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Aumenta o som: Primal Scream & Robert Plant, “Elimination Blues”
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Lúcio Ribeiro

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Entre os bons discos a serem lançados na próxima semana está “More Light”, novo esforço musical da banda escocesa Primal Scream, nome importante da música independente, umas das precursoras da mistureba eletrônica-rock, com um Popload Gig na bagagem.

A banda do Bobby Gillespie lança seu novo álbum de “rock moderno” na próxima segunda-feira, 13, mas liberou ontem a audição na íntegra do disco que possui 15 faixas. Além de Mark Stewart, do The Pop Group, “More Light” conta com a participação do lendário Robert Plant na faixa “Elimination Blues”, que pode ser ouvida abaixo.


O Primal Scream e seu rock moderno
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Lúcio Ribeiro

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Nome marcante da rica história da música independente, o grande Primal Scream – com selo Popload Gig de qualidade – vai lançar novo disco na próxima semana. “More Light” chega às lojas (sim, elas ainda existem) na segunda-feira, 13, e promete ser um dos melhores trabalhos da carreira dos hippies escoceses.

Até agora, a gente conhecia as faixas “It´s Alright, It’s Ok” e o primeiro single simplesmente chamado “2013”. Hoje, a turma do Bobby Gillespie começa a liberar a audição do disco, que será feita em partes. Dividido em quatro “sides”, o Primal Scream liberou o Side A agora pela manhã, com a “2013” (album version) de 9 minutos, seguida da faixa 2, “Riverside Pain”, que dura 8 minutos. Primal Scream psicodélico. Os demais extratos do álbum serão lançados hoje (18h) e amanhã (às 8h e 12h), tudo horário de Londres.

“More Light” é o sucessor de “Beautiful Future”, lançado em 2008, e conta com participações de Robert Plant e Mark Stewart (The Pop Group). Diz o Gillespie que o disco é “rock’n’roll, mas um rock’n’roll moderno, bem psicodélico”.

O “Side A” pode ser ouvido abaixo. Fique de olho na conta oficial da banda no YouTube para ouvir o restante do disco.


Tudo bem, tudo OK com o Primal Scream
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Lúcio Ribeiro

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* A banda escocesa hippie Primal Scream, que manda matar todos os hippies, soltou novo vídeo, para uma das faixa do álbum “More Light”, esperado para ser lançado em maio. A música é “It’s Alright, It’s OK” e está cheio de mensagens positivas, tipo “A vida é bela”. E o som lembra a fase “Screamadelica”. Não pode ser ruim essa volta da turma do Bobby.

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Glastonbury volta com “mil shows”, entre eles Arctic Monkeys, Mumford and Sons e um tal de Rolling Stones
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Lúcio Ribeiro

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* Esses aqui, os Stones.

Maior festival de música do mundo, o Glastonbury, realizado anualmente numa fazenda no interior da Inglaterra, volta nesse ano de 2013. O grande evento que para a Inglaterra todos os anos desde os anos 70 não foi realizado em 2012 devido aos Jogos Olímpicos. Sua edição 2013, que acontece entre os dias 28 e 30 de junho com centenas de shows, terá nada menos que os Rolling Stones como sua principal atração. Os outros headliners são “sangue novo”: Arctic Monkeys e Mumford and Sons.

Junto com eles, uma enxurrada de bandas boas também vai se apresentar no lamaçal que costuma tomar conta do festival, constantemente “abençoado” pelas tempestades de verão. Nick Cave and The Bad Seeds, Primal Scream, Portishead, The xx, Foals, Smashing Pumpkins, Tame Impala, Public Enemy, Cat Power, Horrors, Palma Violets, Crystal Castles, Phoenix e até a Sinéad O’Connor formam tipo 5% da programação. Talvez até menos.

O Glastonbury atrai visitantes de toda parte, tem centenas de shows, dezenas de palcos, muita chuva, muita lama e é ponto de encontro de todos os gêneros e rótulos possíveis do mundo da música. Na virada de 2010 para 2011, ficou decidido que o Glastonbury 2012 não seria realizado. Além da organização do festival aproveitar a parada para fazer alguns ajustes (inclusive financeiros), as autoridades inglesas sugeriram que o evento não acontecesse ano passado devido ao alto número de policiais que se preparava para trabalhar nas Olimpíadas de Londres, o que poderia atrapalhar a parte de segurança. Além disso, a própria estrutura física do local estaria comprometida, pois muitos banheiros químicos, por exemplo, foram alugados a “preço de ouro” pela organização dos Jogos Olímpicos na época.

