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Os tributos novos àquela banda antiga, os… Strokes
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Lúcio Ribeiro

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* É difícil aceitar que a nossa bandinha nova querida, os Strokes, não é mais a nossa bandinha nova querida há muuuuuuito tempo. Haha. Lá se vão tipo 12 anos que Julian Casablancas decretou “The Modern Age”, que aconteceu o “show deste século” no Astoria em Londres, que a Ilustrada deu a “ousada” capa com o título “Quase Famosos” e descobrimos que o baterista era carioca. Lá se vão ainda outros tantos anos que eles fizeram um antológico show num galpão do Cais do Porto, no Rio, ou que tocaram perto do aeroporto de Porto Alegre, numa arena ainda em construção, numa dobradinha indie “inimaginável” com o Arcade Fire, ambas as bandas indo numa festinha depois no bar Ocidente.

Os Strokes, hoje, ainda estão entendendo o que é lançar e para onde eles vão com esse “Comedown Machine, já o quinto álbum, que quase não sai, mas foi solto na internet e nas lojas no mês passado. Com o disco novo lançado, nada de “trabalhá-lo”, tipo anúncio de shows (necas!), presença em programas de TV (nada!), sessions em rádios (cadê, Zane?) etc. O site deles, remodelado para atender o “novo momento”, está monótono: anúncio de camisetas que estão à venda mas você clica e não as acha, e de relevante depois de lançar um álbum novo tem como única “news” um “Feliz Aniversário” para o Albert. Sacode, Strokes!

Mas, tirando isso, a música atual não esquece os Strokes. Ultimamente, tipo nos últimos três anos, apareceu muita gente boa prestando tributo aos Strokes, seja algo armado para comemorar os 10 anos do lançamento do primeiro álbum, seja de forma espontânea, em várias searas, como num “pop conceitual” feminino das bonecas do Haim na semana passada ou nas palavras hip hop de Azealia Banks neste ano ou nas duas covers que o grande Arctic Monkeys produziu da turma do Julian. Num apanhado rápido, e por mais que os Strokes queiram que a gente esqueça deles mas a música pop não pretende deixá-los em paz, reunimos algumas das boas homenagens cover ao grupo de Nova York.

* Haim – “I’ll Try Anything Once”


* Azealia Banks – “Barely Legal”


* Real State – “Barely Legal”

* Foster the People – “Machu Pichu”


* Arctic Monkeys – “Reptilia”


* Metric – “The End Has No End”


* Owen Pallet – “Hard to Explain”


* Arctic Monkeys – “Take It or Leave It”

Encerro com uma pergunta: Só eu gostei do “Comedown Machine”?

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As HAIM apresentam os Strokes versão “babes”
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Lúcio Ribeiro

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Vindo da Califórnia, o trio de bonecas HAIM, composto por meninas (todas irmãs) e um baterista “menino”, é o grupo preferido do Julian Casablancas nos dias de hoje. Os ingleses também piram nas meninas, que até agora lançaram quatro músicas, já fazem certo barulho, e vão soltar o disco de estreia só no segundo semestre.

Este, Danielle e Alana, todas na faixa dos 20 e poucos anos, dizem fazer “pop para tocar no rádio”, mas às vezes até evocam a Florence & The Machine. Elas resolveram retribuir a adoração do Julian e mandaram uma cover de “I’ll Try Anything Once”, a versão demo de “You Only Live Once”, faixa clássica dos Strokes, lançada (esta versão) como lado-b em 2006. A gravação foi para uma session da bacanuda Sirius XMU e ficou ótima.

O trio lança o EP “Falling” amanhã no mercado norte-americano.


O Melhor do Twitter: Edição “Miojo Gourmet com Ades Gelado”
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Lúcio Ribeiro

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Sexta-feira, salve salve! Uma homenagem ao Bial, que esta semana conseguiu ser agarradao por um mini-fã, ao vivo, durante o paredão. E por falar em BBB, tem a fraude da fraude. E outras decepções também, como o frango-gourmet que já nasce coxinha, o Ades de maçã-cáustica, o miojo intelctual, os furos surrealistas da novela Salve Jorge e a dancinha carreta-furacão dos Strokes. Uma semana bem leve. Ufa.

*as imagens são do site Thumbs & Ammo que prega o “Não faça guerra, faça um joinha”. =)

@rafaelcapanema É bombril é trote nazista é braço do ciclista é marco feliciano são as polêmicas de março fechando o verão

@Becher Pesquisei no Google “como resolver problemas de compartilhamento entre Windows e Mac” e ele disse “você quis dizer paz no oriente médio?”

