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Arquivo : setembro 2011

Semana Nevermind – O show tributo de Seattle
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Lúcio Ribeiro

* Popload em Seattle

((Este texto foi escrito originalmente para a Ilustrada, da “Folha de S.Paulo” e da Folha.com. As fotos são do museu Experiment Music Project))

Well, whatever, nevermind…
De importância mais histórica do que de relevância sonora fiel às músicas originais, o show “Nevermind Live”, organizado ontem em Seattle pelo ex-Nirvana Krist Novoselic para fazer parte das comemorações de 20 anos do “disco que mudou o rock, o pop, o indie tudo junto”, soou mais como uma reunião de amigos.

O “Nevermind” foi lançado em 24 de setembro de 1991. Agora, 20 anos depois, e por uma boa causa, Novoselic (imagem acima) foi o mestre-de-cerimônias de um ato ecumênico roqueiro para amigos de Seattle e bandas idem recriarem faixa a faixa as 13 músicas do famoso álbum. Na ordem.

O concerto comemorativo, com ingressos esgotados e transmitido ao vivo pela internet, aconteceu no EMP – Experimental Music Project, o imponente museu da música inventado, segundo dizem, para o magnata co-fundador da Microsoft, Paul Allen, arrumar um lugar para guardar todas as suas guitarras.

O EMP atualmente exibe ainda a exposição “Nirvana – Taking Punk to the Masses”, carregada de memorabilias, fotos originais famosas, roupas, fitas cassete demo, vídeos documentaristas e guitarras quebradas, entre outras coisas, que começou em outubro e aparentemente vai ficar permanente no museu de Seattle, a cidade que revelou ao planeta o Nirvana em particular e a toda cena do grunge.


A banda Loaded, de DuffMcKagan, em ação no “Nevermind Live”, ontem em Seattle

Sobre o show de ontem, o caráter de festa particular se deu exatamente porque foi a celebração 20 anos depois de um senso incrível de comunidade de Seattle, que era algo pacato, foi sacudido e perdeu o controle depois da passagem do fenômeno Nirvana.

Porque no palco, na platéia, nos bancos de convidados e na produção estavam gente da cena de Seattle de ontem e de hoje.

Porque: (1) as bandas tocavam sem parecerem ter feito um ensaio sequer, porque as músicas estão “no sangue”. E isso não garante um êxito sonoro. E (2) é famosa a idéia entre músicos de que é muito difícil fazer uma cover de Nirvana. Então não espantou muito ver que a maioria das canções recriadas ficaram abaixo do satisfatório, com honrosas exceções.


O famoso produtor e músico Jack Endino, que “fez” o primeiro disco do Nirvana, mais Mudhoney e Soundgarden, entre outros, toca “Come As You Are” na festa do “Nevermind”

Mas era uma autocelebração de Seattle, que sempre riu de toda bagunça gerada pelo Nirvana, então naquela bagunça em cima do palco do EMP tudo valeu. Em nome da história da música, dos costumes, da moda, da transformação da escanteada cidade em endereço turístico obrigatório, do “Nevermind”, do espírito de Cobain e principalmente de Susie Tennant, que nos anos 80/90 zelou pelo incentivo aos artistas locais, virou amiga de Cobain, madrinha do grunge e hoje padece para pagar seus tratamentos de um recém-descoberto câncer. O show era em benefício de Susie.

Tocaram as famosas canções de “Nevermind”, com um bônus final que recriou outras músicas do Nirvana além do disco aniversariante, veteranos do som de Seattle e grupos da nova geração.

O impacto do álbum era evidente, cada convidado falando a sua lingua. Os músicos mais antigos procuraram se aproximar do Nirvana original. Os mais novos recriavam meio que a seu modo. No meio das releituras indies de bandas do agora teve um rap e uma new rave para o “Nevermind”.

Novoselic, o baixista original do Nirvana e “dono” do evento, só esteve em ação uma vez: junto com os impagáveis The Presidents of the United States of America, desempenhou “On a Plain”.

