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Arquivo : Chris Cornell

Um olho na TV americana: Soundgarden no Kimmel
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Lúcio Ribeiro

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Com convites para tocar na América do Sul em maio – se o mercado de shows daqui não entrar em colapso antes – o veterano Soundgarden segue a divulgação de seu novo disco, “King Animal”, lançado neste mês, primeiro trabalho do grupo em 15 anos.

Após viajar por alguns países para bombar o disco na praça, a turma do Chris Cornell (uma das apostas fortes do SWU 2012 que miou) foi ao programa do Jimmy Kimmel para mostrar duas músicas novas. Além do nervoso single “Been Away Too Long”, eles também mandaram a boa “By Crooked Steps”.


Soundgarden lança disco hoje, tocou na internet ontem e vem ao Brasil em maio
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Lúcio Ribeiro

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* As portas do Brasil, parece, estão escancaradas para o velho grunge. Depois da confirmação de ontem do show do Alice in Chains no Rock in Rio, parece que o Soundgarden nova-fase vem ao país em maio. A banda, que se apresentaria no SWU neste mês se o SWU não tivesse sido cancelado, “atinge a região” sul-americana no meio do ano que vem, um passarinho grunge do Chile me contou. Cheiro de Maquinaria? SWU revivido? Vamos acompanhar.

De repente, mesmo, o Soundgarden de Chris Cornell é assunto. Seu novo disco, “King Animal”, que já entrou em streaming na Popload semana passada, é lançado oficialmente hoje nos EUA. Achei que cheira a “teen spirit”, se é que você me entende. Talvez não combine com um ouvido de 2012, sei lá. O single de setembro, “Been Away too Long”, é feroz.

Daí que o grupo de Seattle fez um show ao vivo na internet ontem à noite, do qual vi apenas parte, via iphone. Lama. Mas estava achando bem bom. Foi direto no famoso teatro Ed Sullivan, em Nova York, exibição armada pelo programa do apresentador David Letterman. Na transmissão para a web, o grupo tocou hits antigos e músicas novas num total de dez músicas. No programa em si, botaram em performance o single novo, que a gente vê abaixo. Daqui a pouco aparece o show todo transmitido na internet e a gente coloca aqui.

1. Worse Dreams
2. By Crooked Steps
3. Incessant Mace
4. Beyond The Wheel
5. Taree
6. A Thousand Days Before
7. Eyelid’s Mouth
8. Non-State Actor
9. Fell On Black Days
10. Rowing

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Quinze anos depois… Soundgarden volta de vez e libera disco novo
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Lúcio Ribeiro

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Passaram-se 15 anos para o Soundgarden, um dos expoentes do grunge, soltar um novo trabalho. Seguindo essa onda “velharia” de bandas 80/90’s voltando à ativa, o grupo liderado por Chris Cornell coloca no mercado dia 12 de novembro “King Animal”, novo disco de estúdio.

Composto por 13 faixas inéditas, “King Animal” vai jogar a turma de Seattle para shows promocionais durante este mês na Alemanha, Inglaterra, Canadá e Estados Unidos. Na Inglaterra, o show acontecerá no tradicional Shepherd’s Bush Empire de Londres, na próxima sexta-feira. O Soundgarden foi o primeiro grupo a fazer um show no local, 18 anos atrás. Ontem, eles foram uma das atrações do programa do Jools Holland, onde mandaram o bom single “Been Away to Long”.

A banda era um dos nomes fortes para a edição 2012 do ecofestival SWU, mas no meio do caminho desistiu da ideia para lançar este álbum. Não veio o Soundgarden, não tem mais SWU, mas o álbum pode ser ouvido na íntegra.

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Balanço SWU: o que deu certo e o que não rolou em 2011
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Lúcio Ribeiro

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Sustentabilidade é isso: reaproveitar camiseta da edição passada

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>> Acabou. Último post SWU até 2012 _ ou não, sempre pode aparecer algum vídeo bizarro aqui e ali. Mas passado o cansaço e depois que a lama (das botas) secou, sobram as listas, os vídeos, as fotos, os elogios, as críticas… O festival SWU entra na categoria “haters gonna hate”, como todo festival de música. Nunca um line-up vai agradar 60 mil pessoas simultaneamente, o deste ano estava esquizofrênico, mas é tentando que se chega lá. Não vamos entrar no mérito sustentabilidade ou criticar a alienação do público em relação à causa ambiental, porque por mais que a proposta seja válida, ainda não é o motivo principal que nos faz ir até Paulínia com previsão de trovoadas. Principalmente quando ela é imposta, como uma “publicidade”.