O festival é tão huuuuuge que ano passado o Guardian, big jornal inglês, posicionou uma webcam na Worthy Farm e deixou ela online durante o final de semana que, em tese, aconteceria o evento. No lugar das 200 mil pessoas, lama, shows e barracas, dava pra ver só as vaquinhas da fazenda. Mais de 50 mil pessoas assistiram o Glastonbury que NÃO aconteceu ano passado. Haha.

O pôster com os “mil shows” do Glasto vem logo abaixo.


Tudo OK com o Primal Scream
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Lúcio Ribeiro

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Nome marcante da história da música independente britânica – e também do Popload Gig – o grande Primal Scream, parece, vem mesmo com um disco quente por aí. “More Light” será jogado no mercado dia 13 de maio, teve como cartão de visitas a tensa “2013”, com o Bobby Gillespie berrando, um saxofone, o Kevin Shields do My Bloody Valentine na guitarra e um clipe um tanto quanto aflitivo envolvendo mulheres-borboletas e alfinetes entomológicos, coisa assim.

Ontem, o Primal Scream foi atração do Teenage Cancer Trust, evento tradicional que acontece durante uma semana no Royal Albert Hall de Londres, que tem toda sua renda revertida para a instituição que cuida de crianças que sofrem com a doença. O festival acontece há mais de 10 anos e é iniciativa de Roger Daltrey, do The Who. Só que, neste ano, com o Who em turnê, o curador do evento é Noel Gallagher. Na noite de ontem, ele apresentou o Primal Scream como “certamente uma das melhores bandas”. Sabe das coisas o Noel, que disse que foi muito difícil negociar um show de abertura para a banda do Gillespie, porque todos os artistas que eles gostam “ou estavam indisponíveis ou estavam mortos”. Acabou que quem abriu a noite foi o Echo and the Bunnymen.

No show, além da “2013” (que abriu e fechou o set) e das clássicas, Bobby Gillespie mostrou uma nova música. “It’s Alright, It’s Ok” vai um pouco na contramão de “2013”. Tem clima mais leve, uma espécie de folk-gospel, até lembra um pouco o hit “Movin’ On Up”, do próprio grupo. E é cheio de “uh la las” no refrão. O Primal Scream liberou o som gravado em estúdio e anunciou que a faixa é o novo single a ser lançado uma semana antes do disco. Bem cool.

* O setlist do show.


Primal Scream 2013 e o efeito borboleta
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Lúcio Ribeiro

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* Mais um nome veterano da música britânica dá as caras na Popload nesta segunda-feira besta. A banda escocesa Primal Scream, de grande história na música independente e com passagem inclusive pelo Popload Gig, Hoje de manhã, na BBC 6Music, veicularam com exclusividade uma música nova do grupo de Bobby Gillespie, que estará no décimo álbum da banda, “More Light”, a ser lançado no dia 6 de maio no Reino Unido. O single apareceu intitulado como “2013″, não se sabe se é o nome real, mas é o que Gillespie berra no refrão. Tem a presença do guitarrista Kevin Shields (My Bloody Valentine), é rasgada por um saxofone e veio já com um vídeo um pouco aflitivo, sobre mulheres-borboletas, alfinetes entomológico, essas coisas. O vídeo mostrado tem 4 minutos, mas parece que a música, no original, vai ter 9. Desde 2008 o Primal Scream não lançava um álbum.

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As outras atrações do “festival Stone Roses”: Lily Allen, Vaccines, Liam cantando Oasis, Primal Scream e um topless
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Lúcio Ribeiro

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* O Liam pediu para a gente falar mais sobre o Stone Roses. Não há razões para contrariar o Gallagher.

Mais do Stone Roses weekend, evento que parou a Inglaterra no último final de semana, com três shows no Heaton Park, em Manchester, para 75 mil pessoas por noite.

As atrações de abertura durante os três dias também merecem destaque. Rolou Vaccines, Lily Allen voltando aos palcos após dois anos, em participação no show do Professor Green; o seminal Primal Scream sem o Mani e o Liam Gallagher – sem o Noel – cantando Oasis com seu Beady Eye, deixando a galera enlouquecida.

Teve topless, também.

* Boobs Gold.