Os ótimos Ravenna Woods e The Long Winters representaram bonito a nova geração fazendo sinceras versões de “Breed” e “Something in the Way”, respectivamente. O grupo Vendetta Red captou toda a fúria inerente ao Nirvana e soltou em cima da cover de “Stay Away”. E o trio de rappers mais guitarra Champagne Champagne decompôs a linda “Drain You” numa falação caótica que fez narizes mais conversadores serem torcidos no EMP. Adorei a releitura.

No off-“Nevermind”, já perto do final das três horas de tributo, o veterano grupo deu roupagem nova e bonita à famosa “Heart Shaped Box”.

Entre os momentos que mais emocionaram a emocionante festa “Nevermind Live” teve a presença em vídeo de Dave Grohl (que na noite não pode comparecer por ter show do Foo Fighters em outra cidade), teve Novoselic tocando e pedindo gritos ao amigo Kurt Cobain e pela própria presença da vivíssima Susie Tennant no palco, a homenageada.

Se as versões não agradaram em sua totalidade, os envolvidos nesse “Nevermind Live” tem uma resposta pronta, que usavam em praticamente todas as ocasiões desde muitos anos atrás: “Bem, tanto faz, deixa pra lá”.


Futebol é pop. Torcida nos EUA xinga O PAI do juiz, não a mãe
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Lúcio Ribeiro

* Popload em Seattle.

Dá licença de eu abrir um espaço neste arrendamento pop para falar de futebol. Porque futebol é pop, nosso lema. Taí o game Fifa 2012, as propagandas da Umbro na Inglaterra etc. que não me deixa mentir.

Daí ontem fui num jogo de futebol americano. Mas não o futebol americano, entende? O soccer, que no Brasil é o “esporte das multidões” e aqui é um esporte indie, haha. Escrevi sobre isso na “Folha” na terça passada, mas não sei se entenderam o conceito “indie” no caderno de Esporte, hahaha.

Enfim, aí pintou a chance de eu ir ver o time local, o Seattle Sounders, jogar contra o Herediano pela CHAMPIONS LEAGUE. Mas a Champions League aqui da América do Norte, que inclui times da América Central e Caribe. É a Libertadores deles. O Herediano é da Costa Rica.

Mas aconteceram algumas coisas legais, que eu não esperava. Ou esperava um pouco, não tanto. São elas:

1. Eles xingam o PAI do juiz: Hahahaha. Nos EUA, diferentemente do Brasil, a rainha do lar é poupada na hora de descarregar a raiva pelo erro de arbitragem (que erra sempre contra o nosso time, quase nunca com os outros?). Na verdade é assim: tem três musiquinhas “contra” o juiz “ladrão”. Eles xingam o pai do juiz em DUAS ocasiões. Uma eu não lembro a letra, mas o progenitor era impiedosamente massacrado na linha “seu pai é estúpido, então naturalmente você também é”. Numa outra, mais legal, ele é citado, é parte integrante da melhor parte da canção, mas na verdade o objeto do xingamento nem é ele diretamente. E, numa projeção que o torcedor na hora do ódio com certeza não faz, as palavras bonitas são direcionadas à família toda. A letra é assim: “Who’s your father, who’s your father, who’s your faaaaather, referee? Haven’t got one, never had one. You’re a BASTARD, referee”.

Opa, peraí. Siiiiim, nessa eles estão xingando A MÃE. Num american way, hahaha.

2. Você deve ter percebido. Eu fiquei no meio de uma torcida ORGANIZADA de um time de futebol nos EUA. Dá para imaginar? Fiquei no meio da Emerald City Supporters, ECS, tipo a Mancha Verde ou Gaviões da Fiel do Seattle Sounders. Entrei no miolo, viram fácil que eu não era dali e uma menina simpática se aproximou. Me entregou um flyer com musiquinhas para cantar. Se eu estava ali naquele setor, no meio deles, atrás do gol, era para cantar tudo, toda hora, sem parar. Me avisou ainda que minha visão do jogo podia ser obstruída por braços para o alto e bandeiras. E que eu não podia sentar.

