Blog POPLOAD

Arquivo : snoop dogg

Sxsw bafo. Damon Albarn fazendo um Gorillaz rápido, inédito. Com Snoop Dogg
Comentários Comente

Lúcio Ribeiro

>>

Saiu o vídeo bom! Com a música toda!!

bannersxsw2014

* Momento histórico no South by Southwest 2014, durante show do cara do Blur, Damon Albarn, no Fader Fort, tradicional palco que a revista “Fader” monta nos arredores de Austin, geralmente “do outro lado da estrada”.

Screen Shot 2014-03-17 at 11.12.36

Em seu show para divulgar o novo disco todo solo, “Everyday Robots” (sai 28 de abril), em Austin, Damon Albarn CAUSOU. A gente anda acompanhando que em suas apresentações ele tem tocado as músicas novas mais coisas do Blur, Gorillaz e do projeto The Good, The Bad & The Queen.

Só que, no Texas, rolou o seguinte, na parte de ele reviver o Gorillaz:

* Ao tocar “Feel Good Inc”, hit de 2005, o grande povo do De La Soul subiu no palco para engrossar o coro na música. Apenas.

Screen Shot 2014-03-17 at 11.17.02

* Depois, na hora de voltar a tocar Gorillaz e mandar a mais famosa de todas, “Clint Eastwood”, Damon Albarn se reuniu pela primeira vez ao vivo (e provavelmente a última, ele disse) com Dan the Automator and Del the Funky Homosapien, que gravaram a música originalmente, no disco. E ainda por cima receberam como convidado na canção o rapper gênio Snoop Dogg, mandando um vocal freestyle na música. APENAS.

Esse talvez tenha sido o grande momento musical do Sxsw 2014, se é possível escolher um:

E aqui, com o De La Soul, no desempenho classe de “Feel Good Inc”

>>


Snoop Dogg e Wiz Khalifa fumando um, fazendo um som. No Sxsw
Comentários Comente

Lúcio Ribeiro

>>

bannersxsw2014

* Um festival que reúne por uns dias na mesma cidade caras como Snoop Dogg, Kanye West, Jay-Z, Tyler the Creator, 50 Cent e Wiz Khalifa, entre alguns outros da mesma cena, carrega a responsabilidade de lidar com 90% da cena hip hop americana da pesada. E tudo certo, já que eles estão no Sxsw.

Screen Shot 2014-03-15 at 18.45.34

Por exemplo, o showcase em Austin da marca de roupas da brodagem Respect the West. Snoop Dogg fez uma aparição lá. E convidou o amigo Wiz Khalifa, outro ótimo agitador do hip hop americano, tipo “sobrinho” de Snoop, para fazer um número. Na balada que já tava confusa, Khalifa apareceu de surpresa para cantar seu single novo, o poderoso “We Dem Boyz”, lançado em fevereiro.

Khalifa apareceu no palco fumando uma tora de um tamanho de um microfone, passou para Snoop e assumiu a bronca da festa. Gênios.

>>


Popload australiana: Tame Impala, Grouplove, Snoop causando e a street art
Comentários Comente

Lúcio Ribeiro

>>

* Popload em Melbourne, Austrália, Oceania.

Screen Shot 2014-01-06 at 9.41.05 AM

* Não sei se isso vai chegar a você a tempo aí no Brasil (ou em qualquer outro lugar), mas hoje, domingo aqui por estes lados, a ótima rádio indie Triple J transmite seu famoso Triple J Hottest 100, as músicas mais importantes de 2013 votadas por galera da rádio, bandas, jornalistas de música. E, claro, o ouvinte. De quem a rádio recebeu 1,5 milhão de votos. A lista é mantida “secreta” e a rádio trabalha a semana inteira o suspense para revelar quem são as canções mais relevantes do ano que passou. Hoje é um feriado colossal por aqui, o Australia Day, com festas pelas principais cidades daqui. A Triple J aproveita a onda e faz uma série de eventos onde estará tocando em ordem decrescente seu Top 100. Esses eventos acontecem em bares, lojas de disco, clubes e na rua mesmo, principalmente em Melbourne e Sydney. Tipo a galera sai com os amigos para beber e ouvir a lista das músicas do ano da Triple J. Cool.
– Para ouvir em qualquer lugar do mundo, é só ir no site da rádio na internet ou pegar seu fabuloso app, na Apple Store. Recomendadíssimo.