@arnaldobranco A diferença entre o suicida e o facebookcida é que o segundo quer chamar mais atenção

@chicobarney O Netflix tem o maior acervo de séries que de fato mereceram ser canceladas na primeira temporada

@sorryperiferia O DRAMA DO PAULISTANO QUE AGITA DESESPERADO A COMANDA NO BALCÃO DA PADOCA PQ O ATENDENTE SEGUE ATENDENDO OUTROS CLIENTES QUE CHEGARAM ANTES

@HeloRighetto Olha vcs aí: pictures of hipsters taking pictures of food http://t.co/YOcDyAiqdR

@kibeloco Ingresso para o show do The Cure: R$ 600,00. Aí os fãs vivem de luto e vocês não sabem por quê.

@tcarran Sempre achei um desperdício o Teta ficar na frente do cemitério e não chamar “Aqui Jazz”

@rafaelcapanema “Estou fora do Brasil e não tenho podido acompanhar” COMO ASSIM MEU VOCÊ ESTÁ DENTRO DA INTERNET

@neozeitgeist Vc achando q a cura da aids foi o auge da medicina até q –>>”Salma Hayek e Linda Evangelista têm um filho em comum” http://t.co/jKASFaFDkk

@dodavilhena Pessoal, não vou mais andar de patins pq parece que é mesmo muito homossexual e nada contra, tenho até amigos que são patinhos

@phelipecruz Já tem quase 3 milhões de views… Neymar + turma do “Chaves”. Queria mandar um beijo pro meu pai, pra minha mãe… http://fb.me/2S9v6T9be

@g_jareta Um símbolo de São Paulo? Os motoqueiros que amarram sacolinha de mercado no sapato em dia de chuva.

@diboua Tchorando sangue… RT @rafucko: durmam com essa: http://bit.ly/WQyqXn

@aperteoalt Meu maior medo de ser testemunha de um crime é ficar com aquela voz fininha e com rosto embaçado.

@renatissima O chato de ouvir esse Father John Misty é q ele faz umas piadas engraçadão e fica essas mina rindo risada “não entendi mas pode me comer”

@CarlosBellini Na padaria da esquina da minha casa, o portuga mandou esculpir uma melancia em homenagem ao Chorão. Perguntei se…

@babicorreia um dia eu vou ser igual o chiquinho scarpa e vou poder chamar algum amigo meu de Chevalier Mosquetier

@sarcasmomento Maior pesadelo: o celular tocar enquanto eu passo roupa e atender o ferro

@georgemacedo Imprensa gaúcha™ pic.twitter.com/Zg8Rbu4OPi

JuarezRoth Beija rapazes “@AdairJunior O que dizer de narrador BRASILEIRO que fica falando em hat-trick?”

@quantotempodura Meu cachorro acabou de sentar e dar a patinha mesmo sem ganhar recompensa, porque acreditou que esse trabalho traria visibilidade no futuro

@UrbanOutfitters “Rhinos are just chubby unicorns”. Think about it.

@seufelipe ★*   *   ★   ★  ★  *   ★★*     ★   ★  ★ O RITMO CONTAGIANTE DOS STROKES *   ★   ★  ★  *   ★★*      *   ★   ★  ★  *   ★

@flaviadurante Dançandinho Strokes Carreta Furacão! ♥

@yadayadayada O Sónar ia anunciar a volta dos Strokes no Brasil, os organizadores escutaram o disco antes e ficaram tão desapontados que cancelaram tudo.

@guigaspar Minha reação inicial a esse disco dos Strokes é voltar pra casa e botar fogo nos Is This It e no Room on Fire.

@viniciusaguiari Sozinha, essa Step do Vampire Weekend já vale uns 2/3 do disco todo do Strokes

@lorylooove Mas né gente, Strokes nunca foi sensacional. A gente que era jovem.

@arnaldobranco O disco novo do Strokes lembra funcionário público fazendo operação tartaruga

@folha_com Ativista do Femen tira a camiseta e é atropelada na aldeia Maracanã http://folha.com/no1250640

@rosana Enquanto uns vestem a camisa da causa, outros tiram

@alvaroleme Ou era uma índia sem camisa e alguém concluiu que era do Femen?