3. Eles não poupam jogadores do time adversário que se machucam durante o jogo. Os médicos entram para socorrer o cara aos gritos “LET HIM DIE, LET HIM DIE, LET HIM DIE”.

4. Mania bem brasileira, o lance em que o jogador finge uma falta e cai fazendo teatrinho também não é apreciado. Canção neles: “You dirty diving bastard”, pausada e bem musical, sendo que “to dive” em inglês é “mergulhar”, ecooooooooooooooa no estádio para saudar o “ator”. 80% dos craques do Brasileirão não teriam vida fácil nos EUA. Além do que, pelo que eu entendi, a MLS, a liga organizadora do futebol (soccer) daqui, pune os fingidos depois, analisando em vídeo as faltas contestadas pelo adversário.

5. Palavrão é evitado nas cantorias. Me falaram isso e realmente. Nada de um banal “fucking” eu ouvi. No máximo, é “bastard”, mesmo. O aspecto violento, típico de torcida organizada mais, hum, profissional, é às vezes sentido. Numa das músicas que não falam que “O céu é azul e o Sounders é verde” diz o “incendiar, destruir, trucidar e matar” a que a gente está acostumado:

“We came to drink, we came to sing whoa whoa…
Burn destroy wreck and kill whoa, whoa
Burn destroy wreck and kill
Seattle Sounders surely will!”

6. Vou botar um vídeo de gritos de “Hey” e palmas que eles fazem quando o time entra em campo. Parece bobo e talvez não dê sentido pelo vídeo, mas o eco que faz no estádio, ali ao vivo, é incrível.

PS1: Tinha 10 mil pessoas vendo Sounders e Heridiano. Eles parecem não ligar muito para este torneio internacional, pelo menos nessa fase inicia. A média de público do time, no campeonato nacional americano, no entanto, é de mais de 36 mil pessoas. Maior que a do Corinthians, no Brasileiro atual, o primeiro do nosso ranking de mais prestigiados.
PS2: O jogo acabou 1 a 0 pro time da Costa Rica. Dei azar para o Sounders, haha.


Oh, life… Este é o fim do REM como o conhecíamos. E eu me sinto OK
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Lúcio Ribeiro

* Popload em Seattle

Uma das bandas mais importantes do underground americano, que bem antes do grunge, numa escala menor, começou o serviço de fazer a música independente ganhar espaço no mainstream, o REM – que fez história com a formação Peter Buck, Mike Mills, Bill Berry e Michael Stipe – anunciou sua separação após 30 anos de carreira.

O comunicado foi postado minutos atrás no site oficial da banda. É a história passando diante dos nossos olhos…

Tags : REM


Show loucura do Crystal Castles chega ao SWU
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Lúcio Ribeiro

* Popload em Seattle, mas de olho em Paulínia.

Aos poucos o SWU vai ajeitando seu line up do jeito que a gente gosta. Anunciaram hoje o Crystal Castles, duo punk-dance-loucurinha formado por Ethan Kath e a louquinha Alice Glass, que sempre costuma se jogar na galera.

No início do ano, em uma das minhas andanças pela Inglaterra, assisti um show deles dentro da NME Tour, em Birmingham. Caos total, espantou o frio de 8 graus na época.

Eles já emplacaram uns cinco ou seis sucessos indies por lá e foram os grandes responsáveis pelo sold-out dos ingressos. Fato relevante, considerando que no line up ainda tinha o Vaccines, que começava a ser a grande aposta para 2011.

O bom show retardado de sempre dos canadenses do Crystal Castles está marcado para o dia 14 de novembro, no New Stage. Vai aqui um vídeo que fiz da ótima “Crimewave”, em fevereiro passado, em Birmingham.

Além deles, o ecofestival de Paulínia também anunciou outro duo, o Ghostland Observatory, o DJ Gareth Emery e Duff McKagan’s Loaded, a banda do ex-baixista do Guns N’ Roses.