Screen Shot 2014-01-06 at 7.05.02 PM

art

* Australia Day, finais do tênis, festival Big Day Out, ano novo chinês. O país bombando e o rapper americano suave Snoop Dogg conseguiu ser grande notícia nestes dias em jornais, TVs e rádios daqui, quando o alarme de incêndio de seu quarto num hotel cinco-estrelas em Melbourne disparou. O detector de fumaça, veja bem, detectou fumaça no quarto do Snoop Dogg, hahaha.
Logo vários caminhões de bombeiros chegaram ao local, adoidados. Mas perceberam que não se tratava exatamente de um incêndio no luxuoso hotel. Os bombeiros foram recebidos pelo próprio Snoop no quarto, examinaram o local e saíram convencidos do “falso alarme”. E ainda disseram aos jornais que o rapper era beeeem “gente-fina”. Claro, dois dos bombeiros posaram numa foto com Snoop. Eles pediram. Logo, a imagem circulava o mundo via o Twitter do rapper, que tem 11 milhões de seguidores.
Snoop Dogg é uma das atrações do festivalzão itinerante Big Day Out. Antes de Melbourne, quando o festival passou pela cidade de Gold Coast, Snoop também foi assunto ao postar online uma foto sua ao lado de uma cumbuca gigante cheia de marijuana, em outro dos hotéis de luxo australiano. A repercussão da foto causou incômodo nas autoridades locais. Algum tempo depois Snoop retirou a foto de sua conta.

art2

art3

art4


* ARTE URBANA EM MELBOURNE –
Este post é enfeitado por imagens da arte de rua que faz de Melbourne uma das três mais importantes e vistosas e impactantes cidades do mundo em manifestação artística desenvolvida em espaço público. O “Grand Slam” da street art no planeta, pelo que soube, é Nova York, Berlim e Melbourne.
A segunda cidade mais importante da Austrália é cheia de vielas e becos em boa parte de seu centro expandido. Toda grande rua tem seu equivalente em travessas, becos, ruas marginais menores com o mesmo nome, mudando só a dominação para alley, place, little. E grande parte desses espaços são ocupados por expressões artísticas absurdas feitas por galera local e de todo lugar do mundo que vem deixar sua marca na cidade, atraída por sua fama. De Banksy a Os Gêmeos, de Space Invader aos franceses, japoneses, espanhóis e alemães, de grafite a estêncil e pequenas esculturas, Melbourne tem mantido firme sua alta fama.
– Um grafite dos Gêmeos em Melbourne, feito há alguns anos, não existe mais. O único desenho dos artistas paulistanos que sobrevive em ruas australianas está na cidade de Brisbaine.
– Participei de um tour guiado pela street art de Melbourne. Levou mais de três horas e mostrou apenas uma parte do que a cidade contém em suas ruas. Pensa.
– Até 2008 era a street art era considerada crime. Quando liberaram, ou, melhor, quando o governo local não conseguiu mais abafar a crescente manifestação em suas ruas, a cidade virou uma das principais do mundo, coincidindo com a bem-sucedida revitalização da sua região central abandonada e perigosa e do melhor aproveitamento das áreas em torno do seu grande rio que corta a cidade. Alô, São Paulooooo!!!!!!!!!!!

art6

art7

* TAME IMPALA NO BIG DAY OUT – Consegui subir um videozinho aqui da incrível “Half Full Glass of Wine”, em performance da banda australiana no Big Day Out 2014 de Melbourne, que aconteceu sexta-passada. Showzinho cool de dia, galera ovacionando seus heróis locais em uma grande vibe. A música é do primeiro EP da banda, de 2008. Não entrou em nenhum dos dois discos, mas é famosíssima ao vivo, em que leva 7 minutos de viagem. Led Zeppelin puro, carregado na psicodelia. Tame Impala é muito foda. E repare na minha luta contra os balões da MTV, enquanto eu filmava.