@sergueirock Curto a atitude dessas meninas do Femen. Eu mesmo já fiz muitos protestos sem camisa na época da ditadura.

@cardoso Acho que o motorista não viu o farol aceso http://bit.ly/14cqy4G (contém Femen, Sara Winter e schadenfreude)

@zorzanelli Enquanto não inventarem o femen masculino vai dando pra viver neste mundo

@UOLVestibular “Redação do miojo” gera piadas com Enem; site “incrementa” textos com receita http://uol.com/bvcY7t

@Bob_Fernandes Receita de miojo e hino do Palmeiras não são os erros mais graves em redações do Enem, opina linguista Sírio Possenti http://migre.me/dMhJR

@sorryperiferia O Globo descobre que Merval Pereira escreve receitas de miojo desde 2005. The Piaui Herald http://migre.me/dMprD

@jose_simao Enem quer dizer Eu Não Escrevi Miojo!

@perereco “Jovem que escreveu receita de Miojo em redação do Enem recebe convites para atuar como DJ em balada paulista”

@aalyssonbr Lendo o verso da embalagem de miojo para conseguir boas notas na vida.

@g1 Embalagens do suco Ades foram envasadas com água e soda cáustica, diz laudo http://glo.bo/15BqhEL

@tocomvcs Nada contra vc, inclusive te comprei um suco ades sabor maçã pra provar q não tenho rancor

@bicmuller E o Edso e hudso hein? Foi preso com arma, drogas, uma caixa de Ades de maçã, um exemplar de 50 tons de cinza e maconha em casa

@alechandracomix Fazendo peeling com ades maça esta uma delicia

@microcontoscos Escrevi a receita do Ades na prova de Química e fui aprovado no ENEM.

@DicasNova O gato Ades é aquele que você só descobre que faz mal depois que você prova.

@kazinhalacerda Status: mais sem moral que suco Ades.

@alechandracomix chegou encomenda das inimigas

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| ADES MAÇÃ |||”"‘|”"\__,_
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…|(@)@)”"”"”"”**|(@)(@)**|(@)

@rubensxd “Você lembra quando percebeu que o frango assado de R$75,00 virou rotina??” http://t.co/Tg8gxRt0kk

@arnaldobranco O mais bizarro do frango gourmet de 75 paus http://bit.ly/XoYQdV é lembrar que o símbolo do governo FHC foi o frango a um real

@Curiosidade Em 1994 era possível comprar 1kg de carne de frango, 10 pãezinhos ou um Kinder Ovo com apenas 1 real.

@FabioAmderline Gente o frango premium é caro mas voce paga pelo design e pela interface intuitiva

@perereco Eu cheguei agora na internet, mas aposto que essa história de frango de 75 reais é coisa de paulista.

@fcorazza O sujeito que paga 75 paus num frango assado devia ser exposto em uma redoma de cristal no MAM

@neozeitgeist Televisao HD 3D de cachorro. Sim, sempre foi tudo isso

@bomsenhor Quanto vale a vida de um frango? podemos realmente colocar um preço nela?

@msoares Sugestão para os restaurantes paulistanos: pão com ovo gourmet, com shepherd’s loaf e ovos de faisão. http://t.co/cvfXnqrT3a

@giovsr Vocês falam da bolha imobiliária, mas deve existir uma bolha gourmet também, porque não é possível que esse mercado nunca sature.

@shin70 Conheçam a minha linha de pamonhas gourmet. Pamonha Siracusa: com sálvia e raspas de limão siciliano, R$ 27,50. Harmoniza com branco gelado

@cirilodias Aí você posta a notícia do frango gourmet + coxinha Coldplay e o Facebook te sugere curtir a página do Bruno de Luca

@terciors Mulheres, vocês misturam hidratantes com seringa?

@samirsalimjr Vilã vira mocinha e prova que maldade na verdade é FALTA DE ROLA

@chicobarney Adoro essas personagens sem história que estão ali só para os principais não ficarem declamando o texto sozinhos

@TonyGoes Adoro essa riquíssima cavalaria militar de “Salve Jorge”, que tem verba para mandar 10 oficiais e seus cavalos para competir em Istambul.

@torniquato A estratégia da Gloria Perez de ir piorando e piorando a novela para atrair minha audiencia está funcionando.