Vai começar a “temporada de verão de shows” no Brasil. Na primavera. Quer ingressos?
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Lúcio Ribeiro

* Popload em Seattle. Mas trabalhando para o Brasil 🙂

E aí? O fato de o Brasil já ter recebido tantos shows bons em 2011 só não é melhor notícia do que a gente saber que ainda não estamos nem na metade desses shows.

Para aquecer a “temporada de shows de verão do Brasil”, que começa oficialmente amanhã em plena primavera (tecnicamente ainda é inverno), já vimos em 2011 um dos últimos shows das vidas de Amy Winehouse e do LCD Soundsystem. Tivemos os big acts Paul McCartney e U2, os badalados indie acts Metronomy e Drums, os clássicos Iron Maiden e Ozzy Osbourne…

Mas desta quarta-feira em diante vai ser quebradeira séria até dezembro.

Veja bem: nem estou falando do SWU, do Planeta Terra, do Pearl Jam, do beatle Ringo, do Prodigy nem do sold-out Kills. A bagunça sonora começa AGORA.
Nas próximas duas semanas, o país recebe shows da ótima dobradinha improvável Red Hot Chili Peppers/Foals, as fofas popescas Rihanna, Katy Perry e Ke$ha, o Primal Scream tocando seu seminal “Screamadelica” na íntegra neste sábado e o “podia-ser-melhor-mas-enfim” Rock In Rio, com dezenas de atrações que vão de Elton John a Metallica.

A Popload, naquele esquema de sempre de não deixar você de fora dessas bocadas todas, coloca para sorteio concorridíssimos ingressos para:

PRIMAL SCREAM NO POPLOAD GIG 7, 24/09 – SÃO PAULO (HSBC BRASIL)
Um par (pista)

COLDPLAY / MAROON 5 NO ROCK IN RIO, 1º/10
Um par (pista Premium), oferecimento da #HeinekenRocks

SYSTEM OF A DOWN / GUNS N’ ROSES NO ROCK IN RIO, 2/10
Um par (pista Premium), oferecimento da Accor Hotels

* As petições devem ser feitas através dos Comentários. É bom logar com perfil do UOL ou do Facebook, deixar email para contato e cidade, para facilitar as coisas pra gente. E, lógico, mencionar em qual show quer ir. Para o par de ingressos para o Primal Scream, você vai se ver comigo (se ganhar). Quem faturar o par dos tickets para o Rock in Rio vai receber em casa, via sedex.

Os vencedores serão anunciados na noite de amanhã, 21 de setembro. Vamos?


Charlie está morto
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Lúcio Ribeiro

* Popload em Seattle.

* Estreou ontem nos EUA, já está na internet, na íntegra ou em partes no Youtube, nos torrents, nos jornais, nos sites, por todos os lugares, a nona temporada de “Two and a Half Men”. Com o Ashton Kutcher no lugar do insubstituível Charlie Sheen, que pelo que vi ficou totalmente substituível. Hahaha. Fazia tempo que eu não via um episódio de comédia tão brilhante desde o do “Friends” com o Ross tendo problemas com a calça de couro.

* Se você ainda não viu o s09e01 de “Two and a Half Men”, eu conto agora o que você precisa saber, haha.

E é melhor saber por mim, do que por aí nas ruas. Charlie Harper está morto. Foi atropelado por um trem em Paris. Mas não sofreu, segundo disseram no velório incrível e cheio de mulheres maravilhosas “viúvas” de Charlie. “Seu corpo apenas explodiu como se fosse um balão cheio de carne”, disse a última que “teve” Charlie em vida. O que levou o sobrinho do finado a dizer, em meio ao final da muito emotiva cerimônia fúnebre: “Estou com fome. Vocês também não estão?”

O roteiro, da primeira à última fala, é genial. E o Ashton Kutcher fez o impossível: embora o episódio todo fosse sobre o Charlie Sheen (Parker), ele não esteve presente e não fez falta alguma. Juro!

