres, feito pela Capitol FM, que mostra a cantora-fenômeno neozelandesa Lorde discotecando em festinha após o Brit Awards, que rolou anteontem em Londres. Ela não tava sozinha nas picapes: as também famosas Katy Perry e Ellie Goulding trocavam discos com ela no after-party.

Daí que rolou um hip hop uma hora e a Lorde… dançou com as amigues.

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Tags : lorde


A estátua do Kurt Cobain não rolou, Aberdeen
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Lúcio Ribeiro

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* Na entrada da cidadezica de Aberdeen, no Estado de Washington, perto de Seattle uma hora e meia de carro, tem a tradicional placa “Bem-Vindo a Aberdeen” na estrada, com um adendo visível desde o final dos anos 2000: o letreiro “Come As You Are”. Com pouco menos de míseros 20 mil habitantes e por algum motivo um dos maiores índices de ataques sexuais dos EUA (em proporção à população), Aberdeen quis logo na entrada da cidade homenagear seu filho mais famoso: Kurt Cobain, um dos mártires e gênios do rock americano. E seu filho mais polêmico também. Parte da cidade não gosta que Cobain seja o símbolo da cidade, porque afinal de contas era um “viciado em heroína que ficou maluco e deu um tiro na própria cabeça aos 27 anos de idade”.

Pois, bem. Apesar do melê herói-não-herói, Cobain ganhou nesta semana um feriado na cidade. Agora, todo dia 20 de fevereiro (dia de seu aniversário; ele completaria 47 anos ontem, se vivo), vai ser o “Kurt Cobain Day”. Seria dia 5 de abril, data de sua morte, mas resolveram mudar por causa da coisa “heroína e suicídio” não serem o mote do legado que o brilhante guitarrista deixou.

Daí que os blogs americanos ficaram malucos hoje com a cobertura do Cobain Day de Aberdeen, de ontem. De tão chinfrim que foi. Primeiro porque fizeram apenas um show cover de Nirvana, com uma banda chamada Gebular. Depois descobriram que uma pequena emissora de TV local cobriu as “festividades” e seu apresentador se referiu a Cobain mais como drogado do que como líder da banda que revolucionou o rock no planeta, a indústria da música, as programações das rádios e TVs, o modo de pensar das gravadoras etc.

E, por fim, porque inauguraram uma estátua horrorosa de Cobain perto do Museu de História local, que guarda do músico o sofá onde ele dormia enquanto morou na cidade.

Sem brincadeira, me lembrou um busto do Ademir da Guia que tinha no Palmeiras nos anos 80, que parecia mais com o Mussum do que com o histórico ídolo do Verdão. Tanto que derrubaram esse busto e hoje tem um decente no lugar.

O que tá mais parecido com Cobain, na estátua inaugurada, é o buraco da calça, na altura do joelho.

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As novas do Foster the People que pouca gente ouviu até agora
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Lúcio Ribeiro

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A velocidade da internet costuma nos pregar algumas peças. Sabe o Foster the People, né? Turminha esperta vinda da Califórnia, que assolou o mercado com um disco pop/rock sem deixar de lado um certo ar indie há mais ou menos dois, três anos com seu disco de estreia, o grupo chega com seu esperado segundo álbum mês que vem. “Supermodel” sai dia 17 de março e, claro, todo mundo está naquela “o que vem por aí?”.

A banda já avisou que a pegada desse registro novo é mais voltada para as guitarras, deixando um pouco de lado a tecladeira e os sintetizadores do álbum de estreia. Fora isso, eles estão meio que obrigados a “amadurecerem” a partir do próprio estilo que eles criaram no primeiro disco, com hits que tocaram nas rádios o dia todo. Então sempre tem essa de desafio do “second coming”.