@philosopop GePerez estava com preguiça e o capítulo de hoje foi escrito pelo App “write a brazilian telenovela” da categoria “humour” #HailGeorge

@lelira O melhor é a seringa com Ades de Maçã! hahahaha Salve Jorge: Encontre o erro – O Retorno da seringa assassina http://tinyurl.com/bn9s59z

@bicmuller Daqui a pouco esse fraude BBB manda mensagem “oi donelô, sô eu a morena!” Pq só falta isso

@mauriciostycer Chamou RT ‏@mordomoeugenio O Bial chamou Nasser de bichona ou eu to muito doido depois de fumar um SalveJorge?

@SidneyCRF RT” @FraudeBBB BRASIL 3 X 2 ARGENTINA , FINAL DA COPA DE 2014 , 3 GOLS DE NEYMAR E 2 GOLS DE MESSI”

@rodpocket RT @FraudeBBB O papa chico será o novo lider

@brunafeia No meio do discurso de eliminação do Bial haverá uma receita de miojo

@psiquiatro @FraudeBBB Se eu acertar os 6 números da mega sena, aposto que eles vão alterar, porque eles vão achar que você divulgou o resultado.

@mairacharken Duvido o @FraudeBBB acertar a idade da Glória Maria!

@_fransuel CALMA GENTE, JA TO FAZENDO UMAS LIGAÇOES ANTES DE DORMIR,,,,, CABEÇAS VAO ROLAR NA GLOBO

@mauriciostycer “Me ajuda com esse menino aqui”. Bial pedindo socorro. Quero ver o gif…

@thiago_p O gif do fã anão do Bial que invadiu o BBB: http://migre.me/dKYFe hahaha morto feat. enterrado

@_fransuel NA MESMA SEMANA Q A GLOBO BARRA O PAPA BRASILEIRO EXPLODE UM ESCANDALO DE FRAUDE NO BBB, LIGUEM OS PONTOS BRASIL, SO NAO VE QUEM NAO QUER

@FraudeBBB O perfil @FraudeBBB angariou mais de 19.000 followers em minutos. Ou seja, a fórmula de mostrar os peitinhos na cam está ultrapassada.

@gordotheus Cade essa vagabunda @FraudeBBB pq vc não falou do fã que ia subir no palco e abraçar o bial?????????? teria preparado as piadinhas antes

@bomdiaporque No futuro, todo mundo terá direito a 15 minutos de razão.

@psyfitcho Vou dormir amiguinhos!
   ∧_∧
   ( ・ω・) 
  _| ⊃/(___
/ └-(____/
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 <⌒/ヽ-、___
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Os Strokes lembram os bons tempos em vídeo novo. Os deles e os nossos
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Lúcio Ribeiro

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* Num ponto de “Ou vai ou racha” na carreira, a extra-querida banda The Strokes, aquela, lançou hoje o vídeo para a incrível “All the Time”, o primeiro single do vindouro quinto disco, “Comedown Machine”, que sai às lojas dia 25 de março. Ou seja: a qualquer momento nas nossas mãos digitais.

“All the Time”, em si, deliciosa, já tem um gosto de “Strokes dos bons tempos”, voz esgarniçada do Julian, os famosos solos duplos de guitarra contrapostos, bateria rápida, uma pegada de urgência desesperada. Tudo o que a gente sempre gostou na banda nova-iorquina que protagonizou lá nos 00 um início de uma fase nova no rock.

O vídeo traz cenas de bastidores e de shows aleatórios juntados dos Strokes por muitos lugares. Deu uma impressão de a banda, no carro, estar passando no Minhocão, em São Paulo, e do Julian “gordo” no Playcenter. Mas acho que não. Sou ruim para reconhecer coisas de primeira.

Os Strokes lembram os bons tempos deles em “All the Time”. De certa forma, a gente também lembra os nossos.

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Oh, sh*t. A rapper Azealia Banks transforma Strokes em hip hop
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Lúcio Ribeiro

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* E a gente achando que íamos ficar apenas no Strokes tecnobrega, toma o Strokes hip hop.

Um dos grandes nomes do hip hop americano, a nossa amiga Azealia Banks anda comentando nas redes sociais que está chegando a hora de da jaula que é o estúdio, onde grava seu esperado primeiro álbum. A rapper, atração boa do Planeta Terra Festival do ano passado, anunciou que vai lançar o primeiro single tirado do disco de estreia no dia 26 de março, a música “Yung Rapunxel”. O álbum mesmo, “Broke with Expensive Taste”, nome ótimo, sai neste ano, mas ainda não tem data de lançamento definida.