Numa hora, o milionário suicida Ashton explica pro Alan, irmão do Charlie, como ele virou milionário, já que tinha explicado por que era suicida.
Ashton, que na série é o Walden: “Você já ouviu falar do Blungogo.com?”
Alan: “Não”
Walden: “Nem vai ouvir. Foi comprado de mim pela Microsoft por 1.3 bilhão de dólares e colocado no Zune, o aparelho ‘matador de iPod’ deles.”
Alan: “Ué. Verdade? Não acho que meu Zune tenha vindo com esse Blungogo”
Walden: “Você comprou um Zune?!?!?”
Alan: “Mas eu tinha um cupom…”

Se ainda der tempo, enquanto não tiram do ar, veja o primeiro episódio da nona temporada de “Two and a half Men”. Aqui embaixo.


OK! A Alison The Kills está ruiva…
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Lúcio Ribeiro

* Popload em Seattle. Mas de olho no México e pensando no Brasil.

Se não mudar até lá, a vocalista da banda-dupla inglesa The Kills, a americana Alison Mosshart, vai aparecer no Brasil em outubro, para seus acachapantes concertos em São Paulo e Rio. Se você ajudou a esgotar os ingressos do Popload Gig 8, no Beco SP, dia 27 de outubro, a visão perturbadora da explosiva Alison no palco vai ser um bônus.

Para o show do Rio, do Queremos no Circo Voador, ainda tem ingressos. Até eu já comprei para lá.
Não é, Alison?

O Kills passou recentemente pelo México, onde a Alison, pelo menos para meus olhos, estreou o cabelo ruivo. Desse show, que aconteceu no Vive Cuervo Salón na semana passada.


Fifa indie
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Lúcio Ribeiro

* Popload em Seattle.

No próximo dia 29 de setembro (27, aqui nos Estados Unidos) será lançada a versão 2012 do Fifa, um dos principais e mais vendidos games de futebol do mundo. Uma das novidades informadas pela EA Sports, dona do produto, é que as inovações tecnológicas irão proporcionar uma realidade nunca antes vista em games do gênero, pois registrará em tempo real o contato entre jogadores e suas lesões.

Os times brasileiros presentes no game são Atlético/MG, Atlético/PR, Bahia, Botafogo, Coritiba, Flamengo, Grêmio, Corinthians, Cruzeiro, Palmeiras, Santos, São Paulo e Vasco.

Enquanto o Fifa 12 não sai, a gente gostou mesmo foi da trilha sonora, divulgada pela EA Sports. Dá pra ver que a Fifa é indie. Tem os queridinhos da nova cena indie pop de Los Angeles, como Grouplove e Foster The People. Tem também Crystal Castles, Vaccines, Kasabian, Strokes, Ting Things, Digitalism, Cut Copy, além dos brasileiros CSS e… Gabriel, O Pensador.

* Olha só a lista completa de músicas:

Alex Metric & Steve Angello – ‘Open Your Eyes’
All Mankind – ‘Break The Spell’
Architecture In Helsinki – ‘Escapee’
Bloco Bleque/Gabriel O Pensador – ‘So Tem Jogador’
Chase & Status – ‘No Problem’

Crystal Castles feat. Robert Smith – ‘Not In Love’
CSS – ‘Hits Me Like A Rock’
Cut Copy – ‘Where I’m Going’