******

Screen Shot 2014-01-06 at 7.21.50 PM

art9

******


* GROUPLOVE NO BIG DAY OUT –
Falei, em post sobre o festival, da deliciosa apresentação do grupo indie Grouplove, de Los Angeles, no Big Day Out aqui em Melbourne, na sexta-feira. Toma então um pedaço disso, que é a performance da banda para seu novo hit, “Ways to Go”, que toca bastante desde o final do ano passado nas rádios americanas que importam. Vibe nota 1000 para o novo show dos caras. Andei vendo uns shows deles circa 2011 e juro que me surpreendi.

*****

art14

art15

art16

IMG_6555

Screen Shot 2014-01-06 at 8.13.48 AM

*****

* A Popload está em Melbourne a convite do Tourism Victoria. Já chegando a Sydney, graças ao Tourism Australia.

>>


Austrália, live: Big Day Out tem filosofia Pearl Jam e Arcade Fire indie
Comentários Comente

Lúcio Ribeiro

>>

* Popload ainda em Melbourne, Austrália, terra da Margot Robbie, do Nadal e do Big Day Out.

O festival Big Day Out realmente foi um Grande Dia de Passeio. O maior evento de música da Austrália, itinerante, passou nesta sexta por Melbourne e chega a Sydney domingo, justo quando eu também estarei por lá. Vou ver tudo de novo, será?

Screen Shot 2014-01-05 at 8.11.50 AM

O BDO tem uma estrutura enorme, é tipo 15 minutos de trem ou bonde do centro da cidade e é realizado no Jockey Club deles. Espaço bonitão, num parque, vendo o skyline da cidade ao fundo. O gramadão é varado por pequenas ruas de circulação, então o ir e vir é rápido e tranquilo. Tudo é grande no festival, desde a área de alimentação (comida e bebida boas), quantidade de palcos e tendas (sete) para um público de um total de apenas 23 mil pessoas. Muito fácil de circular. E sem grandes ocorrências, tirando uma coisa ou outra de drogas e bebedeira (parece que prenderam 20 moleques, mas já soltaram). E a sensação não é de vazio. As apresentações boas estavam cheias, as tendas abarrotaram para o Snoop Dogg e Major Lazer. Mas não era difícil chegar razoavelmente perto dos palcos, em nenhum momento. Nem no Pearl Jam.

Os dois palcos principais funcionam lado a lado. Acaba um show, imediatamente começa o outro. Pela foto que abre o post, feita por mim de uma roda gigante que tinha lá boa exatamente para fotos do alto, dá para ver bem. O Beady Eye tocava à direita enquanto o Arcade Fire tinha seu palco preparado à esquerda.

Comecei a maratona de shows pelo Tame Impala, que tocou cedinho, já para um público bom. Psicodelia e sol. Parecia ensaio deles. O californiano Grouplove me surpreendeu duas vezes. Primeiro pela quantidade de galera que arrastou para o terceiro palco, em tenda, e com todo mundo cantando tudo. Depois porque o show está muito bom, comparado ao que vi uns anos atrás quando eles estavam numas de pintar quadros no palco enquanto tocavam, haha.

O 1975 ao vivo me pareceu fraco. Nem os singles salvaram. Mas a pivetadinha parece gostar. Não é para mim. Vi pouco do Primus e a impressão é que o show foi bom. O Hives do que eu vi foi o Hives. Depois dois caras que eu respeito muito pelo passado glorioso se envolveram em shows fracos: Liam e o Beady Eye, Mark Arm e o Mudhoney. O Flosstradumus transformou a pista dance num “Projeto X” particular. Mas, bem mais tarde, na mesma linha, o “prata da casa” Flume foi bem mais legal. A horda de loiras australianas que entupiu a tenda electro concordou comigo.