Faz tipo 10 dias, vazaram algumas faixas desse “Supermodel”. Aí o mais interessante: pouca gente ouviu. Vazaram em uma conta no Soundcloud, parece, e logo foram retiradas do ar. Pouca gente ouviu (perdão pela repetição). Menos gente ainda compartilhou. Quem quis compartilhar, jogou em outros lugares, tipo YouTube, mas aí virou aquela corrida de gato e rato. Alguns links estão no ar, mas com apenas uma, duas mil visualizações. O que é bem pouco em dias atuais quando se trata de músicas novas que vazam.

Três delas estão dando sopa por aí. “Pseudologia Fantastica”, “A Beginner’s Guide to Destroying the Moon” e “Best Friend”. Será que esse Foster the People novo vai virar?

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Temples e a música do ano, em session. E uma cover de Kinks para completar
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Lúcio Ribeiro

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* A espertíssima banda inglesa de indie psicodélico Temples, portadora de um dos álbuns do ano já, o excelente debut “Sun Structures”, recém-lançado, comparecem aqui com outra session. Desta vez em Paris, no estúdio da famosa rádio francesa OUI FM.
(Já contei aqui uma história pessoal envolvendo a OUI FM, os Rolling Stones e… eu?)

O Temples executa na rádio, de modo acústico, cedo e sentado, a maravilhosa “Keep in the Dark”, uma das grandes músicas surgidas nos últimos meses. E emenda uma cover de um grande patrimônio do rock britânico, o grupo Kinks, dos anos 60, época em que os Temples estão com a cabeça. A canção do Kinks escolhida para a versão atual é a fantástica “Waterloo Sunset”. Que ficou incrível com os meninos-netos do Temples.

A passagem do Temples pelos estúdios da OUI FM (já contei aqui u…) aconteceu no dia 12 de fevereiro. Os vídeos apareceram hoje.

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Arcade Fire fala de morte em apresentação cheia de vida na TV
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Lúcio Ribeiro

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Atração musical mais esperada em solo brasileiro em 2014 até o momento, o Arcade Fire marcou presença no programa do Jimmy Fallon na noite de ontem, dando sequência nesta super semana do “The Tonight Show”, que teve/terá como atrações U2, Lady Gaga, Michelle Obama e Justin Timberlake. Entre outros.

Ontem, a trupe canadense mandou a linda “Afterlife”, talvez melhor faixa do disco “Reflektor”, aquela que reflete (!) a vida após a morte, não necessariamente a de quem morreu, mas a de quem ficou. Ou, como a própria letra diz, “A gente grita e berra, até arrumarmos um jeito de lidar com a história”.

O Arcade Fire vem ao Brasil em abril para dois shows, com formato a escolher: show “solo e fechado” no Rio de Janeiro, dia 04/04, no Citibank Hall ou “show de festival em arena” no Lollapalooza em São Paulo, dois dias depois, no Autódromo de Interlagos. De toda forma, imperdível.


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Single Parents, banda de SP, transforma o indie em negócio. Pra poder tocar
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Lúcio Ribeiro

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* A veterana banda indie americana Sebadoh toca no Brasil em abril, o novíssimo músico canadense Mac DeMarco se apresenta no país antes, em março. E essas não são a “grande notícia”.

O distinto senhor Lou Barlow, herói do underground desde os anos 80 por seus trabalhos no Dinosaur Jr. e Folk Implosion, além, óbvio, desse Sebadoh que vem aí, descansa a banda e aproveita para se apresentar solo e íntimo no Red Bull Station. Mas essa ainda não é a grande notícia.

No meu humilde entender, a “big news” aqui é o esquema que a esperta banda paulistana Single Parents armou por trás dessas vindas internacionais citadas acima para poder chamar a atenção para eles mesmos, para o Single Parents. Cansados de tocar no mesmo circuitinho de shows e não ir além disso, os caras do grupo paulistano resolveram fundar uma produtora, a Balaclava, penetrar no arriscado ramo de importadores de bandas gringas (as que eles curtem) e botar o Single Parents para abrir todas os concertos internacionais. Com isso, além de agitar o mercado, podem tocar nos lugares onde normalmente não os chamariam. É firmeza: quer o show do Sebadoh? Então o Single Parents tem que entrar no pacote. Genial.