Digitalism – ‘Circles’
DJ Raff – ‘Latino & Proud’
El Guincho – ‘Bombay (Fresh Touch Dub Mix)’
Empresarios – ‘Sabor Tropical’
Foster The People – ‘Call It What You Want’
Givers – ‘Up Up Up’
Glasvegas – ‘The World Is Yours’
Graffiti6 – ‘Stare Into The Sun’
Grouplove – ‘Colours (Captain Cutz Remix)’
Japanese Popstars – ‘Let Go’
Kasabian – ‘Switchblade Smiles’
La Vida Boheme – ‘El Buen Salvaje’
Little Dragon – ‘NightLight’
Macaco – ‘Una Sola Voz’
Marteria/Yasha – ‘Verstrahlt’
Monarchy – ‘The Phoenix Alive (Kris Menace Remix)’
Pint Shot Riot – ‘Twisted Soul’
Portugal. The Man – ‘Got It All (This Can’t Be Living Now)’
Rock Mafia – ‘The Big Bang’
Spank Rock – ‘Energy’
The Chain Gang Of 1974 – ‘Hold On’
The Hives – ‘Thousand Answers’
The Medics – ‘City’
The Naked & Famous – ‘Punching In A Dream’
The Strokes – ‘Machu Picchu’
The Ting Tings – ‘Hands’
The Vaccines – ‘Wreckin’ Bar (Ra Ra Ra)’
Thievery Corporation – ‘Stargazer’
Tittsworth & Alvin Risk/Maluca – ‘La Campana’
TV On The Radio – ‘Will Do’
Tying Tiffany – ‘Drownin’


Semana “NEVERMIND”: hoje um nirvana toca “Smells like Teen Spirit”
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Lúcio Ribeiro

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* Popload em Seattle.

* O texto abaixo é uma reprodução do que está sendo publicado hoje na “Folha de S.Paulo”. Saiu mais ou menos assim:

* Não era dele a famosa voz estridente, nem a guitarra barulhenta que mudou o rock. Muito menos optou por tirar a própria vida e entrar para a eternidade. Depois do fim da banda, ele não montou nenhum supergrupo de encher estádios e está longe de ser um dos principais ídolos do rock atual.
Krist Novoselic, “apenas” o sujeito que tocou baixo no trio Nirvana, toma para si o nome de sua ex-banda e faz hoje em Seattle um show-tributo ao histórico “Nevermind”, álbum que comemora 20 anos de seu lançamento nesta semana.

Novoselic, parceiro de Nirvana de Kurt Cobain (o do suicídio) e Dave Grohl (o do Foo Fighters), reúne uma penca de bandas e amigos da cidade do noroeste americano que deu à música sua última grande revolução, o grunge, para recriarem ao vivo esta noite, na íntegra, as músicas do “Nevermind”, o lendário disco que por acaso “quebrou tudo”, que “mudou tudo”, que “abalou as estruturas da indústria”, que…

“Nevermind”, segundo álbum do Nirvana, o primeiro numa grande gravadora (detalhe importante), foi lançado na América em 24 de setembro de 1991. O concerto-tributo a ele é realizado hoje, e não sábado que vem (dia 24), porque a terça feira é o dia oficial de lançamentos de discos nos EUA. Para muitos, o “real” aniversário do “Nevermind” é hoje.

O show acontecerá às 21h aqui de Seattle (1h da manhã da quarta no horário de Brasília) no imponente Experiment Music Project, que faz parte de um complexo de museus dedicados à história da música popular e à ficção científica projetado pelo arquiteto canadense Frank Gehry e erguido com o dinheiro de Paul Allen, co-fundador da gigante dos computadores Microsoft.
Participarão do “Nevermind Live”, junto com Krist Novoselic, as bandas The Presidents of the United States of America, The Fastbacks, membros do Screaming Trees, Vaporland, entre outras. Novoselic e seu baixo não estarão necessariamente em todas as músicas do “Nevermind” recriado. E o rumor de que Dave Grohl poderia participar da homenagem é muito improvável de acontecer: o Foo Fighters tem show marcado na mesma noite em Cleveland, Ohio.

Entre todas as causas imagináveis, o concerto que revive o famoso disco do Nirvana terá uma em especial: o show, que tem seus ingressos esgotados, desde que foi colocados à venda, no mês passado, servirá para arrecadar fundos para o tratamento de câncer de Susie Tennant, famosa agitadora do som de Seattle na época do estouro grunge, amiga de Kurt Cobain e uma espécie de madrinha do “Nevermind”.

“Nevermind Live”, segundo anuncia o site do EMP (www.empmuseum.org), terá transmissão ao vivo pela internet, via Livestream (/nevermindlive). Para facilitar, veja o show mais tarde bem aqui:

Watch live streaming video from nevermindlive at livestream.com