Screen Shot 2014-01-05 at 8.51.09 AMScreen Shot 2014-01-05 at 7.59.18 AM

A banda do Canadá, atração de Rio e São Paulo em abril, deu mais gás no show solo, quarta-feira no centro de Melbourne. Mas encarou a apresentação “de dia” no festival de um modo mais simples. Parecia a banda indie de 2005. Os bonecos estavam lá, mas tímidos. Acabaram o show com “Wake Up”. Isso não se faz… Olha eles tocando a linda “Afterlife”.

afirebdo

Das duas horas e meia de show do Pearl Jam, dediquei à banda de Eddie Vedder apenas uma hora. Show épico de sempre, grandioso. Vedder, em um momento, fez um discurso para o pôr-do-sol, evocou histórias passadas de amigos australianos que ele tinha nos anos 70, lembrou que esteve no primeiro Big Day Out como atração principal, lá nos anos 90, e disse para todo mundo ali ficar feliz, porque eles tinham um país abençoado. Concordo, Eddie.

Screen Shot 2014-01-05 at 6.47.38 AM

Enquanto Vedder filosofava, Snoop Dogg enlouquecia a mulherada com seu hip hop malemolente numa tenda superlotada. A velha canastrice legal de sempre. And if a nigga get a attitude, pop it like it’s hot. Depois a galera permaneceu “na casa” para ver Diplo e seu Major Lazer. Uma palavra para descrever o show: “algazarra”. Australian blondes do it better.

Screen Shot 2014-01-05 at 6.51.39 AM

Nem meia hora depois que tudo acabou, eu já estava num restaurante no centro da cidade, jantando. Festival bom é isso, basicamente.

* A Popload está em Melbourne a convite do Tourism Victoria. No final de semana chega a Sydney, graças ao Tourism Australia.

>>


Vem aí o Aladeen Motherfucker, com REM árabe e o ditador no Brooklyn
Comentários Comente

Lúcio Ribeiro

>>

* Dia 24 de agosto estreia nos cinemas brasileiros o filme “O Ditador”, mais um filme-personagem engraçado e retardado do retardado e engraçado Sacha Baron Cohen, criador do Borat, Ali G, Brüno e agora, neste filme em especial, do general ditador Aladeen. O filme é uma, desculpe-me, putaria política dos nossos tempos. É zoeira com árabe, com coreanos (do norte), com chineses, americanos, judeus, 11 de setembro, tem escatologia, sacanagens sexuais várias e nojeiras em geral. Tudo certo, tratando-se de um filme de Sacha Cohen. É incrível como o cara consegue enfileirar a maior quantidade de merda em um roteiro e tudo fazer sentido. Sacha é gênio.

Aladeen, ditador maluco e opressor da Repúblic de Wadiya, tem um programa de armas nucleares e está assustando o mundo. Então, ele é “chamado” a Nova York para fazer um discurso pela “paz”. E, claro, tudo vai dar errado.

Dá tão errado que ele passa a mexer com assuntos que a gente curte. Acontece uma treta e o temido ditador Aladeen vai morar no Brooklyn e trabalhar numa loja feminista hype de alimentos vegan que contrata apenas vítimas de racismo e outras opressões. Onde tem “banheiro para lésbica”, hehe. E Aladeen chega ao Brooklyn tocando GRIZZLY BEAR.

Tem mais: num momento delicado do filme, toca “Everybody Hurts”, música de matar do R.E.M., mesmo na versão árabe de “O Ditador”, hahaha. E, claro, tem a mais famosa delas, a com participação do gênio Snoop Dogg, na trasfiguração ÁRABE para seu hino “The Next Episode”. A música virou “Aladeen Motherfuckers”, haha.

>>


Coachella: parte 2, dia 3 (o último) – A bagunça do Hives. A nova música do Gotye virou hino, mesmo. O mundo será dominado pelos hologramas: o Tupac visto de perto dá medo
Comentários Comente

Lúcio Ribeiro

* Popload em Indio, Califórnia. Acabou o Coachella total, finais de semana um e dois. Agora só em 2013. Acabou a insolação também. Quero uma temporada de inverno, agora. E acabou a música, com essa história de novo da performance do Tupac Shakur, morto em 1996, mas vivíssimo ontem no Coachella. Eu precisava ter visto isso com meus olhos.

* A cobertura da Popload no Coachella 2012 aparece aqui e no site Vírgula, tudo a mesma coisa, mas tudo bem diferente.

* O Coachella 2012, o último dia do último final de semana de realizações do festival do deserto da Califórnia, que botou 95 mil pessoas por dia circulando seis dias atrás de 140 atrações, acabou de novo em magia.