Daí que, antes de tudo isso, Azealia Banks vem com uma cover de clássico rocker dos Strokes transformando em algo na direção do hip hop, com toques climáticos de dubstep. É a espetacular música “Barely Legal”, uma das primeiras lançadas pelos Strokes lá em 2001, no Epzinho que mudou o novo rock. Ficou responsa. Não ficou?

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Extra: os Strokes parecem ter voltado ao normal, em trecho de música nova
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Lúcio Ribeiro

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* Mas isso é bom?

Sem arroubos de guitarrada paraense desta vez, os Strokes parecem estar abandonando o tecnobrega e voltando ao drama vocal + guitarrinha veloz e baterinha marcante de sempre neste seu segundo single, “All the Time”, que já tem trecho para ser ouvido na internet.

Os Strokes lançam disco novo, “Comedown Machine”, o quinto álbum, no final de março. Dia 25 na Inglaterra. Dia seguinte nos EUA. Eles anunciaram que “All The Time”, o primeiro single, sai um pouco antes. Mas daí chocaram o planeta inde quando liberaram, no final de janeiro, a música “One Way Trigger”, que deve ser “diferente” aos olhos gringos, mas para nós soou uma canção bizarra que começa com a participação especial do DJ Cremoso e depois vira Strokes. Pois bem, passou, passou.

Agora um site de fãs da banda descobriu que a música nova, “All The Time”, teve preview liberado no site de compras da Amazon. E o fato, esses 30 segundos “normais” de Strokes, já ganha forte reverberação nos blogs americanos. E, agora, na Popload. Ouça a música, ou melhor, o trecho bem aqui.

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E a música nova dos Strokes, hein? Afinal, que P***A é aquela? Popload cavoca o assunto e dá detalhes do disco novo
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Lúcio Ribeiro

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E aí, já deu tempo para assimilar a “One Way Trigger”, a música nova dos Strokes, fase axé? Deu “like”, tipo o Julian?

Vídeo do Fofão e do Homem-Aranha de Ribeirão Preto e polêmica de “cópia do Maná” à parte, resolvi voltar ao assunto depois que uma amiga me disse, ontem:
“Nossa, acredita que eu não ouvi ainda a música nova dos Strokes? Vou ouvir agora.”
Ela botou o fone de ouvido. Computador na frente dela.
E eu só olhando.
Nos primeiros acordes, ela tomou um susto. Arregalou o olho. Se mostrou surpresa. No meio da música, virou e falou: “Acho que peguei a música errada. É zoeira, né? Parece que alguém botou uma música de videogame tipo Mario Bros em cima do vocal do Julian”.

Pois bem.
Notei um certo backlash na malhação de Judas que a música levou quando foi lançada, na sexta-feira passada. Um grande blog brasileiro chegou a publicar a música, sob o seguinte título “EXTRA! EXTRA! Strokes entra para a Avalanche Tropical, copia Banda Uó e lança tecnobrega”.
Passado “o susto” e a associação com o DJ Cremoso, veio um outro sentimento. “Sabe que eu não achei tão ruim”, “Gostei, eles tinham que mudar de alguma forma” e “A gente ainda vai gostar muito dessa música” pontuaram a defesa de “One Way Trigger”.

Os “comentários brasileiros” associaram a música ao tecnobrega. Na gringa, falaram em similaridades com A-Ha e Bowie. Todo mudo confuso nas referências.

O “falsetto” de Julian é o que mais chocou e quase todos os posts tem interrogações, acho que todo mundo ficou sem graça de dar uma opinião definitiva e ser uma zoeira da banda. O que está rolando é que alguns bloggers andam dizendo que o site dos Strokes tem alguns easter eggs e que várias infos do disco novo estão sendo soltas por eles por aí, para os fãs captarem/decifrarem.

** Eu particularmente achei (NOT) que a “Rolling Stone” americana foi feliz na definição da banda:
“”One Way Trigger” is busy, nerf-y synth-rock with an A-ha melody and Julian Casablancas’ voice wafting out of falsetto hell like Kenneth Parcell trying to sing Al Green at a karaoke party”
Haha.

O blog bacanudo Stereogum falou que…
“Well, here are a couple of surprises! For one thing: The Strokes have a new song! For another: It does not sound like any goddam Strokes song I’ve ever heard!”