É difícil dizer se a segunda edição do festival foi melhor que a primeira. Foram bem diferentes. Visualmente, o SWU de Itu era mais “friendly”, tinha mais cara de festival no campo. O deste ano, parecia um festival dentro da Cidade Universitária. Por outro lado, o festival deste ano pareceu mais organizado (*ver listinha abaixo) e a ideia dos palcos um de frente pro outro é MUITO melhor que a do ano passado, onde os palcos ficavam colados, tinha a área VIP estúpida na frente deles e o público não tinha como se locomover. Para nós da Popload (ou para quem acompanha o blog) faltaram bandas mais atuais, que estão despontando, mas que já têm músicas suficientes para serem incluídas em festivais como esse. O palco New Stage é sempre o melhor lugar para apresentar o que há de novo, como o nome diz, mas falta dar a ele um line-up mais… ousado. De repente, para outras edições, um palco “médio” poderia ser a alternativa entre o palco New Stage (para bandas novas-novas tipo Lana Del Rey hehe) e o palco gigantesco das atrações principais. Neste palco médio caberiam ASH, BRMC e Sonic Youth, por exemplo, bandas grandes para um palco pequeno (e sem telão!), mas que se perdem em um palco gigante e com público disperso.

Enfim, com os principais shows sendo transmitidos ao vivo na TV (o palco New Stage tinha transmissão online) e twitter funcionando como caixa de comentários real-time, não dá nem para dizer que você “não estava lá”.

Para a Popload, este foi o balanço SWU, abaixo.

Certamente deixamos passar muita coisa, mas você também pode contribuir com esta lista nos comentários. O que deu certo? O que fracassou? Quais foram as melhores apresentações? E as piores?

A maior varanda VIP do mundo?>> ROLOU:

* Para quem ficou em casa, a cobertura-guerrilha do Multishow chegou quase a ser melhor que o festival em si. E não sei se isso deve ficar na parte do WIN ou do Fail.
* A área VIP finalmente saiu da cara do palco e da frente dos fãs e foi para a lateral. Provavelmente a maior área VIP do mundo, eu acho, mas pelo menos não atrapalhou ninguém (foto acima).
* A divisão por gêneros funcinonou bem, evitando o “cadê o rock?”, que perseguiu o Rock In Rio durante os 32 dias de festival (*rs).
* A “segregração de estilos” também dividiu o público e quase não houve brigas ou bandas sendo expulsas com vaias. Pelo menos fora do palco (já dentro dele…). E olha que na segunda-feira rolou o Testosterona Stage, mas o público só tinha CARA de mal.
* Tyler the Creator/Odd Future talvez não tenha feito um show excepcional. Porque eles não fazem mesmo shows excepcionais. Mas, ter no evento um nome da “nova geração” ainda em ascensão, faz diferença. Antes Tyler hoje que amanhã.
* Chris Cornell conseguindo segurar umas 40 mil pessoas só no violãozinho.
* O show foi cancelado, mas Modest Mouse está em SP até amanhã. Soltinhos. Com instrumentos. Galera envolvida com casa de shows, manifeste-se.
* Praça de alimentação Veggie: aprovada!
* Não havia muitas filas para banheiro e bebida. Já a praça de alimentação estava sempre lotada, mas o atendimento foi tranqüilo.
* Pelas camisetas do público, o Iron Maiden precisaria de um festival só pra ele. Foi (quer dizer, sempre é) a camiseta oficial do SWU-metal. lml
* Courtney Love doidona, bagaceira, sem voz, fazendo um karaokê de Hole intercalado com stand-up-tragicomedy. Foi divertido, vai. Quando teve música, foi bem bom.
* A cena “simbólica” das guitarras e baixo do Sonic Youth no palco, no final do show, no final da banda (?), depois de “Teen Age Riot”. Pode acabar agora, Sonic Youth.
* Mike Patton vestido de Zé Pilintra, com terreiro no palco, CORAL DE CRIANCINHAS, cantando cafonamente em português e com discurso pré e pós show. Se com tudo isso ele não levou garrafinha pet na cabeça, temos um novo Bono.
* Finalmente a camiseta P*RRA C*R*LHO, sendo vendida por 80 reais na barraca de merchan oficial do SWU, fez sentido.