Os destaques são muitos (menos que nos outros dias, porém), mas vamos focar em dois impressionantes.
Falar do calor, agora, já não precisa mais, né? De novo os termômetros apontando que 40ºC (tava mais fresquinho!!) rachavam o coco no começo do dia, enquanto astros indies como o britânico Metronomy e a americana Santigold faziam shows incríveis ao sol.

Já no final de tarde, a banda indie punk sueca The Hives fez o show mais bagunceiro do festival. Rodas de pogo apareceram de novo no Coachella. À noite, aconteceram ainda os “iluminados” shows do duo eletrônico Justice e da indie-ópera Florence & The Machine (esse não vi).

Mas o Coachella do domingo vai ser lembrado para sempre mesmo por causa de dois momentos.
O primeiro foi numa das tendas, abarrotada e com muita gente para fora, tudo para ver o show da banda do cantor belga-australiano Gotye, que até o ano passado não era ninguém, mas virou gente grande da música hoje por causa da combustão espontânea que causou um vídeo seu no Youtube, aquele dos 175 milhões de views.

E lá estava a multidão (meninas principalmente) para cantar junto o hit de Gotye, “Somebody That I Used to Know”. No final de semana passada, na primeira parte do Coachella, o cantor recebeu no palco a participação de Kimbra, cantora neozelandesa que faz a “parte feminina” do vídeo famoso. Ontem, Kimbra, em turnê própria, não pode vir, mas sem problemas. A tenda inteira (estimo que umas 6 mil pessoas) cantaram a parte de Kimbra para acompanhar Gotye. Impressionou.

No final de tudo, veio o melhor de tudo. Não contando o show do Radiohead, porque Radiohead não conta, o grande espetáculo foi o apoteótico show de rap protagonizado pela dupla de peso pesados Dr. Dre e Snoop Dogg. Tipo muito bom, tipo incrível.

Grandes sucessos recentes do hip hop dos dois, músicas famosas de outros rappers, convidados especiais aos montes (Eminem, 50 Cent, Wiz Khalifa), Snoop Dogg fumando toras de maconha no palco sem parar (e cantando com voz “amarrada” por causa disso) e, claro, o já famoso holograma de Tupac Shakur participando de uma música e dançando com Snoop Dogg.

Foi assustador e ao mesmo tempo inacreditável. Deram vida mesmo ao rapper assassinado em 1996 em uma emboscada treta, no auge de sua carreira (vendeu 75 milhões de discos).

Graças a efeitos de computação gráfica de última geração, Tupac Shakur “apareceu” no palco e nos telões, saudando o Coachella, cantando e interagindo com Snoop Dogg.

Esse show deve escrever uma nova fase na história da música. Dizem que Tupac Shakur vai sair em turnê americana com Dre e Dogg. Abriram o precedente. Já falam que o Michael Jackson em holograma já está sendo preparado, para um desses “shows do além”. Do jeito que vai, Kurt Cobain (morto em 1994) e seu Nirvana serão a atração principal do Coachella em 2013. Alguém duvida daquele fantasmagórico line-up do Coachella 2013 que apareceu na internet nesta semana?

Eu não duvido.

Alguns vídeos do domingo. No final, o “olhar fashion” dos espectadores.


Todo mundo quer a Lana Del Rey. Até o Tyler the Creator…
Comentários Comente

Lúcio Ribeiro

>>

Todos (também do hip hop) querem botar as mãos na dondoca Lana Del Rey. Primeiro foi o bamba Snoop Dogg fazendo um convite público para ela gravar uma música para seu novo álbum, com produção do Major Lazer. Depois, A$AP Rocky, nome forte da nova geração, gravou com a moça a faixa “Ridin”, que entraria em uma mixtape do duo Kickdrums. A parceria ficou tão boa que Rocky não liberou o som para a mixtape na última hora alegando que vai colocá-la em seu novo álbum. E andou dando entrevistas falando que a Lana é sua “dream girl”.

Agora, o combo Odd Future, do perturbado Tyler the Creator, resolveu tirar uma casquinha dela também (quem não…). Eles remixaram “Blue Jeans”, um de seus principais hits.