A “Spin” disse que parece mais que o Julian resolveu resgatar uma música solo dele de brincadeira que gravou quando era bebê nos anos 80 do que propriamente uma música nova dos Strokes”.

A “NME” falou, falou, falou e não disse nada conclusivo. Mas botou na seção “Track of the Week”, na revista que circula a partir de hoe. Acho que, fica um pouco claro pelo texto, que eles também não entenderam “One Way Trigger”. Entre outras coisas dizem que a música é um “bloody weird song”, para não dizer “fucking”, à moda inglesa. Falou que os cinco segundos finais da canção é a prova de que os Strokes têm senso de humor. Que a grande revelação de “One Way Trigger”, e que pegou todo mundo de guarda baixa, é o falsetão do Julian, que começa incoerente e vira “surprisingly effective”. Hein? E que, como sempre com esta banda, a música nova nos deixou mais com dúvidas do que respostas.

A gente ainda vai falar muito sobre “One Way Trigger”, o tecnobrega dos Strokes, que estará no álbum novo. Antes disso, eles lançaram um pôster com a letra dela. Que, no final das contas, essa sim é boa.

** COMEDOWN MACHINE - Esse é o nome do novo disco dos Strokes, que será lançado em março. O aguardado quinto disco de estúdio dos nossos heróis desde 2001 já tem, então, nome, data de lançamento e capa (?): “Comedown Machine” será lançado dia 26 de março e, ao que tudo indica, será mesmo o último álbum lançado pelo grupo através da gravadora RCA, que ganha destaque na capa da obra.

Além da indicação de que o disco tem 37 minutos e 49 segundos de duração, outras notícias que vão aparecendo aos poucos é que o primeiro single será mesmo “All The Time”, a música que a rádio 107.7 FM de Seattle diz ter em mãos desde a semana passada e que pode ir ao ar a “qualquer momento”. O single será liberado à partir de 19 de fevereiro para quem fazer uma reserva do álbum pelo iTunes.

No email que os Strokes fizeram circular hoje dá a entender que as rádios vão tocar antes a música, em 14 de fevereiro, para tocá-la no Dia dos Namorados. Seria uma baladinha agora?

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As intenções do Blur e a lista das melhores músicas dos últimos 10 anos
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Lúcio Ribeiro

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* A banda inglesa Blur saiu a campo (Facebook e Twitter) pedindo votos para música sua que concorre a, atenção, “melhor música dos últimos dez anos”. Parece mais uma listinha quaquá dos ingleses, e é, mas essa é bacana por alguns motivos. Entre as várias comemorações de 10 anos da importante BBC Radio 6 Music, que foi ao ar pela primeira vez em 11 de março de 2002 e já tocou neste tempo cerca de 1 milhão de músicas, a emissora resolveu fazer a enquete das músicas mais relevantes de seu período de vida.

Para você ter uma ideia do quanto os britânicos levam esse tipo de coisa a sério, uma banda do tamanho do Blur saiu às redes sociais conclamando seus fãs a votarem.

As canções que entraram no “Top 100″ já pré-selecionado pelos principais jornalistas musicais da Inglaterra, seja jornal, rádio e revista, fora músicos e outras figuras selecionadas, tiveram como critério básico ter sido compostas entre março de 2002 e o final de 2012.

Se você quiser entrar na votação, vá até o site do BBC 6 Music e escolha. Meu voto já está lá. E não foi na música do Blur. Sorry, Damon.

Dá para você ver também quem o júri votou.

A emissora também prepararou uma página com um playlist de Youtube das 100 músicas. Dá para ouvi-las na sequência.

Eis algumas das 100 melhores músicas dos últimos dez anos. E aí, eu pergunto.

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“Someday”, a nova música dos Strokes. Quer dizer…
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Lúcio Ribeiro

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Os Strokes tomando uma Brahma (!) em Nova York (!!) em 2001, na primeira foto de divulgação deles. O porquê de estarmos voltando no tempo?

Enquanto não lança seu aguardado quinto álbum de estúdio, o último pela RCA Records, os Strokes voltam a ser notícia por causa de uma música “nova”. Apareceu na internet a versão alternativa de “Someday”, um dos clássicos da banda, com letra e batidinha diferente.