Popload Na Moda. No último dia só deram elas: camisa xadrez e camiseta metaaaaal.

>> NÃO-ROLOU

* Falta de sinalização (e de funcionário capacitado a dar informação) para os estacionamentos na chegada do festival
* A discotecagem estufa-lingüiça do Black Eyed Peas. Que papagaiada foi aquela? Parecia festa de formatura de colegial. Em salão de prédio.
* Se você reclama do “excesso de músicas cover” da dupla Miranda Kassin & André Frastechi, também tem que reclamar dos três ‘covers’ que a Courtney fez e do Michael Jackson versão Vila Madalena do Chris Cornell (ele ainda cortou um cover do Beatles e outro do John Lennon que estavam no setlist original). A “regra” vale para todo mundo. Mas, no fim, who cares.
* O show sem-banquinho e (só) com violão do Chris Cornell… Bonito e tal, mas para um festival ficou bizarro. O Cornell mesmo disse isso no show.
* BRMC tocando de dia, no palco principal. Não há jaqueta de couro e óculos escuros que sustentem o look. O mesmo vale para o ASH, que praticamente abriu o palco New Stage na segunda-feira.
* Modest Mouse contratar uma empresa particular, ficar sem instrumentos e não tocar. Mico do ano. Se é que foi isso mesmo.
* Crystal Castles também com problemas com equipamento, começou com uma Alice Glass se mataaando e se descabelando de tanto gritar. Pena que a gente não ouvia a voz dela.
* A gang do celular: até quando?
* Falta de indicação para os palcos, para a lista dos shows e dos horários. Quem não era jornalista e tinha acesso à sala de imprensa, não sabia quem tocava onde. O público do Chris Cornell, que esperava no palco do Duran Duran, teve que sair correndo quando percebeu que estava do lado errado.
* Isso dificultou ainda mais a vida dos “iniciados” que tentaram conhecer bandas novas no palco New Stage. Teve gente que a-do-rou o Is Tropical, mas era !!!. E que viu Miyavi achando que estava vendo Crystal Castles, cantando em japonês. Não, não tinha nem telão para facilitar.
* Meninas de salto alto (muito alto) na lama: até quando?
* Peter Gabriel x Roger. Roger x Chris Cornell. Roger no Twitter. Peter Gabriel ligando para o Roger. E todo mundo dando bola para isso.
* O show do Peter Gabrielzzzzz.
* Camisetas oficiais do evento por 80 reais?
* Água sendo VEN-DI-DA (5 reais) aos fãs espremidos e com sede, colados na grade.
* Sustentabilidade também depende de lixeiras em pontos estratégicos. Era difícil encontrar uma.
* Não tem como fugir da lama em festival desse porte. Mas dá para tentar evitar esse perrengue nos estacionamentos. Enfrentar carro atolado depois de doze horas tomando chuva é penitência, não diversão.

* Em 2012 estaremos de novo em Paulínia.

* Equipe POPLOAD no SWU: Alisson Guimarães (base), Ana Carolina (Bean) Monteiro, Fernando Scoczynski Filho, Lúcio Ribeiro (textos, Paulínia) e Fabricio Vianna (foto, Paulínia)

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SWU dia 2 – Foi t(r)eeeeeeta
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Lúcio Ribeiro

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Segundo dia agitado no SWU. O que estava se encaminhando para um dia xoxo, de repente teve briga, ameaças de bastidores, chuva, cancelamentos, confusões nos horários e Courtney Love.

Courtney Fucking Love. Desde a entrevista que fiz com ela (ou o contrário) semana passada, fiquei esperando um costumeiro show caótico dela no SWU. Não deu outra. Tal qual na entrevista, sobrou pro Dave Grohl, pro Billy Corgan, muita falação, peitinho de fora, Lady Gaga, tretinha com fã com foto do Cobain… E o “Foo Fighters is gay”!

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Nic Offer, do !!!, apareceu no SWU como quem tivesse acabado de acordar


E, lógico, fez a apresentação enérgica de sempre e se jogou na galera


Depois de toda a confusão no show do Ultraje, Chris Cornell segurou bem o público com sua voz marcante. Mas o melhor momento do show foi quando ele anunciou que volta com o Soundgarden em 2012

 

***** A GALERA

* O fotógrafo Fabrício Vianna flagrou a galera se preparando para enfrentar a chuva que marcou o início do SWU neste domingo.

***** OS VÍDEOS

Só eu não acho vídeo do !!!?