E ficou bom. Confira.


Tupac Shakur ressuscitado no Coachella. Confira a íntegra do show de Dr. Dre & Snoop Dogg
Comentários Comente

Lúcio Ribeiro

>>

Noel Gallagher concedeu uma entrevista interessante para a revista Rolling Stone no backstage do Coachella, festival no qual o seu finado Oasis foi atração principal em 2002. O irmão do Liam foi bem claro ao comentar a ascensão meteórica do festival da Califórnia: “quando tocamos aqui, dez anos atrás, era apenas um palco no meio de um campo de pólo. As pessoas nem imaginavam que existiam festivais na América”.

Dez anos mais tarde, quando as pessoas imaginam que o Coachella não possui mais cartas na manga para surpreender, aparece a dobradinha Dr. Dre & Snopp Dogg, dois pesos pesadíssimos da história musical daquele país, para um show que contaria com convidados especiais que não estiveram necessariamente presentes.

50 Cent, Wiz Khalifa e Eminem apareceram. Mas foi o finado Tupac Shakur a principal atração do domingo no Coachella. Assassinado em 1996 em um crime rodeado de mistérios, Tupac tem sido o nome mais comentado hoje. Através de uma avançada técnica holográfica, Tupac estava vivinho no palco do festival em Indio, interagindo com a galera e com seus parceiros Dre e Dogg. Do além, ele cantou “2 of Americaz Most Wanted” e “Hail Mary”.

Momento histórico na história do Coachella, que pode ser conferido na íntegra abaixo.


Dr. Dre & Snoop Dogg (Live at Coachella, 2012)… por coachellasets


Dr. Dre & Snoop Dogg (Live at Coachella, 2012)… por coachellasets

* O Tyler the Creator falou que está com medo e dormindo só com a luz acesa. Haha.


Coachella, dia 3 – A música mais cantada do festival? A do Gotye, óbvio. A incrível volta do At the Drive In. E a mais incrível ainda volta do Tupac, que inclusive já morreu!!!
Comentários Comente

Lúcio Ribeiro

>>

Os portões nem haviam sido abertos e a organização do Coachella já avisava em seu twitter: “Hoje é o dia mais quente do festival”. O domingo, terceiro dia da primeira parte do Coachella, mostrou mesmo que Indio é um dos lugares mais quentes do mundo. Tanto na música quanto no clima.

Com uma programação menos explosiva se comparada aos dois dias anteriores, até para dar uma trégua para quem já esteve por lá na sexta e no sábado, o festival tinha como destaques uma mescla entre uma turma nova, liderada pela Santigold, os ótimos Real Estate e Wild Beasts e a Florence and the Machine, uma turma nova-velha, ali da virada do século, como o The Hives e o Justice, e a turma das antigas, representada pelos casca-grossa Dr. Dre e Snoop Dogg.

Nome forte do novo hip hop, a louquinha Santigold arrastou muita gente para o seu show. O rap é o novo rock, você sabe. Ela, que é queridinha por toda galera do indie, prepara o lançamento de seu segundo álbum – “Master of My Make-Believe” – no próximo dia 1º de maio. Show concorrido, cheio de misturas musicais e gente empolgada.

Banda que costuma ser sempre explosiva ao vivo, o Hives, grupo sueco que estourou ali mais ou menos em 2002, continua fazendo o mesmo show de sempre. Mas isso não quer dizer que seja ruim, pelo contrário. No palco, Pelle Almqvist sempre se entrega como se fosse o último show da vida. E ainda fez o Coachella “todo” SENTAR. Você viu na transmissão?

Pegou mal o atraso do Justice. Um dos maiores nomes da eletrônica moderna, atração imperdível do Sónar SP mês que vem, o duo francês demorou mais ou menos meia hora para começar seu show, deixando muita gente irritada. Nem no YouTube rolou o show na íntegra, por conta disso. Mas, quando começou, foi a catarse coletiva de sempre, com aquela cruz iluminada chapando os olhos em todo momento.