A versão foi gravada em uma session para a rádio WFMU, no programa “The Cherry Blossom Clinic”, apresentado pela Terre T (existe até hoje ainda, aos sábados à tarde, e é incrível) sediada na região de New Jersey, em dezembro de 2000, cerca de seis meses antes de “Is This It” ser lançado. Na página de arquivo da rádio, dá para ouvir o programa inteiro, incluindo a session com a banda, que além de “Someday”, mandou outros futuros clássicos como “NYC Cops”, “Modern Age” e “Last Nite”.

Ouça abaixo a versão alternativa de “Someday”, com parte da letra diferente, parte da guitarra em levada diferente. Foi ao ar em 21/12/2001, num especial de natal. O programa inteiro, com a session dos Strokes mais Sonic Youth, of Montreal e Weezer no embalo, pode ser ouvido aqui. Legal é a descrição da apresentadora para a session: “The slamming and luscious STROKES came down for a hot set …I’m still rocking it ! If u dug this set pick up their 3 song EP!”.

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Popload UK Tour. Entrevista com o Howler sobre garotas brasileiras, essa coisa de “novos Strokes” e sobre ficar pelado em São Paulo
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Lúcio Ribeiro

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* Popload de volta a Londres, mas ainda se livrando do material acumulado em Glasgow.

* Este texto abaixo saiu em versão reduzida na capa de hoje do caderno Ilustrada, da “Folha de S.Paulo”. Aqui no blog está “bigger, longer and uncut”. Entrevista com o vocalista Jordan Gatesmith e o baixista France Camp, da incrível banda nova Howler, que chega ao Brasil em poucos dias para shows em São Paulo e Porto Alegre. A conversa aconteceu poucas horas antes de a banda subir ao palco do King Tut’s, em Glasgow, Escócia, no sábado passado.

Maldição para a nova safra de bandas de rock desde 2001, mas também um belo impulso para atrair a atenção da cena, o rótulo de os “Novos Strokes” está grudado no pequeno grupo americano Howler, uma das mais incensadas formações da música jovem atual.
Não do Brooklyn (NYC) nem de Los Angeles, mas sim egressos de Minneapolis para o mundo, o Howler é um quinteto de garagem que lançou seu primeiro álbum agora no fim de janeiro, “America Give Up” (no Brasil em março), e que se encontra no meio de uma longa turnê de shows cheios por Europa, Japão e EUA.
E, graças aos já fãs brasileiros da banda, o Howler se apresenta em São Paulo e Porto Alegre agora em fevereiro, respectivamente dias 24 e 25, ambos os shows no Beco 203 das duas cidades.
Os “Novos Strokes” da vez, pecha que já serviu a Franz Ferdinand, Libertines, Arctic Monkeys e Vaccines, entre alguns outros, tocam no Brasil graças a uma ação dessas de “crowdfunding” (o público financia o show) armado pela produtora PlayBook.

A Folha cruzou com o Howler em turnê pelo Reino Unido e conversou com o vocalista Jordan Gatesmith e o baixista France Camp, ambos 20 anos de idade em uma banda formada há pouco mais de um ano.
“Para nós é um elogio ser comparados com os Strokes. Gostamos da banda e isso não nos incomoda, embora eu não veja tanto assim, tirando que somos rapazes tocando músicas baseadas em guitarras”, disse Gatesmith, absorvendo bem a comparação ao grupo de Julian Casablancas, “responsabilizado” por devolver uma certa graça ao rock no começo da década passada, graças a um punhado de ótimas canções e uma atitude tão explosiva na música quanto blasé na atitude.
“Já falaram que parecemos os Ramones, o Jesus & Mary Chain. Ficamos lisonjeados, todas bandas ótimas, eu amo os Ramones, mas estamos longe ainda de ser herdeiros de qualquer um desses”, desconversou o líder do grupo de Minneapolis.

Falando em Ramones, disse a Gatesmith achar que a voz dele lembra mais Joey Ramone, às vezes, que propriamente a do Julian Casablancas, se é para continuar na onda das semelhanças e comparações que sempre aparecem quando uma banda nova aparece com destaque.
“Algumas pessoas dizem mesmo isso. Para mim é demais. Outra coisa que só me serve de elogio, mesmo não concordando tanto, mas respeito porque você não é o primeiro que me diz isso.”

Como é Minneapolis para o rock?
“Não é ruim”, disse o vocalista. “Embora não seja o melhor lugar do mundo para uma banda começar, tem uma cena underground muito intensa acontecendo lá. Precisa ‘cavar’ Minneapolis para descobrir isso”, falou Gatesmith
“Não concordo muito”, retrucou Camp. Acho sim que tem muitas bandas, mas a maioria é freak. Apenas algumas ali importam mesmo e poderiam sair dos subterrâneos de Minneapolis para serem ouvidas em outros lugares.”