Os melhores de 2011 da Popload – a música, a banda, o disco e o show do ano
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Lúcio Ribeiro

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Ê, 2011!!! O staff da Popload se reuniu, quebrou a cabeça, pensou, pensou e resolveu que a gente elege o seguinte:

* MÚSICA DO ANO – “Video Games”, Lana Del Rey

Sorry, people. A menina apareceu como um furacão. Não bastassem sua voz linda, seu jeito “sofrido” de cantar, suas músicas absurdas, as letras onde cada palavra-frase são de matar, seu “shape” de boneca, seus vídeos, sua proximidade com o cinema em tudo, sua definição perfeita como “gangsta Nancy Sinatra”, sua turnê por programas europeus bizarros, sua performance arrasadora no Chateau Marmont, já ter tido TRÊS convites para tocar no Brasil, não bastasse tudo isso o entorno de Lana Del Rey é profundamente atraente. E quando digo “entorno”, não pense errado: quero dizer seu extra-música, as fofocadas, sua boca “fora de padrão”, sua carreira obscura anterior, sua aura misteriosa, sua mudança de nome. Aí, quando apareceu essa “Video Games”, esquisita, ritmo próprio, letra confessional chorosa de uma garota que bota o vestido predileto dele, o perfume que ele gosta e leva seu corpo “downtown” para o cara e o cara despreza. A referência de cinema no vídeo (que veio logo junto com a música), o tal indie cinematic slowcore. Ela cantando “Heaven is a place on earth with you/ Tell me all the things you want to do/ I heard that you like the bad girls/ Honey, is that true?”. Não teve para ninguém!

* Top 10 das músicas do ano

1. “Video Games”, Lana Del Rey
2. “Money”, The Drums
3. “Yonkers”, Tyler the Creator
4. “The Bay”, Metronomy
5. “Roller Coaster”, The Rapture
6. “Post Break-Up Sex”, Vaccines
7. “Don’t Sit Down Cause I’ve Moved Your Chair”, Arctic Monkeys
8. “DNA”, Kills
9. “Gold on the Ceiling”, Black Keys
10. “True Blue”, Dirty Beaches

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* BANDA DO ANO – Foo Fucking Fighters

Nas brumas de uma certa renascença do grunge que baixou sobre 2011, o Foo Fighters foi o representante mais óbvio, mais certeiro, menos velho, mais energético. Lançou um disco poderoso que ao mesmo tempo manteve a chama de 1991 acesa, era conservador e moderno, dialogava com o pop, o indie e o metal, tudo na mesma intensidade. O álbum pegou primeiro lugar em 12 países, incluindo “só” os dois principais: EUA e Reino Unido. A fama de “gente boa” de Dave Grohl só cresceu. Fez barulhos com os vídeos, com a participação especial de gente importante da história do rock, no disco e nas apresentações ao vivo. De Alice Cooper e Lemmy Motorhead a gente do Queen e Led Zeppelin. Tirou Krist Novoselic da aposentadoria e ajudou muito no falatório intenso de Nirvana. Fez uma brilhante turnê por garagens de “pessoas comuns” nos EUA. Garagens mesmo. Abalou a Inglaterra com dois shows de verão no monumental Milton Keynes Bowl. No Lollapalooza de Chicago, tocou na chuva, ao vivo pela internet e para o mundo. Deixou o Brasil em suspenso na história do vem-não vem para o Lolla BR. Que mais, Dave?

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* DISCO DO ANO – “What Did You Expect from The Vaccines?”, The Vaccines

Esta é a nossa parte menos convicta, porque desse Top 10 dos discos abaixo cabem pelo menos uns cinco em primeiro lugar. Mas talvez o melhor disco indie-roqueiro lançado no ano (porque existe uma váriedade enorme de indie-alguma coisa hoje em dia) seja o dos Vaccines, que saiu lá em janeiro e não chamava “What Did You Expect from the Vaccines” à toa. Primeiro porque representava uma das poucas guitarras “mais puras” (leia-se “sujinhas”) no meio de todo esse meio musical pop feminino choroso (Adele), de dubstep (Pendulum), dance (Metronomy), cabeça (Radiohead). E depois porque é o disco que os Strokes adorariam ter feito (mas não fizeram) em 2011, se ainda estivesse com o mesmo gás de 2001. A gente fica por ora com ele. Mas se tivesse dado o do Drums, o Kills, o Metronomy, o Rapture, tudo certo também.