Cada um em seu ramos de negócios e guardada as proporções, mas a iniciativa dos meninos do Single Parents, mais exatamente os esforços de Fernando Dotta e Rafael Farah para dar nome aos bois, é tão feliz para a cena indie brasileira como foi a do Queremos, no Rio de Janeiro, a agitadora de crowdfunding que passou a proporcionar shows bons no RJ (em geral em parceria com o Popload Gig) que nenhuma produtora grande queria levar à cidade maravilhosa.

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Rafael Farah e Fernando Dotta, integrantes do Single Parents, responsáveis pela produtora Balaclava e donos do selo Balaclava Records. Nossos Daft Punk?

Na verdade, a Balaclava existe desde 2012, mas como selo, o Balaclava Records. O selo surgiu quando o Single Parents precisava de alguém para produzir e lançar seu primeiro disco, o “Unrest”. Resolveram fazer eles mesmos.

Para a aventura de mexer com shows internacionais, a Balaclava versão produtora fez parceria com a Brain Productions.

Já o selo Balaclava tem, além do próprio Single Parents, um total de nove grupos e artistas. Nacionais e gringos. Bonifrate (do Supercordas, do Rio), a americana de dream pop Minks, Splashh, banda de shoegaze do Reino Unido e RØKR, projeto synthpop/chillwave de Roberto Kramer de Recife, são alguns deles. O selo acabou de fechar um acordo de lançamento dos discos das bandas Tyburn Saints (NYC), Terno Rei (SP) e Luziluzia (GO), projeto que conta com dois integrantes do Boogarins.

Obviamente não serão todos os shows gringos que o Single Parents botará o Single Parents para tocar. Bandas do selo deles entrarão na roda, também.

++++++

** MAC DEMARCO – O multiinstrumentista canadense, de 23 anos, se apresentará com sua banda no SESC Belenzinho (São Paulo) nos dias 19 e 20 de março. A turnê é nova, de seu próximo disco, “Salad Days”, que será lançado ainda em abril, mas já se encontra devidamente vazado na Internet. Os ingressos começam a ser vendidos no site do Sesc no dia 10 e nas unidades do Sesc dia 12. DeMarco toca ainda em Porto Alegre, no Beco 203, no dia 21/3. Ingressos já à venda aqui.

** SEBADOH – A banda de Lou Barlow (foto abaixo) vem em abril para apresentações em São Paulo, Rio de Janeiro, Maringá (PR), Cataguases (MG) e Pernambuco (Festival Abril Pro Rock). As datas ainda estão sendo costuradas. A abertura dos shows fica por conta do Single Parents, que assim engata uma turnê nacional de respeito.

Lou-Barlow

** LOU BARLOW SOLO – O cultuado músico indie faz concerto solo nas dependências cool do Red Bull Station, no Centro de SP, em data de abril ainda a ser divulgada. Os grupos Single Parents e The John Candy (RJ) fazem as honras de abertura.

** SINGLE PARENTS – O grupo-produtora está na barca brasileira que se apresentará no Primavera Sound 2014, festivalzão de Barcelona, em maio.

Um agitozinho e o Single Parents já garantiu uma tour nacional e um show em festival bacanaço da Europa. 2014 é deles.

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Meia hora de Pixies. Acústico
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Lúcio Ribeiro

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* Nesta semana os Pixies gravaram uma session para a honorável rádio indie KEXP, de Seattle. A duração da apresentação acústica no estúdio da emissora durou meia hora, contando com a entrevista. E foi colocada hoje na íntegra no Youtube. No total, foram quatro músicas. A banda estava passando pela terra do grunge para mais um show de sua turnê americana. Os Pixies vêm ao Brasil em abril, para se apresentar em São Paulo no Lollapallooza.

As músicas da session para a KEXP:
– “Snakes”
– “In Heaven/Andro Queen”
– “Green and Blues”
– “Monkey Gone to Heaven”

Repare. “Monkey Gone to Heaven” acústico. Imperdível.

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