Ainda sobre Minneapolis.
“Nem acho que ainda dá para dizer que moramos lá. Já não somos mais de Minneapolis faz tempo. A gente agora, com os shows, não somos de lugar nenhum. Ou somos de todos os lugares. Moramos em hotéis Travelodge”, resumiu Camp.

O que garotos de banda de Minneapolis, com média de 20 anos de idade, escutam hoje em dia, perguntei. “O que a gente escuta no rock? Não sou muito parâmetro para isso, porque não escuto essas bandas dos anos 2000 que meus amigos de mesma idade escutam”, contou Gatesmith. “Me interesso mais por coisas bem lá de trás, tipo anos 50 e 60, Elvis e Buddy Holly. E um pouco de punk dos anos 70.”

Nem bem lançou o primeiro disco e o Howler já estava fechado para duas apresentações no Brasil. Mas, sobre o país, o vocalista Gatesmith tem a dizer que não tem nada a dizer. “Estamos muito animados por tocar no Brasil. Para nós, que mais ou menos vivemos a mesma rotina faz tempo, se apresentar em lugares tipo lá ainda dá uma energia extra para a banda. Não vou falar para você que amamos o país e que conhecemos música brasileira porque não é verdade. Não tenho idéia do que esperar do Brasil”, falou Gatesmith. “Mas, é sério, queremos aprender TUDO de Brasil nos cinco dias que vamos passar lá.”

“Tem uma coisa engraçada em relação ao Brasil”, disse Camp. “Teve um show em Nova York cheio de garotas brasileiras bem animadas”, falou. Cheio quanto, perguntei. “Um monte, o suficiente para falarmos no camarim, entre a gente: ‘Por qual motivo tinha tantas meninas brasileiras na platéia hoje?’ “, explicou o baixista.
“Garotas fucking lindas”, completou Gatesmith. “Ficaram dizendo que tínhamos que ir ao Brasil. Ok, nós vamos”, riu.

“Está calor lá agora?”, perguntou Gatesmith.
“Posso levar meu short?”, emendou Camp. “Posso ficar pelado lá, tipo o baixista do Queens of the Stone Age?”

* OS “NOVOS-STROKES” DESDE OS STROKES: uma listinha de bandas que carregaram, pós-2001, o rótulo de seguidores do grupo de Nova York na honrosa e às vezes inglória missão de “salvar o rock”.

- The Vines: chegaram à cena meses depois dos Strokes, foram logo capa da “Rolling Stone” americana (são australianos) na linha “Rock is back” e racharam a crítica já no primeiro disco. No segundo, no entanto, alcançaram a unanimidade: a banda já tinha perdido o gás.
- The Killers: se os Strokes bebiam da fonte local, nova-iorquina, o Killers trazia a new wave inglesa para o deserto de Las Vegas. Já no primeiro disco ficaram maiores que os Strokes, embora isso não reflita necessariamente em qualidade maior. Hoje estão no calcanhar do Coldplay, tocam na Jovem Pan e se levam a sério (demais).
- Interpol: conterrâneos e contemporâneos, foram a imediata “next-big-thing” da grande maçã, com menos curtição e mais reflexão. O apelo das roupas pretas não sobreviveu a dois verões, contudo.
- Libertines: decidiram levar a banda a sério depois de ver um show dos strokes. Foi a “resposta inglesa” à banda de NYC.
- Franz Ferdinand: surgiram na Escócia na bagunça causada pelos Strokes no novo rock e logo viraram “darling” da cena. Se vestiam melhor e dançavam mais ao vivo, porém.
- Arctic Monkeys: não sabiam tocar nada quando montaram a banda. Nos primeiros ensaios, Alex Turner disse que ficavam “treinando” fazendo cover de strokes. Hoje são a principal banda indie do planeta.
- Tame Impala: australianos, compartilham a saudade dos anos 60, mas indo mais para o Hendrix e o Cream do que para o wild side do Lou Reed. Têm o som mais encorpado e mais hippie. Mais viagem, menos garagem. Ou seja, nada a ver com os Strokes.
- Vaccines: ingleses, são os últimos “novos Strokes” antes do Howler. Até gravaram uma música com um dos Strokes. Tocam em São Paulo em abril.

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