* Top 10 dos discos do ano

1. The Vaccines – “What Did You Expect from The Vaccines?”
2. The Drums – “Portamento”
3. Arctic Monkeys – “Suck It and See”
4. The Kills – “Blood Pressures”
5. James Blake – “James Blake”
6. Metronomy – “The English Riviera”
7. Tyler the Creator – “Goblin”
8. The Rapture – “In the Grace of Your Love”
9. Noel Gallagher – “High Flying Birds”
10. Foo Fighters – “Wasting Light”

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* SHOW DO ANO – Interpol, no Clash Club

Primeiro as ressalvas. Show do ano aqui abarcou apenas os assistidos no Brasil. Nada de “Eu vi o Sebadoh debaixo de uma ponte de Portland”. Segundo que a gente, por questão de envolvimento direto, deixou de fora quase todos do Popload Gig, o que em si é um pecado, mas enfim. A gente personificou todos eles (LCD Soundsystem, Kills, Metronomy) num só, o do Primal Scream, que foi o mais “elevado” de todos. Noves fora, escolhemos um que foi uma surpresa até para nós: o do Interpol no Clash Club. Primeiro porque um show do Interpol ser bom (leia-se significativo) em 2011 era pouco provável. O tempo deles parece/parecia ter passado, o último disco deles é fraco, nem é deste ano (é de 2010) e eles JÁ TINHAM feito um show médio no dia anterior, no Planeta Terra Festival. Qual a chance?
Segundo porque era um show perfeitamente “pulável”, por uma série de fatores.
Mas uma conjunção cósmica fez o Interpol operar um milagre.
O som confuso e descontrolado do Clash conspirou a favor: o lugar estava uma “garagem” e o volume, muuuuito alto. A galera, composta realmente por fãs, contagiou o palco, que contagiado contagiou a galera, que… Isso dá um outro caráter até em show do NX Zero. Naquela noite, existiu amor em SP.
O grupo foi certeiro nos hits, que não são poucos. As músicas que sempre soaram deprês (característica do Interpol) pareciam vivas e felizes, mesmo na desgraça. Veloz e furiosa, cheguei a escrever em algum lugar.
Paul Banks sorriu no palco várias vezes, fato quase impossível de acontecer. O ano era 2011 e o bairro era a Barra Funda, mas parecia que estávamos ou no Brooklyn (Nova York) ou em Shoreditch (Londres) em 2003, quando o novo rock estava estourado e emocionante.
É o típico show que, se a gente não fosse, nunca iria ficar sabendo que tinha perdido a oportunidade de ficar feliz com a música novamente, com uma banda, numa noite besta de domingo.
Se fosse possível e desse tempo de percebermos isso antes e chamar todo mundo para ver, seria a twittada ou a “facebookada” do meme “Vem Gente” mais valiosa de 2011.

* Top 3 dos shows do ano (no Brasil)

1. Interpol, no Clash Club
Sem mais…

2. Primal Scream, no HSBC Brasil
A banda pediu “Come Together” e todo mundo lá atendeu. Uma festa psicodélica retrô indie dance moderna. Foi o show de uma banda que representa várias bandas da história tocando um álbum que até hoje é ouvido em muitos álbuns novos. Entende a dimensão?

3. The Drums, no Estúdio Emme
Ouvimos um dos discos do ano, ao vivo, antes de ele ser lançado. Ouvimos “Money” pela primeira vez fora de Nova York. Vimos o Jonathan Pierce dançar de pertinho.

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OS SEUS MELHORES DO ANO – Agora é sua vez. Gostaríamos de saber qual seu show, música, banda, disco do anos. Diga aí nos comentários ou no Twitter, para eu montar uma lista de melhores segundo os leitores. Vamos?

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Feliz Natal e Bom 2012, da Popload, do Popload Gig, do Cine Joia, da Beltrano Musical…
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Lúcio Ribeiro

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* Ho! Ho! Ho!. Galera já começa a zarpar para as festas de final de ano. A Popload vai diminuir o ritmo neste período, mas não vai parar. Então passe aqui para nos fazer companhia.
Para os que já estão indo para só voltar em 2012, é assim:

* A POPLOAD deseja a todo mundo um Feliz Natal e um 2012 bem mais bombado do que foi 2011. Aguarde novidades, mudanças, bombações, envolvimentos aqui no UOL. Muita coisa boa parece que vai acontecer por estes lados.