“Insano” tem sido a descrição lugar comum nos blogs gringos para a apresentação do Gotye. O belga-australiano virou praga musical boa com o mega hit “Somedoby That I Used to Know” – vídeo original com mais de 162 milhões de views no YouTube – música mais tocada este ano na Inglaterra e, hoje, segundo lugar da “Billboard”, executada em programas como o Saturday Night Live e Glee. A imprensa australiana crava que, se o som não chegar ao #1 da Billboard desta semana, nunca mais vai chegar. Seria a primeira aparição de um representante da Austrália nas paradas americanas em 12 anos. No Coachella, “Somebody That I Used to Know”, som que relata um desencontro amoroso indie, deve ter sido o mais cantado (e registrado) pela galera durante todo o final de semana.

A reformada At the Drive in, fundamental banda de indie hardcore, não fez feio em seu retorno oficial aos palcos, após mais de uma década de hiato. Na mira do ecofestival brasileiro SWU, o grupo de El Paso botou o volume de suas guitarras no máximo e foi bem recebido por público e crítica. At the Drive in, né?

Em mais de 10 anos de história, um dos momentos mais marcantes do Coachella foi a “ressurreição” do rapper Tupac Shakur, assassinado brutalmente há mais de 15 anos, durante o show dos pesos pesados Dr. Dre & Snoop Dogg, através de um holograma. Em um show audiovisual de deixar até o Thom Yorke de boca aberta, a dupla ainda “recebeu” no palco outros nomes como 50 Cent e Eminem. Coa-rap-chella.

Confira alguns vídeos marcantes do domingo, incluindo a “aparição” do Tupac.

No próximo final de semana, a Popload vai acompanhar in loco toda essa bagunça sonora no deserto da Califórnia.

>>


SWU, dia 1 – Tyler The Creator vira Tyler The DJ. Snoop Dogg samba. Kanye esnoba. A Fergie e o Will.I.Was… O dia pop do ecofestival
Comentários Comente

Lúcio Ribeiro

>>

Primeiro dia de SWU mais voltado ao pop, mas com um estranho no ninho. O rapper-problema-sensação Tyler The Creator trouxe parte de seu coletivo Odd Future Wolfgang Kill Them All para uma apresentação no início da noite no New Stage. Pouca gente viu. Pouca gente do OFWFTKA veio também, tanto que um dos desfalques foi o DJ, fato que fez com que Tyler The Creator se tornasse Tyler The DJ. “Serei o DJ esta noite”, avisou logo no início. “Sou uma merda de DJ”, disse minutos depois, quando fez uma entrada errada, haha.


Tyler, The DJ

Left Brain, um dos “cabeças” do Odd Future, chegou a perguntar se a galera presente fumava maconha. Tyler, contido, mandou retirar todas as garrafas de água (brasileira) do palco após não curtir muito uma delas. Em pouco mais de 50 minutos, o termo utilizado por quem assistiu foi “morno”, já que as apresentações do coletivo costumam ser recheadas de tensão e confusão.


Don’t believe the hype: faltou empolgação e público no show do Odd Future

* Ainda no hip hop… Kanye West apareceu cheio de marra, mandou o Multishow desligar a câmera, fez show que seria bom se não durasse duas horas. Talvez nem uma.

* Por outro lado, o boa praça Snoop Dogg, em fase meio peace & love, esbanjou sua famosa malandragem. E até arriscou uns passos de samba!?

* THIS IS INDIE – Nem só de pop viveu o SWU em seu primeiro dia. A explosiva dupla Matt & Kim – atração do primeiro Popload Gig lá em 2009 – e os curitibanos do Copabacana Club representaram.

* BLACK EYED PEAS – Não vamos falar de música até que saia o vídeo pout-pourri de Nirvana e Blur. Para registro, pegamos três fotos da Fergie, no talvez show mais chato de todos os tempos em qualquer lugar do planeta. O problema maior é que eles prometeram que não vão acabar. E mais: vão voltar ao Brasil.

* PREÇO DA SUSTENTABILIDADE – Copinho d’água: R$ 5. (Será que é da mesma que o Tyler a-d-o-r-o-u?)

* A Popload, através das lentes de Fabrício Vianna, flagrou a chegada da galera no ecofestival que acontece em Paulínia até a próxima segunda-feira.

>>