Londres? NYC? Berlim? – Os 12 dias pop que abalam São Paulo
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Lúcio Ribeiro

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* A superbanda americana Pearl Jam deu início ontem a um período absurdo de acontecimentos pop que já estão sacudindo São Paulo e região. São 12 dias de agitos, até o descanso no feriado de 15 de novembro. E, depois disso, o ano vai estar longe de acabar. E, depois do final do ano, vem 2012 já com uma programação cavalar, mesmo levando em conta “só” o que a gente já sabe que vai rolar. Londres where? Berlim what? Nova York why?

** PEARL JAM – A festa anos 90 que vai assolar a região começou ontem no Morumbi, com o grupo de Eddie Vedder iniciando o giro de shows no Brasil com um show “curto” de apenas duas horas e pouquinho de duração. A banda, em turnê comemorativa de seus 20 anos, impregnou seu setlist com boa parte do extrafamoso disco de estréia “Ten”, de 1991. Hoje tem mais Pearl Jam, no Morumbi, em show esgotadaço há tempos. Abaixo, vídeo da animal “Animal”, do show de ontem em SP.

** PLANETA TERRA – No sábado agora, dia 5, tipo amanhã, o Playcenter vai abrigar mais uma edição do Planeta Terra, o evento de alma indie que virou megafestival. O PT, que esgotou cerca de 18 mil ingressos em horas, há meses, vai ter a atenção polarizada entre os shows da grande volta dos Strokes ao Brasil e da vinda ao país de um Gallagher, o ex-Oasis Liam, e sua banda nova Beady Eye. Mais atrações indies de peso desfilam pelo Planeta Terra, como Interpol, Broken Social Scene, White Lies, Bombay Bicycle Club, Toro Y Moi, Goldfrapp e Gang Gang Dance, entre outras. Programão.

Os Strokes tocando pela primeira vez em São Paulo no Tim Festival, Anhembi, em 2005. Foto: Chris von Ameln / UOL

** OFF-TERRA – No domingo seguinte, duas bandas do line-up do Planeta Terra fazem shows ‘solo’ na cidade. Enquanto o Interpol, banda nova-iorquina que anda um pouco preguiçosa em performances ao vivo em festival, mas que costuma acertar a mão em shows em clubes menores, toca no Clash Club (na Barra Funda, ingressos esgotados), o grupo britanico Bombay Bicycle Club tem apresentação solo marcada para o Beco SP, na Augusta.

Paul Banks mostra seu sentimento indie-dark durante show do Interpol no Via Funchal, em 2008. Foto: Lucas Lima/UOL

** CINE JOIA – Fora toda essa bagunça dos festivais, do Pearl Jam e dos shows indie-gringo em clubinhos, a capital paulista tem outro evento que promete mudar a cara da noite de quem consume música na cidade. No cabalístico dia 11/11/11, abre suas portas o novo Cine Joia, que será o novo lugar na cidade para apresentações de rock, de rap, de funk, disco, punk, disco-punk, de jazz, de eletrônico, de ska, de qualquer coisa que seja relevante na área dos shows ao vivo. Uma das grandes atrações do Joia, fora as bandas, o lindo cinema transformado em casa de shows e sua privilegiada localização, será seu sistema de iluminação com a técnica do mapping. Quem viver verá. A inauguração do dia 11 é um evento fechado com traje “black fucking tie” e uma atração internacional surpresa. Nas semanas seguintes, nomes como Ladytron e Kings of Convenience pisarão por lá. E isso vai ser só o começo. O Cine Joia fica no bairro da Liberdade e tem capacidade para 1500 pessoas.

Primeiro teste de iluminação por mapping do Cine Joia, casa de shows que inaugura dia 11 no bairro da Liberdade

** SWU – No dia seguinte, dia 12, Paulínia (110 km de SP) recebe a segunda edição do festival ecológico SWU. Com uma escalação variada e de certa forma esquisita, mas ainda assim recheada de bons nomes, o festival reserva especialmente para seu último dia (14/11) uma noite dedicada ao estilo de música que “a gente curte”. Sonic Youth, Black Rebel Motorcycle Club, Faith No More e Crystal Castles são apenas algumas das atrações “nossa cara”. Mas nos outros dias o festival ainda apresenta Hole, Odd Future, Modest Mouse, Ash, Kanye West.

 

O grande Caniê, bombada atração do festival SWU, que tem o último show do Sonic Youth no Brasil para sempre.

* Estamos juntos na balada?


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