* O POPLOAD GIG, pelo menos na nossa opinião, foi incrível em 2011. E em 2012 não pára. Já vai começar fenomenal com o imperdível grupo indie dance americano The Rapture, no dia 25 de janeiro, no Cine Joia, e muito bem acompanhado do produtor francês Breakbot e a avalanche curitibana Drunk Disco. Aguarde mais novidades. Tem pelo menos duas edições engatilhadas e lindas. Arriscaria a dizer que são três engatilhadas. Se tudo der certo, uma delas até vai ser uma banda que você queria tanto ver no Brasil em 2011, mas não pode. Quando der, se der, se rolar, revelaremos. Ah, e a partir do Rapture 2012, o Popload Gig perde seus números. O Popload Gig 11, 12 e 13 se chamarão apenas Popload Gig. Vamos juntos em 2012.

* CINE JOIA - Acredite, já no show do Rapture, em 25/1, você vai conhecer o “NOVO” Cine Joia, haha. Se tudo que está rolando se confirmar, na nossa agenda de shows, o Joia vai ser sua segunda casa em 2012. Estamos pensando em vender escovas de dente, até.
Até porque, desde a inauguração, em 11/11/11, a gente estava em começo de namoro com a casa. Agora em 2012 o relacionamento vai estar mais sólido. <3
Outra coisa: sabe o John Zorn, né?

* BELTRANO MUSICAL - Nova aliança da Popload Inc. que apareceu no final do ano e está em fases de ajustes, conhecimentos, testes. Nossos tentáculos tecnológicos vão estar maiores e mais gulosos em 2012. Onde você olhar, no ano que vem, você vai ver a Popload, o Popload Gig, o Cine Joia. E umas outras visões. :)

De novo. Feliz Natal e um espetacular 2012. E, lembrando, aqui a gente não para. :)

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O indie no poder
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Lúcio Ribeiro

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* Político, no Brasil, costuma ter um gosto musical bem caído. E os que fogem um pouco à regra, como o senador Eduardo Suplicy, ficam citando a mesma música dos Racionais pelo resto da vida. O ex-governador de São Paulo, José Serra, adora colocar no twitter sua paixão pelos Beatles. Os nomes das músicas estão sempre errados, mas vá lá,

* Político indie mesmo, só fora do país. Aqui do lado, a Argentina elegeu ontem Amado Boudou seu novo vice-presidente. E o cara é uma figura: tem 48 anos, é solteiro, fã de carros e motos esportivas e, antes de virar mestre em Economia e entrar pro governo, o cara foi… organizador de festival. Pois é: no currículo dele, além de vários shows individuais que produzia em Mar del Plata, consta o festival Rock in Bali, em 1989, com 12 bandas tocando para 15 mil pessoas em um final de semana. Durante sua campanha, ele até pegou na guitarra para tocar para seus potenciais eleitores. Confira abaixo.

* Mas a conexão do indie com a política foi ainda mais longe no Reino Unido, mês passado, durante as convenções dos partidos. O primeiro-ministro conservador David Cameron chegou para fazer seu discurso na convenção dos Tories ao som de “All These Things That I’ve Done”, do Killers. Cameron, que também é fã de Radiohead, REM e Smiths, chegou a ser “desautorizado” por Morrissey e Johnny Marr a gostar da banda, anos atrás.

* “You Got the Love”, da Florence & The Machine, embalou o discurso do rival Ed Miliband, líder dos trabalhistas da oposição, enquanto Theresa May, conservadora que ocupa a Secretaria para Assuntos Internos, foi introduzida no evento dos Tories com “Bohemian Like You”, do Dandy Warhols.

Courtney Taylor-Taylor, líder da banda americana, ficou possesso com essa escolha, e soltou uma nota na página dos Dandies:

“Why don’t these assholes have right-wing bands make them some right-wing music for their right-wing jerkoff politics? Oh, because right wing people aren’t creative, visionary or any fun to be around. Nor are they productive or even introspective about it. Wait, I live in Portland, Oregon….neither are left-wingers come to think of it. Fuck, now I’m pissed off”.

O pior é que rolou um boato de que Theresa May entraria com “Rocks”, do Primal Scream, o que deixou a banda, anarquista até a medula, a reclamar no Twitter, mas não rolou nada de Bobby Gillespie e sua turma na festa dos conservadores.

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